domingo, 28 de dezembro de 2014
sábado, 13 de dezembro de 2014
Young!
Nós eramos jovens, e eu estava engolindo todo o sol para dentro de mim enquanto o beijava e nada era tão certo quando a sensação da luz me inundando a alma. Estávamos sentados e eu tocava sua perna e você o meu rosto, mas em seus olhos havia algo que não deveria estar lá. Quando se aproximou a tempestade, eu sabia que vinha de você, eu podia ver a sua nebulosidade inconsequente, mas eu entendo nós eramos apenas jovens e eu queria me preencher com você. Então tenho tentado mante-lo afastado, afastado dos pensamentos tolos que eu poderia ter acerca de ti, e eu tenho tentado não ceder a minha imaturidade natural e me arriscar em braços onde não há amor. Tenho tropeçado em minhas próprias pernas, mas o meu grito posso escutar, e Deus sabe tudo está bem outra vez.
sábado, 6 de dezembro de 2014
Sucumbir e palavras não ditas.
... E sucumbiu ao desejo de pertencer a aquele que jamais pertenceria, a distancia de um abraço apertado, a derradeira catástrofe dos opostos que não se atraem.
quarta-feira, 3 de dezembro de 2014
Reflexões- Aspectos ser e estar
Parecíamos
bordados frouxos feitos nas entrelinhas do destino, escritos em estrelas
angulares a beira da derradeira catástrofe observando o mundo mais calamitoso
que elas com olhos compreensivos já exauridos de sentir a decepção que outrora
lhes pertencera e que hoje abria espaço para outro sentimento tão passional
quanto. Esperávamos o naufrágio, por que de alguma forma havia a
inevitabilidade da vida que dizia que mais cedo ou mais tarde aconteceria. No
fundo do mar esperando para coletar os destroços e fazer deles partes de nós
mesmos. Prendi-me com um sussurro esperando eu mesma me apagar como um palito
de fósforo aceso contra uma tempestade turbulenta bastante típica de verão.
Céus, mais uma vez a inevitabilidade das coisas, e com isto não quero ser a
criatura mais fatalista da minha espécie, tão pouco a mais resignada. Quero
apenas estar. Jamais ser.
Ser
me rotula como se eu fosso possível ser rotulada, como se apenas eu fosse um
remédio em uma prateleira, para... Estar, me garante o poder de ser mutável e
móvel pelas inúmeras possibilidades que me cercam, me reconstruindo e me
reinventando completamente independente de um destino que me manda ser quando
eu apenas quero estar por mais um momento e desaparecer de uma condição
resignada para o berço de minhas ideias maleáveis e modificáveis.
Com
isto sei que posso caminhar em ruas intransitáveis, tropeçar em meus erros com
uma frequência aterradora, me envolver em acidentes muito inusitados,
despedaçar-me em alguma curva, e cometer injurias pecaminosas, mas sou grata aos
céus por não ser perfeita em meus muitos aspectos, apenas tenho meus muitos
aspectos, vivo por um determinado momento meus muitos aspectos e depois me
desfaço deles em seus muitos aspectos.
Naqueles dias quentes de verão...
Deixava-me adentrar você mas, não tão fundo a ponto de poder tocar sua alma, e você me deixava te enxergar mas, não a ponto de te ver transparente, e você me deixava te beijar, mas isso nunca foi suficiente.
domingo, 30 de novembro de 2014
Conto que não conto.
Em um passado-futuro, um campo estreito entre ilusões vividas, quebras e falhas tão presentes que seguem as leis da angústia como correntes bilaterais encarceradoras existia em algum canto em um mundo deturbado de realismo e fantasia, uma pessoa, uma única pessoa cercada por espectros pintados por algum Van Gogh, com toda sua alma que a encaravam dentro dos olhos e levavam pedaços de si, deixando-a mais vazia e fria do que antes.
