Bati novamente o nariz na porta. Seria sim meu bem... Terceira vez. O gosto de madeira entre os dentes e meus dedos completamente dormentes. É que estive me endireitando, questão de um dia, nada por mero acaso, é que de repente me havia sentido culpada pelas faltas, coisas erradas de menina, admito, até o batom vermelho borrar... É sobre essas coisas pequenas e miseráveis que falo.
Mas, o que eu estava fazendo ali parada outra vez, mastigando minha própria insensatez, acuada feito um gato? Respiro profundamente e devo dizer: Não sei!
quinta-feira, 23 de junho de 2011
sábado, 18 de junho de 2011
Prosseguirei nas tentações de cair no mesmo jogo, falho, certamento, mania de ser obtusa- indissolúvel. Mas bem... Faz bem?
Ele que não tinha porta, que por isso não havia como fechar, tão pouco abrir, um dia me gritou de sua sacada, eu não quis ouvir, sabia que a pressa me tinha sugado pelos poros. Era uma dessas coisas indubitáveis que me acometiam como febre sobre o suar das mãos pálidas, que posso dizer? Ele dizia sempre: O mesmo me pergunto, ó por favor.— Casual, como essas pequenas casualidades da vida, talvez um pouco causal, por que deveras ele o era assim. No final ambos, entregava-monos, entregava-monos a solidão que cada um sentia, de mentira, talvez as vezes nos tenhamos sorrido na rua, mas como de muito tempo se sabe vem a corrente do norte jogada pelas lindas sereias de atlanta e leva tudo o que parecia feito. Descobri mais tarde ao deixar correr uma gota de sangue pelos dedos que eu não tinha janelas.
Ele que não tinha porta, que por isso não havia como fechar, tão pouco abrir, um dia me gritou de sua sacada, eu não quis ouvir, sabia que a pressa me tinha sugado pelos poros. Era uma dessas coisas indubitáveis que me acometiam como febre sobre o suar das mãos pálidas, que posso dizer? Ele dizia sempre: O mesmo me pergunto, ó por favor.— Casual, como essas pequenas casualidades da vida, talvez um pouco causal, por que deveras ele o era assim. No final ambos, entregava-monos, entregava-monos a solidão que cada um sentia, de mentira, talvez as vezes nos tenhamos sorrido na rua, mas como de muito tempo se sabe vem a corrente do norte jogada pelas lindas sereias de atlanta e leva tudo o que parecia feito. Descobri mais tarde ao deixar correr uma gota de sangue pelos dedos que eu não tinha janelas.
sexta-feira, 17 de junho de 2011
Pergunta-me por que escuto musicas tão alto, porque sapateio de noite no telhado e grito coisas impronunciáveis a meia noite, chuto pés e cadeiras e tropeço em meus próprios esbarrões. Se me pergunta-se a um més atrás diria que :— Apenas andei em curvas novas, alterei o caminho e maquiei o asfalto,— mas como agora é que me vem perguntar todo sisudo e seguro de si digo:
—Minha sede de abraços é insuportável!
A noite é o pesadelo da própria noite, vociferante, decadente, desmedida. Não sei porque raios ainda perco meu tempo apagando as luzes da sala, se na escuridão até os Deuses são homens.

Bonita é a tua covardia, sem grandes vontades para acender um novo cigarro.
Bonita é a tua covardia, quando foge do primeiro trago.
Tão intensamente bonita é a tua covardia quando renega tua própria vontade.
Afinal, é uma pena que eu também não me entregue aos braços da tua imensurável, desastrosa, tão maravilhosa covardia.
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sábado, 11 de junho de 2011
quinta-feira, 9 de junho de 2011
Sei que ando meio perdida, meio distante, meio torpe, nada singela. Sei também que você conseguiu se encontrar em outros caminhos e que eu só me encontro em outras garrafas . Não que eu tenha perdido o rumo, não que eu tenha perdido o jeito, mas meu bem, tente me entender, que beijos e exageros são sinônimos. Só estou transbordando o copo, que não como você não sei viver como fumaça, que não tal qual você, não sei rir-chorando, isso é apenas um pedaço da alcova carcerária a qual nos entregamos, isso são apenas pedaços da tua risada insana, isso são apenas pedaços dos meus olhares vermelhos.
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