sábado, 31 de outubro de 2015

Ambos sabemos

Ambos sabemos que você prefere que seja feito sem consideração. Ambos sabemos que você prefere a garota da vez, aquela que você é incapaz de lembrar o nome quando acorda ou quando se despede.  Ambos sabemos que temos nos evitado por motivos longe da compreensão, mas tudo que posso me lembrar é de como você pronuncia meu nome no diminutivo e como me sinto nos seus braços em alguma noite estranha no tempo chuvoso da nossa pequena Londres.

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Ah o amor... e suas vicissitudes.

Nunca estaremos tão próximos de um fim do que quando amamos. O desfecho final clama suas preces de despedida inexata, desconexa. É fácil odiar ao mesmo tempo quando se ama, é fácil sentir as pulsões se entrelaçando em desespero e em preocupação, quando no fundo o que se quer é a doce separação. Sim, separação, porque o quer longe. O quer longe, pois sabe que um dia o sentimento o destruirá e com ele emergirá todas as tuas partes podres encobertas, teus medos, teus desesperos secretos, teu mal lado. 

Eu sou aquela que estava apaixonada quando ele não queria saber, aquela que esmolas baratas fazem diferença, que impulsos vindouros prevalentes sob-puxaram a sanidade, aquela que está atolada até os tornozelos em inexatidão. 

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Existiu...








Existiu em mim como o som do oceano existiu.
Existiu em mim como o efeito kamikaze existiu.
Existiu em mim como o certo e o errado existiu.
Existiu e ninguém mais existiu.

domingo, 25 de outubro de 2015

Opostos...

...e ela chorou todas as lágrimas de um rio, e o verão se tornou inverno, e a luz se tornou trevas, e o amor se tornou dor. Debruçados em nuvens cinzentas, todos os anjos do céu esperavam um desfecho trágico e uma saída fácil para as mazelas da vida e o silencio gélido reinava sobre a Terra, pois nenhum ser vivo ousava emitir qualquer tipico som. De seu coração antes puro, alegre e gentil, a sombra negra corroeu  e converteu tudo o que era bom em seu exato oposto, e ela soube naquele momento que  talvez o mal vença o bem.
Faça-me acreditar de novo que é possível amor sem destruição, que é possível continuar vivendo sem o vácuo no coração, que tudo aquilo não foi só uma tola ilusão. Me devolva a mim para que eu possa existir.

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

talvez.

Uma vez ouvi uma prece antiga: O amor tem que doer, por isto talvez eu o queira mais perto do meu abraço por momento quando insiste em se afastar. Talvez restasse eu e você, talvez restasse... na imensidão da distancia de dois oceanos opostos espelhados. Isto é sobre as coisas que temos que fazer agora como podar o jardim quando ninguém quer saber. Eu e você, nos atirando pelo céu como pássaros sem rumo, sem prumo. Mais uma vez eu sei, vai doer!

sábado, 10 de outubro de 2015

Estou correndo em círculos como um cachorro que não espera mais que migalhas de pão seco pela manhã.

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Me debrucei nas janelas dos seus olhos, para te ver de perto sem restrição, para ver o que você enxerga quando apenas não quer enxergar, para tentar consertar o quebra cabeça do porque seu sono é conturbado e seus gritos ecoam em noites insalubres de um ano sem fim. Eu sei que foste jovem também um dia em sua mente, embora por fora você seja apenas um garotinho sisudo que eu quero morder. Não há nada de errado com você, você é perfeito e triste como um outono premeditando o inverno.