O sopro do vento trás o seu cheiro, seu beijo, seu gosto e tudo o que ainda não provei. O laço do destino se prendeu em nossos tornozelos e um de nós teve que cair. Que vermelho seja o nosso destino, que vermelho sejam os nossos lábios mesmo quando não se beijam, que vermelha seja a lembrança impregnada na minha cama e no meu sofá e nos sorrisos um dia roubados que voltarão a brilhar.
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Jurei ter visto você, durou
apenas um segundo e passou, mas eu jurei ter visto. As vezes o cérebro é
traiçoeiro e quer trazer a tona tudo o que ele mais quer. Naquele campo hoje,
eu jurei ter visto você. Quando olhei para o céu azul com nuvens de algodão
macio sopradas pelo vento forte e ainda até em meio a poeira vermelha e
grudenta, eu jurei ter visto você. Em cada pedaço e canto que exista naquele
lugar, você permaneceu, em todas as lembranças, em cada momento, aquele lugar
sempre será seu, independentemente do tempo e espaço. Sinto sua falta, mas
quando estou lá me aproximo novamente de você, ou de quem você foi e embora
isto ocorra, me torno mais pesada, densa, o peito se aperta, as cenas se
repetem e eu não posso deixar de lembrar... você!
Londrina, 29 de julho de 2018