A maça podre do cesto adoeceu a todos. Mesmo que ela não quisesse seu tempo se esgotou e agora ela era apenas a coisa que alguém deveria descartar antes da maldição passar. Começou pequeno, mas cresceu em seu interior e consumiu para não deixar nada além de uma pele enrugada e do mal cheiro de coisa errada.
sábado, 3 de dezembro de 2016
Escombros e outras coisas quebradas que você não quer lembrar.
Não há nada de errado sobre nascer sobre os escombros, debaixo da areia e terra, não há nada de errado se eles não puderem te tocar. Os grandes apodrecerão a sua carne, a sua pele se algum dia eles puderem te alcançar. Escute o clamor embaixo dos pés que pede que não fuja da verdade iminente, que não se desvie para caminhos incertos, que não escute os zumbidos sem sentido da falácia que quer te enganar. Se há uma revolução crescendo em seu peito e comendo suas entranhas até restar pó grite até sua garganta sangrar. Há que ser forte, há que ser forte, todos dizem, mas já estamos fartos de continuar a lutar contra a onda que arrebenta no mar.
Por que estrelas morrem?
Este ano eu estava zangada e me
perguntando porque as estrelas estão morrendo antes de tocar o céu. Eu desejei
um milhão de coisa boas, mas coisas ruins continuam acontecendo o tempo todo, e
o meu desejo inicial tem se apagado dentro de mim. O mundo tem dito coisas
feias e eu tapei meus ouvidos e fechei os olhos para não ver ou escutar, mas mesmo
que eu faça as flores do campo continuam a murchar. Há algo bonito e especial
lá fora que não vai nos alcançar? Há algo pela qual continuar a lutar em meio a
escuridão pungente e lamacenta que cerca as nossas mentes? Sem piscar, não
desviar, deixar entrar.
terça-feira, 11 de outubro de 2016
A lua abandonou o céu.
Já faz um tempo, mas eu queria perguntar se está tudo bem, se estão te tratando bem. Eu sei, você não está com vontade de responder, mas eu preciso falar, talvez eu me sinta melhor assim, porque ando preocupada e me lembrei de como era amar você. Naquele tempo eu soprava a fumaça para o alto e esperava que chegasse em um lugar perto, eu beijava lábios vazios que não me diziam nada, porque eu pensava que podia ver e te sentir, mas eu estive errada e o que ficou foi o vento gelado no meu corpo, meus passos tortos e a vontade de te ver mais uma vez e dizer, que eu me importo, que eu tenho me importando por toda uma vida nesses 6 anos.
Pela ultima vez a lua retorna.
Nossos momentos entre linhas ficaram em um passado distante perdido na neblina de um dia sem cor. Não sou aquela garota, eu sou a garota que te amou. Se negar todas as vezes isso será menos verdade e indolor? Vou dizer ao seu fantasma que não retorne, vamos fingir que não estou quando eu estou, quando ainda me sinto do mesmo jeito desafiador. Deixe-me ser errada, persistente e irritante, não importa já que não existo dentro de você. Eu pensei que já não te queria como eu quis um dia, mas mais uma vez eu estive escondendo tudo debaixo do tapete. Não importa mais, nada disto importa mais, tudo que tenho é uma sombra distante e a poeira que ficou.
terça-feira, 6 de setembro de 2016
Poema.
Eu sou um poema que você não pode ler.
Com o tempo você há de aprender
que eu não sou uma mancha que se pode remover.
A profundidade do oceano azul me tragou
e quando eu voltei meu mundo desabou.
Se a tristeza é um mundo onde se pode viver
vou aprender a viver com os casos que sou eu.
quinta-feira, 7 de julho de 2016
Clube dos vazios.
Estou sendo apenas uma pessoa que eu não queria ser.
mas cedo ou tarde isto iria acontecer
Recolha suas roupas do chão e saia do meu colchão!
Eu posso estar vazia agora, mas um dia eu vou me pertencer.
Você pode amar todas as vezes que isso doer.
Você pode gritar ou fingir que não sentiu,
mas como alguém vai crer?
Enxugue as lágrimas do seu rosto
e jure que isto nunca mais vai acontecer.
Seja repreendida como uma boa filha
amanhã todos vão te esquecer.
Eu posso estar quebrando tudo que está na minha mão,
mas cansei de me arrepender.
Venha ser feliz você também
Deixe a solidão te pertencer
Que no clube dos vazios alguém ainda vai te querer.
Eu ainda vou estar sozinhas...