Ela estava presa é certo pelos ponteiros no relógio em seu tick-tack insistente a sala de estar. Tudo era preto e branco e por vezes pensou que seu ser também o era, e por algum momento viveu como se nada sentisse, como um fantasma propriamente dito que seu reflexo pálido não poderia desbancar, até mirar-se a beira do lago e perceber não estar só, e tudo de repente mudou. Passou a notar a vida que a circundava, e quando mais o fazia mais perdida se encontrava, até deparar-se com seu maior pesar, o objeto, apenas um espectro perdido que de todos era o único que jamais a olhara e enxergara, e pela força de seus desejos se tornou a figura mais amada e desejada de todo o seu ser. Seguia-o como a uma estrela a onde quer que fosse, não sabia a hora exata que acontecera, mas sabia que estava para sempre perdida e amou-o mais ainda pelas forças de seu âmago, pois não poderia enxergar mais nada além dele. Mas o tempo, ah o tempo passou sereno apesar de nenhuma candura ter, e como a de ser a ela também não perdoou, e ela sabia que se toda dor de sua histeria fosse combatida ela marcharia rumo ao penhasco pois certamente não poderia lidar com mais uma falta. De fato a falta na realidade lhe era carcereira e aquele maldito, estúpido zumbido que escapava por seu coração um companheiro pois os olhos deles jamais se encontrariam junto aos seus, os olhos dele jamais seriam complementares aos seus, ah céus, os olhos dele espectrais intocáveis, nebulosos, perfeitos em sua imperfeição lhe roubaram todos os dias subsequentes até o fim, que era o seu, e ele nunca olhou os seus (olhos).
Bala nos lábios.
Você tem a bala nos lábios,
role devagar ou vai se engasgar.
A arma não está carregada,
tão pouco a sua alma,
caminhando mais fundo,
caminhando para dentro como um estalão.
Todos dizem que marcas são inevitáveis,
E meu corpo é uma centelha
escapando em um clarão
Todos os seus sentidos dizem:
apenas dispare, hoje é dia de ressurreição!
Chespirito!
Quando o vi meu coração se encheu de risadas e logo toda eu estava contamina, foi súbito, fácil e instável que a alegria se dissipasse para todos os meus órgãos como santa calamidade em um pequeno dia, em uma série de pequenos dias, inúmeros dias. Rosas brancas bela pomba da paz, rosas brancas e o melhor dos sentimentos que me ensinou a compartilhar.
domingo, 23 de novembro de 2014
quarta-feira, 19 de novembro de 2014
Golpes no estomago e cusparadas de sangue ao chão!
Golpes no estomago e cusparadas de sangue ao chão jamais chegarão ao alcance das palavras ditas, palavras malditas que me sussurra sem explicação. Agora não me venha falar besterias quando eu sei ser a portadora da razão, não digo que estou sempre correta, mas eu sei dizer a verdade e você não. Cansei de me meter em confusões e desdobramentos psíquicos involuntários e ser arremessada no meio de um vendaval de poeira e achar quem queira aguentar este fardo comigo ou não. Foi desmedido teu ato falido, e eu desta vez não tenho que ter compreensão.
segunda-feira, 20 de outubro de 2014
As vezes?
O meu amor por você é uma tormenta de verão que deveria insistir em passar logo mas continua retornando e retornando e me tragando para dentro de tudo o que é seu mundo, um mundo onde a estrangeira sou eu tropeçando em erros do passado e na cor de seus olhos castanhos. Escuto o tick tack que me confunde se seria o tempo ou as batidas do meu peito. Não me deixe cantar musicas tolas que me levem as lágrimas, pois eu apenas não consigo parar de pensar em como me jogaria para dentro de você.
quarta-feira, 15 de outubro de 2014
L...
Se eu pudesse traduzir todos os sentidos que me despertam quando entro em contato com a sua pele... Se pudesse fazer florescer dentro de mim a verdade que me faria o esquecer... Se eu conseguisse parar de agonizar ao escutar sua voz contra a parede fria... Te perco dia após dia e o cansaço me inebria por estas repetições, tudo me agonia. A liberdade já não me assovia, e posso ver as algemas apertadas contra alma esfacelada que agora não parece mais de nada.
domingo, 12 de outubro de 2014
Caráter falho...
Está tudo escuro e claro, límpido, sereno, jogo de luzes alternadas, me vejo blasfemando no escuro e flutuando no claro. Rodeia-me a simples questão de ser um humano normal perdido em suas incongruências, praticando suas incoerências nunca se suicidando em sua abstinência. Quisera me embebedar da água do poço mais fundo e que ele me olhe e diga que serei a eterna beleza e juventude sempre, a rainha América, e que nossa querida Nossa senhora Aparecida nunca há de me abandonar. Queria que os demônios rodeassem menos minha alma para que eu também me assemelha-se a imagem perfeita de Deus, a humanidade debilitante destes que me circundam. Mas não é tão simples, não é tão simples sentir quando o buraco se expande de dentro para fora e consome alem das beiradas, quando é uma mancha vermelha dentro do oceano de minhas ilusões intocadas, cristalinas, demasiadas. Rompo contra o céu como faca afiada e os destroços se consomem ao primeiro voo celeste da pomba da paz, rompo em armadilhas nada serenas, rompo a mim mesma, em um caminho sem volta, sem recuperação.
quinta-feira, 25 de setembro de 2014
Arrependimento.
