sábado, 22 de dezembro de 2012

Natal...

Ei garoto me explique porque tão pequeno não acredita no natal. Será que papai noel foi tão mal e lhe presenteou as façanhas com carvão quando você apenas tentava ser mais como você mesmo nos dias de verão? Oh que há agora de tão prejudicado nessas geração de pequenos serzinhos da sua família  se ouvi ontem mesmo seu pai dizendo que tudo o que precisa é de você mesmo em dias como estes? Deus sabe como queria que ambos tivessem algo a acreditar para se segurar quando as ondas viessem.


Ei garoto, venha aqui, não se esconda assim, deixe-me sufocar esse seu sentimento dentro de mim!

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Não está dando certo.

Se souber que isto não está dando certo, por favor pare antes que engasgue dentro de mim. Se acaso desconfiar de que isto não está dando certo, por favor mova-se para longe do meu circulo e procure sua própria estrada outra vez. Se algum dia imaginar que isto não está dando certo, jogue seu livro favorito na minha porta. Se por algum motiva suspeitar de que isto está dando certo, por favor peço que vá embora imediatamente sem deixar pegadas na soleira pois agora estou morrendo de medo e profundamente temerosa de que irá.

Ele não é totalmente ruim,

Ele não é totalmente ruim, mas estava certo sobre a escadaria de pedra no topo. Ele balançou-a até que caíssem uma duzia de mãozinhas boas e acolhedoras, pois neste momento ele apenas sentia que precisava de um abraço, e do perfume de seu cabelo suave a acariciar seu rosto numa manhã quente de qualquer mês que tivesse a simples qualidade de chegar antes de partir.

Em seu amago ela sabia que era totalmente desprovida de grandes talentos, embora alguém murmura-se algo a respeito, mas ela tinha bom coração, e é tudo o que se  precisa para morrer mais cedo, afinal o mundo nunca foi justo para bons sentimentos. Ela partiu na noite de dezembro quando badalaram os sinos da catedral de Santiago e alguns sussurros falharam no aconchego de novos dias sorridentes e circundaram a grande cintura do senhor dos ventos em um desespero pouco seguro, porque ela jamais voltaria a estar ali novamente no meio de tanta gente sem jeito, quase ruim.

isto não é sobre musica ou lições de casa querida...

Tocando as teclas velhas do piano na noite fria de terça, ela soube que havia uma tecla fora do lugar. Da janela, aquele pedaço de vida girava para mais longe e longe cintilando no vento de dezembro. Reprimiu a vontade de gritar que a consumia. Era apenas mais um dia, mais um dia... Mas ainda não tinha voltado a si por inteiro, pois ainda se perdia em divagações que a esmigalhavam e jamais a levariam a nada.
— O que fazer querida? — Sussurrou o velho instrumento musical, mas ela já havia tomado a sua decisão, e com um fôlego atirou-se dentro da musica que girava em seus pés.

... and she say: You need a drink and friends!

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Cachos!

O oceano se embaraçou em seu cachos, culpa dele que não te disse nada, que ficou em silencio ao vê-la correr pro mar.

Confissão que você não lerá... Porque é muito tarde.

Você pensa que não tenho sentimento quando me vê embaraçar os nós ao redor de todos nós, está tão frouxo, tão torto, mas não há que esperar. Estou pedindo desculpa pela noite passada, embora não diga nada, que tal deixar como está? Machuquei-o, foi pesado, ardiloso, mas acredite nem um pouco calculado. Mamãe disse que daria um jeito, eles costumam mentir assim, mas agora eu digo que darei um jeito. Se está tudo errado, a culpa não é dela, nem sua, talvez um pouco minha, mas nunca foi fácil, nem quando ele estava, nem quando ele se foi. Amigos estão me sugando, há algo de louco tão singular nas suas mãos, nas deles. Sem lágrimas, sem abraços... Apenas... Apenas deixe-me pensar sobre isto esta noite.
Because this is true!

domingo, 11 de novembro de 2012

Pequeno coração! Talvez haja lugar pra você aqui.

sábado, 10 de novembro de 2012

Desapego... Meu apego!

