sábado, 23 de abril de 2011

Encosto a cabeça no travesseiro. As paredes estão manchadas do teu velho perfume sem flor, desmancham-se sombras de um adeus monótono, pois você sabe, amanhã irá voltar com sua canção melancólica e suas baladas sortidas. Apenas apague as luzes quando entrar no quarto e deixa que o sol amanhã desperte dentro de um isqueiro.

sábado, 16 de abril de 2011

Esta ausência de palavras, seria uma constante? Eu me calo dentro dos seus olhos, e me consumo na sua melancolia de sorrisos tristes.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Camiñando por la calle
Saco mi arma
Dibujo en la ventana
Espejo de mi alma

domingo, 3 de abril de 2011

A noite...

      No tapete do nosso quarto, a noite tudo se via. Meus cabelos pelo chão, teus olhos a correr, minhas mãos, seu talher.
      No tapete do nosso quarto a noite, eu mais do que você tão pouco via.
                                                                                                                               (19/12/2010-Londrina)

Sou tão prostrado, atrapalhado, maltrapilho, difamado, equivocado, pragmático, dúbio, torpe. Mas a noite hoje parece tão barulhenta que minha sanidade ela rouba.

sábado, 2 de abril de 2011

Todos roubam pedaços sem sentido
na varanda, no quarto, no asfalto
Marasmo e marasmo
tão simultâneos tão longínquos
marasmos...