Preciso dizer que sinto muito, quando você chegou com todo você, eu ainda estava perdida dentro de círculos negros e não podia realmente te ver. Queria dizer que meus caminhos foram muito obscuros até tropeçar em você e que agora apenas tento esquecer. Talvez você não queira escutar estas coisas, mas sabe que preciso dizer e quem sabe você possa entender que hoje dói te esquecer. E quero que saiba que estou engatinhando até você com um buquê dos melhores sentimentos que consegui encontrar em mim, pois no momento me encontro circulando em você. Arrependimentos, arrependimentos e arrependimentos.
domingo, 21 de setembro de 2014
Objeto perdido.
Agora sabia que o havia perdido para sempre. Doía-lhe todo o
seu corpo, e agora também sua alma. Coisas quebrando ao chão, coisas se
despedaçando em suas mãos, objetos dentro de si que jamais conheceriam outra
forma de existir.
sábado, 20 de setembro de 2014
Um lugar que não tem nome...
Em um outro mundo, há um lugar que não tem nome. Teus pedacinhos estão espalhados pela costa e assoviam confissões de tempos e tempos atrás, as margens de um céu tingido de cinza. Em um lugar que não tem nome também esqueci-me o teu e também assovio alto a muito, muito tempo atrás. Também os anjos fizeram fileiras e acenam para o teu fantasma, para o nosso fantasma de algum lugar detrás de um lugar que não tem nome.
Partir...
Sereníssima sejam suas vidas antes de nos deixarem, pois a calmaria de suas almas também haveria de nos acalmar. Se dos fatos jocosos e árduos de suas vidas resultaram lágrimas, gritos e bofetões em algum nível tentaremos remediar tanta perda e a sensação de rios negros a nos escrutar também.
Quando partem deixam um pedaço dentro de mim, quando partem deixam seus sorrisos em meus confins, ah quando partem levam também um bom naco de mim. Que tenham feito de suas vidas inigualáveis, que não se tenham vendido a modéstia de vidas vazias destituídas de si mesmo, que não tenham apodrecido suas almas com amarguras e ressentimentos sem sentido. Que tenham sido apenas vocês sem hesitação, apesar de que em algum nível muitas vezes também exito em ser eu mesma. E... Por favor retornem... Retornem mesmo que em algum nível de consciência inconsciente.
domingo, 7 de setembro de 2014
Ideal do eu...
Ela dizia: Se aproxime do meu ideal do eu, se aproxime... Mas isto jamais aconteceria pois fragmentos seus flutuavam acima da atmosfera terrestre, muito além de estrelas, supernovas, e meteoros colidindo em esferas de alucinações.
domingo, 31 de agosto de 2014
Ondas e icebergs...
As ondas rebentavam na costa, mas elas rebentavam também dentro de mim. Os icebergs gelados são gelados como minha alma o é, perdida no inconsciente constantemente alterado, subjugado e não domado. Navios se perdem em tempestades que Deus sabe jamais serão recuperados, há que se ver com dias insólitos intermináveis. Há o que se perda dentro de mim, se perda a minha própria perda. Ulisses rogue aos céus que te tragam de volta a borda translucida do horizonte.
sexta-feira, 29 de agosto de 2014
Vazio...
De todas as coisas dolorosas do mundo só me ocorre o vazio. Mergulho em mim mesma e no fundo nada encontro. Beirando a superficialidade e a falta de jeito me debruço nesse parapeito e me perco. Toda sensatez e reserva são rastros de um passado incomensurável que a mim já não pertence. Quero a certeza e a lógica de volta, quero meu eixo, meu apoio, quero a mim mesma ilimitadamente. Bonito seria os teus olhos nos meus e a certeza de que quando eu emergisse novamente estaria lá me esperando com abraços, sorrisos e pouca reprimenda, pois sou criança errante, carente do vosso afeto.
domingo, 24 de agosto de 2014
Stay...
