quinta-feira, 30 de agosto de 2012

De novo você !

O oceano está me puxando para baixo aos solavancos, me prendo a fina existência do meu próprio ser, mas seu rosto desaparece na espuma marítima com um soprar barulhento de ventos. Meu espirito é fraco perto do seu assombroso queixo e desta vez estou com a mão longe da borda e aguardo. Espero ansiosa que o azul se torne mais azul e o verde mais verde timbrado sobre meus olhos a ponto de não enxergar mais a profundidade dos abraços, beijos e apertões jamais dados.

sábado, 11 de agosto de 2012

Problema... Inquestionável problema!

Ele murmurou: Eu disse que eu era problema.- E olhou correntezas emergirem com um toco de cigarro entre os dedos. Ele disse: Eu avisei.- Mas eu não consegui parar de olhar seus lábios. Ele tinha um olhar distante quando dizia essas coisas. Ele franziu as sobrancelhas e cantou: Estamos fazendo errado pra dar certo, e não há nada de bonito aqui. Estou tentando.- Tenho medo a tocar seus dedos quando está perdido em si mesmo.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Pedaços do cotidiano




Pedaços do cotidiano. Se mordemos, mordemos com força para que acha gemidos e sangue pelo chão. A selvageria e a presa do fogo que chamusca a pouca amabilidade do meu ser. Desdenho tua pureza e fraqueza como desdenho a minha própria falta. Cercado pelo mundo que pouco me estima, me agarro a passos tortos e pesados tombando ocasionalmente pelo caminho. Aguardo, a tua volta que não é mais, e ao destino que já não é meu, as palavras que me correm da boca fugidias, as desvantagens do meu ser.
O sol brilha mais forte diante dos sorrisos que queimam. Puxo o lençol para mim e te descubro, arrasta as mãos pesadas e grandes e me toma, e entramos em uma guerra de pequenas coisas pelo amanhecer. Aprofundo-me em seus toques, e agradeço pelo pedaço perdido de mim em você.