O meu amor por você é uma tormenta de verão que deveria insistir em passar logo mas continua retornando e retornando e me tragando para dentro de tudo o que é seu mundo, um mundo onde a estrangeira sou eu tropeçando em erros do passado e na cor de seus olhos castanhos. Escuto o tick tack que me confunde se seria o tempo ou as batidas do meu peito. Não me deixe cantar musicas tolas que me levem as lágrimas, pois eu apenas não consigo parar de pensar em como me jogaria para dentro de você.
segunda-feira, 20 de outubro de 2014
quarta-feira, 15 de outubro de 2014
L...
Se eu pudesse traduzir todos os sentidos que me despertam quando entro em contato com a sua pele... Se pudesse fazer florescer dentro de mim a verdade que me faria o esquecer... Se eu conseguisse parar de agonizar ao escutar sua voz contra a parede fria... Te perco dia após dia e o cansaço me inebria por estas repetições, tudo me agonia. A liberdade já não me assovia, e posso ver as algemas apertadas contra alma esfacelada que agora não parece mais de nada.
domingo, 12 de outubro de 2014
Caráter falho...
Está tudo escuro e claro, límpido, sereno, jogo de luzes alternadas, me vejo blasfemando no escuro e flutuando no claro. Rodeia-me a simples questão de ser um humano normal perdido em suas incongruências, praticando suas incoerências nunca se suicidando em sua abstinência. Quisera me embebedar da água do poço mais fundo e que ele me olhe e diga que serei a eterna beleza e juventude sempre, a rainha América, e que nossa querida Nossa senhora Aparecida nunca há de me abandonar. Queria que os demônios rodeassem menos minha alma para que eu também me assemelha-se a imagem perfeita de Deus, a humanidade debilitante destes que me circundam. Mas não é tão simples, não é tão simples sentir quando o buraco se expande de dentro para fora e consome alem das beiradas, quando é uma mancha vermelha dentro do oceano de minhas ilusões intocadas, cristalinas, demasiadas. Rompo contra o céu como faca afiada e os destroços se consomem ao primeiro voo celeste da pomba da paz, rompo em armadilhas nada serenas, rompo a mim mesma, em um caminho sem volta, sem recuperação.
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