sábado, 30 de junho de 2012
Contos de ninar
Ó meu bebe, venha dormi, e lhe contarei histórias de contos de fadas e lhe falarei coisas bonitas sobre o céu, Júpiter, peixes e sapatos. Cantarei qualquer musica feliz que faça os peitos dispararem emocionados. Não haverá medo, não haverá nenhuma tristeza tão grande que lhe faça dar passos atrás amedrontado. Irei dançar, dançar, um pé nas estrelas e outro no mar e você ficará bem até que outro dia se inicie para nós.
Telefone...
Estou a atender o telefone outra vez, as vozes sempre falastronas soam. Eu escuto e nunca sei usar palavras bonitas suficientes que lhe convençam sobre o que deve fazer. Nosso equivoco sobre certo e errado passou dos limites, mas estamos de pé em uma jangada preste a afundar e isso é tudo. Apenas quero escutar as sinetas de aleluia quando o dia clarear, quero que diga que está tudo bem e não preciso me segurar, mas estou preste a me afogar e não a nada tão belo no fundo do mar que me faça querer abandonar a borda do céu.
sábado, 23 de junho de 2012
Folhas...
Olhava a folha branca desafiadora que se escarnecia de mim, era minha parte, e eu eternamente parte de suas verdades cruéis. Limitava-me as minhas pequenas frustrações e pouco me acalentava a alma os raios que deveras me acariciariam pela manhã. O sol meu eterno inimigo, revela os segredos alheios sem benevolência, o admiro a distancia não sem antes teme-lo. Sinto a mão do destino pousada em minha cabeça, me fadiga, a imoralidade que me rodeia. Quero-te, por último, e sempre, a distancia cruel de nossa existência vulgar. Quero a impulsividade que rodeiam minhas ações dirigidas ao bem comum, mas nada prometo, pois promessas são vaziam e destituídas de exito.
segunda-feira, 18 de junho de 2012
Mentira...
Silencio, quando alguém sussurra mentira! Mentira de repente eu sussurrava e a plateia silenciosa prosseguiu, e vi que todos gritavam em uni-sono mentira. Atirei-me ao pequeno pedaço de sanidade no chão e me arrastei por entre poltronas, afastei para longe da minha consciência a verdade porque agora engolia a mentira, e guela a baixo eu prosseguia, eu falava a mentira e a idolatrava, e sabia bem que ela e eu não nos diferenciávamos, eramos mistura homogênea, beijava seus lábios antes de dormir, e a abraçada preponderante durante o amanhecer. Não quis questionar, preferi me esconder, pois em mim alimentava um verme, meu hospedeiro e dava marge a que ele prossegui-se, era eu a razão de sua existência e sem mim ele não estaria ali. Se eu matasse a mentira, mataria a mim também. Pois de covardia agarrei-me a vida como quem agarra o último baluarte e permaneci impassiva esperando com os olhos fitos na plateia que me parassem de gritar. Mentira!
sexta-feira, 1 de junho de 2012
Quando...
Quando você passa-se ao meu lado com seus sorrisos inoportunos eu apenas me prenderia ao seu pescoço e diria coisas adoráveis. Nós trataríamos de ignorar os maus pedaços e juntar as pequenas partes de novo, e diríamos facilmente que diamantes são inquebráveis até a próxima tempestade. Somos errantes inseparáveis!
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