De baixo de toda a dor seu coração grita, ele continua ali, embora não pareça mais. As pequenas pegadas que o passado deixou nas areias quentes de fevereiro, no sopro sereno de vida em seus pulmões quase infantis, lhe marcaram como seu último primeiro suspiro. Estava vivo e livre, embora liberdade sempre fora sinônimo de ilusão. Sabia que não poderia mais voltar para casa, porque casa não existia mais. Dizia a si mesmo: você deve ficar onde sua alma estiver, mas talvez apenas sua alma houvesse partido décadas atrás. O mar continuava lá, dentro de si transpondo suas facetas, mas os dias são frios e solenes e se questiona: Estou morto? Se um dia segurar seus dedos frios e sentir sua pequena respiração assombrada, eu ei de dizer-lhe que há que estar aqui, mesmo que os dias ainda nasçam depois que tenha partido, que o sol se deite com sua eterna amante, que as estrelas ainda pisquem nos céus, e casais rodopiem no salão, você precisa estar aqui... Para que nós também estejamos.
quinta-feira, 21 de agosto de 2014
Tenho vontades
Tenho vontades de beijar cada constelação
de me jogar dentro de um mar em forma de abismo profundo
de abraçar minha própria escuridão
Tenho vontades de caminhar em cacos de vidro
de dar um salto duplo carpado para trás
e não me esquecer que de fato havia ido
Tenho vontades de circular o mundo com meus dedos
de me consolar na imensidão de um por do sol vazio
e me desprender da realidade sem ter meus medos
Tenho vontades de jamais ter vontades
e ser parte da totalidade de um mundo esquecido
atrás de cortinas de vaidades.
terça-feira, 19 de agosto de 2014
Progresso!
Pedindo perdão, pedindo desculpas, sussurrando explicações. As partes afundam em um oceano congelado de recriminações, mas céus, Deus sabe o quando estou condenada ao muro das lamentações. Vergonhas que deveriam ser entregues a abismos incongruentes de uma personalidade dilatada. Divido-me ao meio, divido-me várias vezes em esperança de que alguém queira um pedaço, mas ninguém deseja fragmentos, por isto me rendo ao torpor da falta de sentimentos e te entendo estamos falando sobre ciência e progresso, não sobre mim.
sexta-feira, 4 de julho de 2014
Futebol...
É apenas o começo. Todos sabem que não são apenas 11 homens, são milhões de corações estalando alto e se prendendo ao fundo da garganta, do momento em que se toca o hino e vozes emotivas soam aos recantos mais longínquos do mundo até quando as últimas luzes se apagam e tudo é apenas o silencio. Homens e gigantes se mesclam na confusão do tempo (45+45) inevitável, inegável, longo ou curto demais, apenas no modo como se sente, câimbras, dores musculares e lesões em alguma entrada dura, é difícil distinguir. Dirão que almas se perdem, que vozes se calam, e que todos deveriam fazer o mesmo enquanto o seu espirito bem lá no fundo estremece. Alegarão que são por causas maiores os sacrifícios que aqui se faz, e que isso não é o que importa, o importante é a bandeira. Mas Deus sabe que bandeiras tremulam no mastro de um céu sagrado e que tremores se espalham por terra abençoada e que isto não é novidade quando soa o apito do arbitro. Quando tudo chega ao final é claro que anjos despencam do céu e choram, de tristeza ou alegria sabe-se lá o que vão dizer, mas isto é mais que um jogo, isto é mais que futebol, isto é sangue, carne e ossos. 32 países e um mesmo sonho pairando em seus corações.
quinta-feira, 3 de julho de 2014
If... God...
Papai não volta para casa esta noite
ele diz: esta não é mais minha casa
na varanda as crianças correm do açoite
e na ponta dos pés seus erros criam assas
Irmãos e irmãs se prendem por um arpão
mas sabe-se o pai que logo virá um tufão
migalhas de felicidade deslizando para fora dos lábios
migalhas de felicidade correndo dos sábios
O céu se torna cinzas
e as nossas cinzas se tornam nada
perde-se ó tempo sem ter se quer data
e perde-se minha alma que por um beijo antes foi torturada
quinta-feira, 26 de junho de 2014
Fome...
Havia aquela parte nela que estaria sempre com fome e que vinha tomando a fatia maior de sua alma, coisas que se prendem do lado de dentro com medo que saia para fora, pequenas embarcações distantes tentando carregar para longe uma nova tempestade se precipitando. Ela tem fome, ela ainda tem fome... ela só queria não ter mais nada.
sexta-feira, 13 de junho de 2014
Her...
Ela me disse que pedacinhos sempre seriam como pontinhos no teto, e eu apenas observava a luz escapando pelas frestas do sótão, de onde ela jamais sairia. Ela dizia: minhas mãos são como folhas ao vento e estou tremendo ao seu encontro. Mas já não havia nada em minha alma que pudesse acolher e segurar a chuva precipitada em seu peito.
sexta-feira, 6 de junho de 2014
Ponto...