E você está ai, olhando pra fora e seus olhos parecem cada dia mais secos e frios, e talvez alguém deva saber que a culpa não é sua. Estou aqui, mas você entende que não somos os mesmos de ontem. Há neblina la fora e encobre nossa percepção de mundo vacilante. Tem alguma parte distante demais sua que insiste em   nos abandonar. Desculpe estar do lado da porta esperando algum rastro de vida entrar, mas não posso aguardar até a próxima nevasca e te ver apodrecer. Já faz tanto tempo, e já foi bastante os fantasmas a segurar. Solte, solte, aquele pedaço de passado doente, solte e caminhe por mais alguns dias. A linha vacila e te traça um caminho pré determinado, não se deixa guiar por mentiras, a final todos sabemos que você pode ser mais do que parece. Está tão frio aqui que poderia chacoalhar os ossos e ver pedaços de vidro caírem, mas além dos meus olhos eu sinto o sol em alguma lembrança perdida do meu ser. Deve haver, deve haver. E as palhavas circularam pelo céu, para muito além dos dias  frios. Espere, espere para dizer a ela que há solução!

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Arma...

Estou com medo de ser você. Cheiro de pólvora na ponta dos dedos macios, mas não eu não tenho uma arma. O teto está desabando sob minha cabeça, o fino cal nos poros, mas eu juro, eu não tenho uma arma. Pequenas alucinações na parede esquerda, marcas de sua mão pequena nas entradas da minha vida.
Cavei um buraco no chão da cela com meu sorriso bestial, mas não, eu não tenho. Cantamos alguma musica insana dos anos 60 antes de desabarmos pesarosos no chão frio. Sim, eu usei aquilo, você não? E sim, eu tenho uma arma.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Cheiro de cheiro habitual...



Picharam teu nome em paredes e tetos. Eu ria dessas pequenos momentos quando me ajoelhava nas escadas para ve-lo passar com teu cheiro de cheiro habitual. A poeira do dia nos embalava e eu apenas queria tocar a sua pele debaixo de um sol nebuloso.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Eu não falava sobre aquilo...

Cai nas pedras pontiagudas do recife mais uma vez, e isso retornara para me afligir como uma sombra pesada sobre a poça dos meus desejos turvos. Isso ainda ficará melhor quando me ver naufragar lentamente. Eu apenas não estava falando sobre aquilo no momento, mas ela me olhava com seus grandes olhos claros lá de cima, e eu sentia o cheiro fresco se aproximar mais e mais, mas eu não falava sobre aquilo, eu apenas não falava sobre nada.
Ele queria mais do que poderia lhe doar de mim, sua sombra planava em minha vida, eu era boa e apenas queria lhe agradar, mas meu bem levou tudo de mim e não há mais algo bom que possam adorar, mas ele se foi e eu agradeço por não voltar.
Eu não queria sentir seu abraço em minha pele, eu não queria enxergar a espuma do mar a se afastar. A madeira parecia podre em baixo dos pés e ambos iriamos despencar para um precipício de ilusões, e nada, nada era bom demais para ser verdade.
Como um filme que nos empalideceu, como um filme que tem que acabar, as figuras dançavam no palco, no cenário das alucinações os refletores estavam para despencar.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

De novo você !

O oceano está me puxando para baixo aos solavancos, me prendo a fina existência do meu próprio ser, mas seu rosto desaparece na espuma marítima com um soprar barulhento de ventos. Meu espirito é fraco perto do seu assombroso queixo e desta vez estou com a mão longe da borda e aguardo. Espero ansiosa que o azul se torne mais azul e o verde mais verde timbrado sobre meus olhos a ponto de não enxergar mais a profundidade dos abraços, beijos e apertões jamais dados.

sábado, 11 de agosto de 2012

Problema... Inquestionável problema!

Ele murmurou: Eu disse que eu era problema.- E olhou correntezas emergirem com um toco de cigarro entre os dedos. Ele disse: Eu avisei.- Mas eu não consegui parar de olhar seus lábios. Ele tinha um olhar distante quando dizia essas coisas. Ele franziu as sobrancelhas e cantou: Estamos fazendo errado pra dar certo, e não há nada de bonito aqui. Estou tentando.- Tenho medo a tocar seus dedos quando está perdido em si mesmo.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Pedaços do cotidiano




Pedaços do cotidiano. Se mordemos, mordemos com força para que acha gemidos e sangue pelo chão. A selvageria e a presa do fogo que chamusca a pouca amabilidade do meu ser. Desdenho tua pureza e fraqueza como desdenho a minha própria falta. Cercado pelo mundo que pouco me estima, me agarro a passos tortos e pesados tombando ocasionalmente pelo caminho. Aguardo, a tua volta que não é mais, e ao destino que já não é meu, as palavras que me correm da boca fugidias, as desvantagens do meu ser.
O sol brilha mais forte diante dos sorrisos que queimam. Puxo o lençol para mim e te descubro, arrasta as mãos pesadas e grandes e me toma, e entramos em uma guerra de pequenas coisas pelo amanhecer. Aprofundo-me em seus toques, e agradeço pelo pedaço perdido de mim em você.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Será a sua vez!

