quarta-feira, 30 de maio de 2018

Ainda há tanto para dizer, mas eu prefiro não dizer agora, mas saiba que você é a parte que jamais irá embora de mim. Eu vou lutar para tentar te deixar, mas sabemos que eu sigo desperdiçando tempo e energia, pois o rio sempre corre para o mar, e eu sempre vou conseguir achar um jeito de chegar até você.  Com um balanço pendurado nas nuvens, posso ver as montanhas daqui e não, isto jamais será fácil, como resistir a vontade catastrófica de botar tudo a perder? Me deixe gritar que sim, sim... Eu sempre vou deixa-lo vir até mim. Se o amor é assim, tome-o ou jamais saberá que já não há mais caminhos a seguir. 

sábado, 26 de maio de 2018

Sinto...

Droga, eu sinto sua falta. Cada vez que digo isto é como levar um soco no estomago, ou um tropeção no piso, pois sentir sua falta já não é uma escolha, é sobre o remordimento e sobre o que eu não posso ter no momento, e sabe, isso sim é uma fodida droga. Não há nada que eu possa fazer sobre isto, não há como aniquilar isto, não há como diminuir isto, apenas parece maior e maior como uma erva daninha crescendo e criando raízes em território fértil. Parece doença, mas é só você. Parece que estou sufocando, mas é só você. Parece que estou entrando em combustão, mas é só você. Parece que quero chorar, mas no final é sobre se acostumar. Eu poderia te dizer isto todos os dias, todas as horas e todos os minutos, mas sabe, nós dois sabemos que eu jamais irei fazer. Sou a única que parece que irá tropeçar nos próprios pés, mas droga, eu fudidamente não vou fazer. Talvez eu não mereça isto, talvez você não mereça isto, mas quem disse que o amor e a falta é sobre merecimento ou não? Não estamos em uma disputa por um troféu no final, eu e você sobre quem é mais correto ou mais errado, sobre quem receberá as glórias no final,pois não há glórias no final, só há o que conseguimos fazer. Sabe, foda-e isto, eu só preciso dizer o quanto eu sinto... 

segunda-feira, 21 de maio de 2018

Mais...

Devíamos ter sido mais doces, mais amáveis, mais abertos, mais pacientes, mais queridos, mais alegres, mais maduros, mais amigáveis, mais cheios, mais confiáveis, mais profundos, mais verdadeiros, mais entregues, mais espontâneos, mais... eu e você. 


Hoje eu que escutei que a vida é apenas um sopro, passa tão rápido que talvez seus olhos não possam ter focado nela. Funciona como as batidas de asas de um beija-flor, como um cometa riscando o céu ou ainda como uma onda no mar revolto. Será que perdemos aquele momento?



domingo, 6 de maio de 2018

Sigo te vendo toda vez que cruzo a rua pavimentada tão movimentada. Ainda posso vê-lo parado ao longe com expressão serena olhando em minha direção. Ainda posso vê-lo em cada pequeno cometa que se perde ao entrar na orbita da Terra deslizando na superfície escura me fazendo novamente renovar um velho e torpe pedido aos Deuses de algum lugar desconhecido. E por fim... Eu te vejo... te vejo em cada ferida aberta que deixaste como se jamais pudesse novamente se cicatrizar.  

Pedido público de desculpas a aquele que se interessar.

Novamente a dor... A velha e familiar dor que se transformou em incomoda companheira de quarto. Espero em algum momento poder despeja-la, mas pelo momento ela parece ter pago o aluguel de forma antecipada. 
Peço-te desculpas por não ter sido o bastante. Peço-te desculpas por não ter chego antes. Peço desculpas por não tocar-te verdadeiramente. Pelo desculpas por todas as palavras não ditas e inclusive as ditas, eu estava apenas caminhando na nova sensação como um bebê de berçário descobrindo o novo. Peço desculpas pois desta vez hei de me ausentar, não porque não o ame mais, não porque não o queira mais, não porque de fato eu queira verdadeiramente, mas porque não posso aceitar que eu  e você só possamos nos machucar uma e outra vez buscando vingança onde ela não deveria existir.  Pago o aluguel e escolho ficar embora tenha companheira de quarto, sei que é temporário e com o tempo ela irá se ausentar até por fim se afastar para não aparecer na soleira, ou toda vez que olho pela janela.

O vaso

O pequeno vaso se espatifou no chão. Os pedaços grandes tentaram colar, mas os pedaços que se tornaram fatalmente pó perdidos na imensidão da vida desajustada, estes jamais retornarão a pertencer ao seu objeto.