Os ventos sopraram em meus ouvidos que se o esquece-se esqueceria a mim, mas o mundo sabe o quanto isto já ocorreu. Por baixo da pele, as veias escorregando em vales perigosos de lamuriação. Insisto em dizer que esta não sou eu, que este não é você, e iniciamos um novo dia, o sol brotando no horizonte, nascendo a leste e se pondo a oeste. Cristais de gelo cristalinos como diamantes brotando da sua negação. É chegado o doloroso momento do ponto final. FIM!
sexta-feira, 23 de maio de 2014
Universo...
Deus sabe que há amores malditos e dramas negros no fundo de um posso profundo de solidão. O universo clama seus filhos para sermos partes incondicionais dele, e temo estar deixando minhas pernas elevarem-se do chão. Braços me circulam, suspiros, apenas você.
Hematomas...
Me machuque, force os hematomas para dentro de mim com uma respiração pesada. Tenha força redobrada e não desista nem com um punhado de conchas nas mãos como se fossem estrelas da sua própria constelação. Nem os anjos poderiam fazer seu caminho rumo a mim, por isto talvez seja melhor deixar assim, por um momento vou deixa-lo partir. Quando escorregar por meus dedos, não me deixe pensar que nunca esteve ali, cai-a em si e algum dia retorne a mim.
sábado, 17 de maio de 2014
Pequena miss Drama,
Pequena miss Drama, para de encarar seu reflexo no espelho, ela jamais te dirá alguma coisa, pare com torturas pequenas logo pelo café da manhã, e de rolar na cama de madrugada por que não quer deixa-lo ir. Esqueça os por do sóis, pois eles te lembram sempre que há algo a não se esquecer, esqueça de si mesmo já que não tem nada a dizer. Afaste de uma vez a compulsão que brotou em seu coração devido a uma afeição que deveria ter lhe escapado pelos braços no primeiro soprão. Querida miss Drama, siga em frente, não olhe para trás e não pense jamais no que deixou, ou sabe que voltará seus braços a ele e jamais o deixará partir quando é tudo o que ele deve fazer.
domingo, 11 de maio de 2014
sábado, 10 de maio de 2014
Você... Você e você três vezes e uma mais.
Sua perfeição é constrangedora e emergiu dentro de mim a facadas e gritos apontando a minha imperfeição, quis mergulhar dentro do buraco escuro que você omite, mas não me deu permissão. Sou um cometa colidindo no céu, mas Lua, continuará lá inatingível e inabalável. Apertei meus dedos aos seus, quis me apertar inteira a você, e me sufocar até esquecer a mim mesma dentro da sua imensidão. Você leão, eu eternamente escorpião. Eu fracasso, você eternamente sucesso. Você E. e eu P. Eu lá e você nem cá e continua sendo a Lua do meu céu. Sufoca-me dentro de ti até eu me apagar.
sexta-feira, 9 de maio de 2014
Lua da minha vida
Descolei-me do meu reflexo quando me olhava no espelho, era eu, mas já não era mais há muito tempo. Por motivos como forças sobrenaturais neguei a mim mesma com um piscar de olhos convulsivos, me dependurei em cima de um precipício profundo e sem fim me apegando a cor dos seus olhos, me apegando a todo você em sua sublime perfeição absurda, lua da minha vida. Que eu admita os meus erros e já não te culpe.
domingo, 4 de maio de 2014
Tinha ele uma montanha de tempestade na cabeça, ruminava suas ideias incompreensíveis com aptidão, era o rei dos tolos, o rei da confusão. Tragava o ar para dentro dos pulmões com fascinação, e marchava seus velhos passos na soleira do universo com incomensurável falta de resignação. Traga de volta a mim.
quinta-feira, 17 de abril de 2014
Gabriel Garcia Marquez...
Quando passou pela primeira vez pelo mundo fez clock clock insistente, quando em seu delírio folhas voaram pelos ares do mundo caindo em pequenas mãos, fez clock clock de novo. Se eram seus ossos, ou seus passos desgovernados, ninguém poderia dizer, havia apenas o gosto peculiar em seus lábios, da sua vida inigualável que corria pelos grandes rios da nossa existência mortal, enquanto todos sabiam e diziam "a sua é imortal..."
domingo, 13 de abril de 2014
Lembre-se... Trapezistas... e bailarinas...