Estou lambendo minhas veias de dentro pra fora.
Meu medo é vacilante e imaturo ela já dizia, meu medo é frio e individualista, mas vou mostrar a ela que é só a correnteza mais forte me arrastando e não faz qualquer diferença, todos se afogam mesmo. Meus lábios estão queimando, e estou estou apodrecendo lentamente em busca de resposta, mas nada é suficiente. Não é o bastante! Então escute quando eu digo que será a sua vez também, não importa o gosto do seu sangue querida, será a sua vez também! Meus olhos estão famintos, e eu apenas quero te dizer, que será a sua vez também!.

É improvável, é errado, é sujo...

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Apenas diferente.

Sei que desta vez dei uma grande tropeção, e por dentro estou a escarnecer de mim mesma. Quando eu sou ridícula não precisa me apontar o dedo nem me tomar pela mão como se eu fosse uma criança pequena, acredite que estou tomando aulas de limites e estou convencionando o último cigarro mesmo que a fumaça seja densa e eu queira me prender a ela até amanhecer. A brisa de outono passou, e quebrei no inverno, mas a primavera se aproxima contente a deflagar algum bom pressentimento. Estou no meu inverso, e deixei de usar aquele tênis velho, do qual falávamos a respeito, acho que coisas velhas sempre levam um pedaço maciço, mas não me prendo mais, sou desprendida, e este é meu novo eu, não digo o verdadeiro, pois sou inconstante como vento que serpenteia. Convenhamos que aqueles amores de estralar coração feito chicote por um curto instante me prendendo no céu sem ar a planar,  já não servem, e bem... Beijei o último lábio e andou sangrando um pouquinho pela pancada, eles sempre sangram, mas desta vez será diferente. Não a nada tão bonito quando uma manhã de chuva quando amo-a verdadeiramente e ela me toca e eu a sinto, e sou parte dela.

sábado, 30 de junho de 2012

Estou achando tanta graça nos seus sorrisos, estou achando que poderia lhe doar pedacinhos de mim.

Contos de ninar

Ó meu bebe, venha dormi, e lhe contarei histórias de contos de fadas e lhe falarei coisas bonitas sobre o céu, Júpiter, peixes e sapatos. Cantarei qualquer musica feliz que faça os peitos dispararem emocionados.  Não haverá medo, não haverá nenhuma tristeza tão grande que lhe faça dar passos atrás amedrontado. Irei dançar, dançar, um pé nas estrelas e outro no mar e você ficará bem até que outro dia se inicie para nós.

Telefone...

Estou a atender o telefone outra vez, as vozes sempre falastronas soam. Eu escuto e nunca sei usar palavras bonitas suficientes que lhe convençam sobre o que deve fazer. Nosso equivoco sobre certo e errado passou dos limites, mas estamos de pé em uma jangada preste a afundar e isso é tudo. Apenas quero escutar as sinetas de aleluia quando o dia clarear, quero que diga que está tudo bem e não preciso me segurar, mas estou preste a me afogar e não a nada tão belo no fundo do mar que me faça querer abandonar a borda do céu.

sábado, 23 de junho de 2012

Folhas...

Olhava a folha branca desafiadora que se escarnecia de mim, era minha parte, e eu eternamente parte de suas verdades cruéis. Limitava-me as minhas pequenas frustrações e pouco me acalentava a alma os raios que deveras me acariciariam pela manhã. O sol meu eterno inimigo, revela os segredos alheios sem benevolência, o admiro a distancia não sem antes teme-lo. Sinto a mão do destino pousada em minha cabeça, me fadiga, a imoralidade que me rodeia. Quero-te, por último, e sempre, a distancia cruel de nossa existência vulgar. Quero a impulsividade que rodeiam minhas ações dirigidas ao bem comum, mas nada prometo, pois promessas são vaziam e destituídas de exito.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Mentira...