Estou rindo e trombando em pilares afastados
jurando amores que jamais causarão machucados
Apenas me estenda o copo e me deixe escorrer.
Preciso sentir o sangue vibrando e me esconder.
Quando eu volto estou apenas sozinha
e os fantasmas correm no corredor ao lado.
Os demônios não vão me encontrar
mesmo que eu os tivesse avisado.
Tudo que há dentro de mim
Tudo que já esteve
Tudo que cedo ou tarde vou esquecer
Juntando os pedaços e construindo do zero,
tentando descobrir o que de fato eu quero.
Tente sentir que tudo o que você quer
nunca vai te pertencer.
Os quadros na parede vão se quebrar
quando o sol nascer eu ainda vou tentar me lembrar.
Essas palavras que ninguém diz
mas que ninguém perdoaria por não sentir.
sábado, 11 de junho de 2016
Any longer...
Você é apenas um espelho quebrado agora e seu brilho não reflete mais
De todos que se vão facilmente, você eu lamento em cada pedaço que se apagou
A luz não entrará mais pela porta e eu apagarei os castiçais
Antes de dormir, em meio a escuridão eu sentirei que neste jogo nenhum de nós ganhou
por mais que antes sua voz soasse mais alta quebrando as nuvens com tudo que te pertenceu
hoje, não passa do silencio infinito perdido na imensidão
Quanto partiu deveria ter lembrado de desligar as luzes e levar tudo que é seu
mesmo que aja um eco entre nós dois me pergunto como tudo se partiu desde então
Todos seguiram em frente e seu rosto ficou para trás
e mesmo que eu lamente até meus últimos dias o passado é um perfeito reflexo que não se desfaz.
Estou cansada também, então vamos fingir que quando eu fecho os olhos não há nada mais
ainda que os nossos antigos sonhos e pensamentos ainda sejam meu guias, eu não posso mais.
quinta-feira, 7 de abril de 2016
Não foi um adeus...
Não foi um adeus, foi um até logo como se segunda o reencontro fosse certo. Não foi um adeus, foi um até logo como se eu, você, ele jamais fossemos mudar embora no intimo soubéssemos ser impossível. Então não foi um adeus, foi um até logo por que se disséssemos a verdade os sentimentos nos invadiriam em ondas e seria difícil partir. De todas as coisas difíceis que enfrentamos juntos por que naquele momento esta não pareceu a mais difícil? Por que enjoamos da cara um do outro, por que ficaram mágoas não sanadas? A verdade é que bem ali caímos um pouco em negação, escondemos o que não era pra ser escondido, não olhamos uns nos olhos dos outros embora víssemos os seus rostos. Será exatamente como me recordo, a primeira vez que vi cada um e talvez a ultima em que vi alguns. Quero levar comigo todos os momentos, os felizes e os tristes sobretudo, porque eu me lembrarei de vocês neles, em todos eles e saberei que vocês são embora algum dia já não sejam.
sábado, 12 de março de 2016
cigarro branco.
Você continua saindo e entrando na minha vida.
Como cometas colidindo na atmosfera,
me faça sentir que sou mais querida
que aquele teu cigarro branco
consumido até as cinzas.
sábado, 13 de fevereiro de 2016
Um sonho.
Ouvi de céus que se quebraram,
de estrelas que se apaixonaram
Ouvi sobre os sinos nas igrejas
em catedrais de Veneza
Te vi em sonhos movediços
carregando o teu sorriso,
já não havia as tuas lágrimas,
tão pouco as minhas.
Crescemos em mundos precipitados
nos debruçando em janelas trincadas.
Construímos nossa história
e nada foi suficiente.
Enviamos cartas sem destinatário
e quase esquecemos do remetente.
Assim, te encontro na borda do oceano
em cima de pedaços de vidro
em uma cidade que nunca me viu
nos teus braços quebrados
no teu abraço precipitado
em um céu de Monnet.
J.P. eu sempre soube o seu nome.
de estrelas que se apaixonaram
Ouvi sobre os sinos nas igrejas
em catedrais de Veneza
Te vi em sonhos movediços
carregando o teu sorriso,
já não havia as tuas lágrimas,
tão pouco as minhas.
Crescemos em mundos precipitados
nos debruçando em janelas trincadas.
Construímos nossa história
e nada foi suficiente.
Enviamos cartas sem destinatário
e quase esquecemos do remetente.
Assim, te encontro na borda do oceano
em cima de pedaços de vidro
em uma cidade que nunca me viu
nos teus braços quebrados
no teu abraço precipitado
em um céu de Monnet.
J.P. eu sempre soube o seu nome.
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