sexta-feira, 20 de julho de 2018

Constantemente eu lutei para deixar ir, mas continua aqui queimando as cortinas do sétimo andar, o azar que vem para assombrar você e eu.

Nuvens cinzentas...

Que me desculpem pelos dias amanhecerem todos nublados desde que ele se foi. As nuvens cinzentas continham a se agitar ao som do vento e dos galhos secos das árvores no jardim. Ele esteve aqui e é como se nunca tivesse existido, ele não está aqui, mas é como se ainda estivesse. Há tanta poeira no ar que eu respiro que costumo me transformar em um turbilhão fotografando suas pegadas insistentes no chão. Não sorrio mais com a frequência com que costumava, mas o faço para dissimular e me enganar que a vida segue estando lá totalmente para ser vivida. Quero abraçar todos os travesseiros que algum dia ele descansou sua cabeça e acreditar que por um lapso do tempo, ele continua ali com o mesmo olhar sereno em seu rosto, mas mais uma vez resta apenas o vazio que a ausência causou bem lá no fundo dos abraços que eu não mais darei ou receberei no meu ser. Não há mais nada que eu possa dizer a não ser: Me desculpe por ainda sentir sua falta, me desculpe por você, e me desculpe por mim mesma e pelo mundo por estar constantemente cinza neste inverno seco em B.H.

sábado, 14 de julho de 2018

Deus, você tem escutado minhas preces ou minhas palavras são apenas folhas ao vento?