Silencio, quando alguém sussurra mentira! Mentira de repente eu sussurrava e a plateia silenciosa prosseguiu, e vi que todos gritavam em uni-sono mentira. Atirei-me ao pequeno pedaço de sanidade no chão e me arrastei por entre poltronas, afastei para longe da minha consciência a verdade porque agora engolia a mentira, e guela a baixo eu prosseguia, eu falava a mentira e a idolatrava, e sabia bem que ela e eu não nos diferenciávamos, eramos mistura homogênea, beijava seus lábios antes de dormir, e a abraçada preponderante durante o amanhecer. Não quis questionar, preferi me esconder, pois em mim alimentava um verme, meu hospedeiro e dava marge a que ele prossegui-se, era eu a razão de sua existência e sem mim ele não estaria ali. Se eu matasse a mentira, mataria a mim também. Pois de covardia agarrei-me a vida como quem agarra o último baluarte e permaneci impassiva esperando com os olhos fitos na plateia que me parassem de gritar. Mentira!

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Quando...

Quando você passa-se ao meu lado com seus sorrisos inoportunos  eu apenas me prenderia ao seu pescoço e diria coisas adoráveis. Nós trataríamos de ignorar os maus pedaços e juntar as pequenas partes de novo, e diríamos facilmente que diamantes são inquebráveis até a próxima tempestade. Somos errantes inseparáveis!

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Que disparate vocês ai de cima, apontando todos os meus defeitos e rindo-se um pouquinho mais.

Grandes...

Os sábios com sua filosofia barata segurando vacilosamente mais um copo de cerveja entre os dedos frios, os religiosos com a bíblia presa aos dentes, mastigando uma página ou outra ocasionalmente, cusparadas e disparates a todo canto. Grandes também esquecem as orelhas em casa, grandes homens mentem e engolem palavras abreviadas. Grandes homens como eu com minha imbecilidade colada aos lábios soluçam pra soar alto o suficiente. Há algo de profundamente fatigante neste monte de bobagens inúteis. Quanto tempo mais? Cogito...

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Lábios traiçoeiros ...

Estou pouco sóbria quando insisto em beijar lábios traiçoeiros que nunca são os seus, traços do meu gosto esquizofrênico. Estou pensando em te trocar de lugar na parede, te colocar as minhas costas longe dos apertos e encontrões casuais, estou evitando seu mal gosto e seu mal cheiro de que vai dar tudo errado afinal. É de comum acordo julgar o que nos é característico e eu ando insistindo na mesma prerrogativa, me agarrando ao último bote salva vida. Somos malditos no momento em que nos encontramos até quando acabamos em camas trocadas por distração, é inevitável.

domingo, 27 de maio de 2012

Gostando do gosto...

Anseio acreditar em algo, nem que seja nos meus desejos mais primevos. Estou cuspindo meus próprios dentes e tentando me firmar sobre o solo, mas a tempestade se aproxima e emergimos uma outra vez de nossas cicatrizes, vazios e frios. Estou tentando ter um pedaço de mim firme, estou tentando ser firme e fazer da coragem meus pés, me guiar para longe do ceticismo, ceticismo absurdo que me esmaga.
Estou gostando do gosto doce da minha solidão, gostando do gosto amargo de uma próxima desilusão. Estou acorrentada!

domingo, 13 de maio de 2012

Odeie

As partículas não juntam mais, e o gosto amargo brota. Eu apenas estive esperando que o remédio fizesse efeito. É apenas a magoa em você, e um rombo em mim. Me odeie assim quando puder, odeie-me se puder. Odeie-me do mesmo modo que eu!

sábado, 5 de maio de 2012

Andei te encontrando nas paredes do quarto, com seus assombros inconsequentes e sua mentira de             imortalidade colada ao pescoço. Fantasmas... Fantasmas das suas mãos que já não me tocam mais.

domingo, 29 de abril de 2012

Falsa...

Sei que toda e qualquer alegria em mim é falsa, os fantasmas dentro lambem excessivamente e seus dedos não podem afasta-los de mim, é uma completa perda de tempo, uma insensatez sem limites. Deixemos como está, por este momento, apenas por este momento.
É bom apertar bem as cordas em volta do tornozelo e não deixar-se escapar pois a pancada posterior é sempre mais pesada.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Por razões...

