sexta-feira, 3 de julho de 2009







É estranho pensar que terminou. O sentimento de perda sempre é muito intenso, sei bem, mas o nó que prende minha garganta para que eu não solte um grito, esse sim agora sinto com uma infelicidade cruel que com o tempo me consome, e dói, como dói. Ninguém escreve um manual para quando uma criança nasce, dizendo:
Você sofrera muitas perdas e acredite isso não ira te matar, ou, seu coração terá que ser reconstruido tantas vezes que talvez chegue o dia em que você não mais sentirá.
Uma hora mais cedo ou mais tarde os sentimentos, todos eles iram se juntar formando um burburinho interno insuportável, a agonia será tanta que as lágrimas não poderão ser mais contidas ou escondidas, e meu Deus, mas por que acabo me desesperando sabendo disso? Tenho que pedir desculpa a mim mesma por vezes ser tão cruel recorrendo a memórias tão velhas que estão amareladas e escondidas dentro do mais intimo e escondido da minha alma de ferro.
Desabafar com o nada resolve a revolta interna?



By: K®









Não sei bem o que escrever nem o que falar, mas vou tentar. Hoje assisti ao crepúsculo na beirado do lago, e descobri que nunca havia parado para ve-lo. É exatamente nesses momentinhos que eu percebo que posso estar perdendo muito da minha vida por nada. Apenas coisas que deixo pra lá, ou nem penso, nem percebo. Andei pensando muito sobre isso. Foi por isso então que esse ano eu decidi fazer coisas diferentes, mudar um pouco os hábitos. Sabe como é, áfinal eu tenho dezessete anos. Ando quase como as cegas, pois apesar de tudo eu tenho tanto medo do que fazer na faculdade ou se eu vou conseguir chegar a faculdade. Sou uma adolescente insegura admito por fim. Durona ao mesmo tempo em que sou sensível. Busco de certa forma ser um anjo na vida das pessoas, mudá-las para melhor nem que seja apenas um pouquinho, mas de pouquinho em pouquinho se constrói um ser humano não é verdade?

E por fim, sem muito o que dizer, concluo com uma frase que me persegue:

" Os segundos são fugazes e escorrem pela mão como a água fria que corre pelos pés ao se caminhar por uma praia vazia."


By: K®




terça-feira, 23 de junho de 2009