Naquele tempo cantávamos e dançávamos na chuva ao som de bon jovi, nos pendurando de ponta cabeça como verdadeiros trapezistas olhando a vida passar, eu me lembro, estava lá. Suas mãos em volta de minha cintura, me elevando mais e mais e temíamos quebrar a gravidade com um pulo mais alto que o normal, mas lá estava para colocar meus pés no chão outra vez. Se não fossemos balões de gás, continuaríamos em balanços descompassados lado a lado, mas por um momento de descuido voamos mais alto do que poderíamos supor e tudo estava desfeito em uma poeira envelhecida. Lembre-se de mim.
Querido...
Olho seu reflexo pelo espelho, e querido todas as borboletas e estrelas do céu são suas, e o suspiro feliz para explorar. Por isto não seja rude querido, se tudo é seu e bem pouco meu, não espere que eu me vá ainda e também não se vá. Poucas coisas me farão sorrir como o seu rosto logo pela manhã, seu cheiro de não tenho nada a declarar, a vida inigualável em suas veias, tudo que é você. Céus irão se escurecer em dias sem nada a dizer, rios correram para o mar e meteoros atingirão a imensidão, mas espero que continue lá.
terça-feira, 1 de abril de 2014
Pequeno, imerso em lembranças repetidas na beira do pé de uma árvore adormecida. Tinha todos os seus pedaços cruzados juntos aos meus como veias se alastrando, mas sabe-se agora que eramos apenas espelhos quebrados, pensou ele com todo desespero do universo caminhando por suas estranhas, mas continuava pequeno, com pequenas teorias em si e nada mais.
sábado, 1 de março de 2014
Friend?
Há algo errado com o seu sotaque,
a borda se precipitando para um baque lento, tenso, imenso.
Os filósofos filosofam e nós blasfemamos,
os cientistas inventam, nós costuramos remendos.
O remédio não faz efeito,
nos viramos do avesso.
sempre seremos pequenos
pequenos, jovens e mortais
Correndo de um medo impensado
acabamos por nos desmoronar de um lado
como pássaros se atirando de um precipício
caímos para o fundo obscuro e sinistro do fim
quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014
Saudade que já me faz...
Nada é tão inconveniente quanto a dor. Vejo os milhares de relógios parados ao meu redor, mas o meu segue com seus ponteiros até algum momento incalculado, mas certamente inevitável, como todas as outras inevitabilidades da vida, e a fadiga que me causa com suas batidas. Caminha, caminha e vê o chão cravejado dos passos que deve dar, das lembranças amarguradas que haverá. Céus, como sentirei sua falta!
domingo, 9 de fevereiro de 2014
Oração dos anjos...
Há uma agulha fina que entrelaça todos os pequenos pedaços de minha vida, retalhos velhos, novos, inegáveis. O destino jurou ter se calado mais borda suas rosas de espinho com tal afinco que inunda a velha colcha de vermelho. Sob estrelas que rolam calados noite após noite ressurge um horizonte que após horas é novamente tragado, devorado e mastigado por uma cortina escura que crepita a uma luz velada. Tocam os sinos da igreja e um coro de anjos se junta a pássaros passageiros como o tempo, e todos nos gritam com pulmões imaginários: Humanos! Ave maria cheia de graça livrai-nos da humanidade, enche-nos com tua harmonia imortal, cale a existência das necessidades e nos abençoe com uma doce insensibilidade. Amem.
terça-feira, 21 de janeiro de 2014
Ah juventude...
A juventude me abraçava, e todos sabiam que ela me cortejava com suas promessas falsas, mas agora ela está apenas se afastando como uma ventania passageira. Penso que ela é um furacão, quase uma maldição. Ela costumava beijar meus lábios e me acariciar o cabelo, mas ela é o que é, um sonho vagando para longe e longe. Me disseram para esquecer e deixa-la ir, mas não posso, queria que ela estivesse em mim. Por isso me ofusco, me atiro sem assas de um penhasco sem volta, sou Ícaro e flamejo no céu, queimo e me desfaço. Me perco de mim mesma e me perco dela. Nos condeno a um fim precipitado e imaturo e nos aprisiono dentro de um vaso imortal. Eramos cálidos e somos uma tormenta de lágrimas em seu final. Vejo se afastar, vejo se afastar e quando olho, também sou eu a me afastar. Deixe que leve o que restar, que nos carregue em voltas singelas pelo céu, que nos amacie como uma bola de algodão branca e brilhante até que não reste absolutamente nada para estar. Então apenas deixe... Deixe estar.
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