sábado, 21 de novembro de 2015

Um mundo lá fora.

Quando parar de sofrer, 
deveria saber que há um mundo lá fora que sabe bem de você. 
De todos estes teus dramas mais que dramáticos 
talvez ele esteja pensando em te ter. 
Das coisas pequenas, grandes, 
das coisas bobas da vida,
eu sei, é impossível esquecer,
mas um lamentará tê-la feito sofrer
e outro apenas estará lá quando anoitecer.
Passos pequenos em ruas apertadas e desertas
deixarão marcas indeléveis e precipitadas,
mas quando terminar de atravessar teu caminho solitário
o sol retornará a você.

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Sangue nas calçadas de Paris!

13 de novembro, sexta-feira, o mundo anuncia:
Há sangue nas calçadas de Paris!
As badaladas dos sinos da catedral de Notre-dame
contam as lágrimas de mais de uma centena de vidas,
vidas que se tornaram estáticas, na força do tempo imortalizadas
Pedacinhos e fios de histórias que jamais serão contadas
se perdem trêmulas em um céu bruxuleante.
Há silencio, mas com o silencio ninguém quer lidar .
Há medo, porém o medo é capaz de afogar
Há desespero e este é difícil acalmar.
Quem há de calar os desfechos trágicos da vida
se para retirar uma alma de seu caminho,
apenas se necessitam mãos, canos de aço e um tick-tack insistente?
Quem são eles que ão de justificar seus atos em nome de Alá?
Terão eles, pais, irmãos e filhos a quem amar?
Por que não tinham nada a perder quando se perderam?
Ainda assim na cidade de Paris, quem há de dormir?


Poema a los corazones rotos cerca del mar.

Que debo de hacer para que sucumbas a mi?
Déjame romper tús ventanas azules com todo mi ser.
Rasguñes a todo mi interior pero vuelves a mi
no me dejes de creer

Hoy estamos a la orilla de las tormentas
con su sonrisa mascarada
con vi vuelo de Ícaro rumbo a las mias creencias
y la tormenta cerca tu mirada

Crees que soy de plástico?
pues me tienes moldable cerca tus manos.
Y te digo, jamas se tergiverse a los céticos
que no tienes a tus crueles sueños.


domingo, 8 de novembro de 2015

Preto e branco.

Na cidade grande é fácil o tempo nublar e a distancia separar.
O preto do asfalto, o preto e branco do dia a dia perdidos nas suas mãos indecisas.
Quando as luzes apagarem na torre mais alta do lugar que chamamos de lar
nossos pensamentos estarão planando no alto do céu do lugar dos desapegados.
Faz algum tempo só que a distancia continua sendo meu maior medo. 
Não apague as luzes, não me deixe sozinha no seu desapego,
não queime as memórias em um ato de ensejo. 
Olho as pequenas figuras de cima cada vez menores
Fazendo suas pequenas preces, pois Deus diz para que elas orem.
Quem sabe nossa lama seja lavada com a próxima chuva
Quem sabe jamais seja e estejamos todos perdidos na maldição do tempo.
Quando estou almejando apenas um abraço, apenas abrace-me
E aquele ladrilho do tempo bordado com nossos pensamentos 
Que esteja quebrando no meio do tormento
e que se arraste comigo para a nossa verdadeira tumba que é o mar
e amar você. a, d, c    refrão em c


sábado, 7 de novembro de 2015

Você nunca me fez promessas, mas mesmo assim eu acreditei em mentiras, um pequeno castelo de areia desmoronando aos pés com a primeira onda rasa do mar. Quando a inocência morre, é o universo urrando um grito profundo de dor. Eu queria que minhas partes se encaixassem de volta e que você não houvesse existido em mim para que eu apenas desconhecesse as maldades de um pequeno mundo perdido pelos astronautas antigos. 

Uni...versos...

Eu sei que universos estão colidindo em seus lábios e que o mundo lá fora tem inveja da frieza que você tem para me ter. Você não é nada, e nem um pouco especial! Eu tento me dizer, mas quando vejo estou apenas correndo outra vez para você.

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Canção de mal estar.

Quem diria que você se tornaria minha canção de mal estar          
o vento forte soprando contra a corrente do mar                      
Se eu dissesse isso a um ano atrás, nem eu iria acreditar                  
que estou soltando punhos querendo me quebrar                        
porque querido você é minha canção de mal estar        
porque querido você é minha canção
E aquelas babacas que você dizia amar
eu quero que todas vão se ferrar
que o mundo esteja errado e todas as minhas desculpas sejam imaturas     
mas eu acreditei por um momento que o céu e o inferno poderiam se encaixar      
mas quando você me olha daquele jeito estou implorando para me matar       
por que eu e você sabemos que eu cometeria um crime outra vez     
e que talvez eu não sai-a impune dessa vez.      
Você andou me dizendo aquelas mentiras que eu era musa            
que eu apenas planejo esquecer                                    
Como a gente se ilude e como a ilusão é mais pesada que o céu           
Mais pesada que os sonhos delicados de verão quebrando na borda       
Você sabe, estamos presos a apenas um fio de corda
Por que sentimentos vem e vão, você pode pensar 
mas quando se virar de costas e transpor o tempo como uma parede fria
a minha vida e a tua continuaram a ser mais presentes que o seu dia.


De todos você foi mais...

De todos que me magoaram, você me magoou mais.
De todos que me quebraram você me quebrou mais.
De todos que me fizeram chorar você me fez chorar mais.
De todos que eu gostaria de esquecer, você é quem eu queria mais.

domingo, 1 de novembro de 2015

Não seja tolo!

Não seja tolo, não agora quando estamos aqui neste momento. Não deixe que fiquemos velhos e só restem arrependimentos e amarguras quando devemos ficar aqui em silencio onde os agouros, raivas e ódios não podem nos alcançar, escondidos além da borda, além do céu e do mar.