Por razões que não entendo porque deixei que você fosse pela porta, e apenas não dizia nada, seu silêncio me era constrangedor e eu evitava. Agora o que se faz do seu cheiro nas minhas feridas, o que se faz dos seus lábios pela calçada, o teu gosto que se prende aos meus cantos misteriosos.
 Por razões desconhecidas, eramos pássaros assustados e nos escondíamos no canto de uma gaiola pequena demais.
Divida comigo seus sorrisos, temores, tremores, me de algum motivo para retornar a rodar em seu mindinho.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Ainda



Ainda que seus olhos não te pertençam e os meus te traiam. Ainda que uma gota de chuva não caia direto ao chão. Ainda que uma faca te passe diretamente o corpo e não sinta dor alguma. Ainda que todos os ventos gélidos jamais te beijem. Ainda, ainda. Céus, ainda!

2/4

Vou arrancar 2/4 de você, vou fingir que não fui eu. Quebrarei suas janelas de vidro e te chamarei pelo nome que não te pertence. Farei com vontade me asfixiando no caminho entre um ponto e outro. Trarei e te trairei e com meus pés esconderei as pegadas para que nunca saiba que fui eu. Direi adeus sem dizer uma palavra para que não se lembre de minha voz quando me ver desaparecer pela rua de baixo de um céu nublado.

Sei



Sei que está morta aí dentro esperando calmamente que as coisas bonitas passem. Não há calor, não há pulso. Venha para cá, venha para a margem.

Tudo...


Sei que estou vivo, apenas quero um pedaço seu entre os lábios.Tudo pelos sonhos, pelas manchas, pelo calor que nunca senti. Tudo pela vontade insaciável que queima dentro do meu peito, e o coração que insiste em parar com os ponteiros do relógio. Tudo pelo mundo que jamais toquei e as lembranças que nunca tive. Tudo pelos beijos sangrentos que roubei de alguém que jamais vi. Absolutamente tudo e meu nada na língua.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Jesus

Não sei por que estou a fazer as coisas erradas novamente.
Jesus você me entende?
Arrancarei uma pequena lasca do seu coração e seremos santos ambos novamente.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Vou apagar meu cigarro no teu peito!

terça-feira, 20 de março de 2012

Estou tentando me ver em seus caminhos tortos. Quando seu nome aparece em uma esquina qualquer, Deus sabe que nunca será fácil. Eu tenho rezado para permanecer e permanecer e algo me diz que há algo subitamente tão errado. Quando eu parto eu nunca vou, quando eu parto eu nunca vou a canto algum e há pequenos demônios em meus ouvidos para retornar e retornar a você. Vamos lá que sua súbita alegria em meus prantos está me assombrando como fantasmas velhos do passado.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Estou tocando de uma estremida a outra, estou tão determinada que uniria o mundo com minhas próprias unhas.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Velhos...

Seus lábios selvagens e desmedidos, você parou de medir forças com o tempo, ser o perdedor era uma mania absurda, sua vingança eterna. E todo aquele gosto amargo jorrando pelos rios do ocidente se estranharam com seus medos inquietos por não seguir adiante. Cruzamos a fronteira num cálice de papel, toda você soturna e quieta, pensava não ter nada a dizer. Estávamos esboçando sorrisos e lágrimas incontidas, esboçávamos... E a velhice vinha galopante em nossos corações jovens, nos embriagava e quando demos conta o cansaço nos beijou. Pequenos imortais discípulos do grande Ades. A tatuagem velha nos calcanhares, a                       moeda de falsa troca. Céus, caímos!
Estou presa por uma linha tênue e absurda segurando algum pedaço do chão nos dedos.

sábado, 10 de março de 2012

Pouco sóbria...

Estou levemente, pouco sóbria, caminhando por pequenas estradas confusas que insistem em dar voltas e não me levar a lugar algum, eu estou esperando um masso de cigarros aberto e alguém para emprestar seu esqueiro, e quando me der vontade deitarei todo meu peso nos braços gelados de algum meio fiu. Estou tão confusa que trocaria meus sapatos por esmolas de atenção, céus, estou tão confusa, que te chamaria pelo
outro nome, aquele que mais odeia, é eu estou confusa, e não há mãos que me segurem.

quarta-feira, 7 de março de 2012

Preciso de um conselho, um selvagem e desmedido, um absurdo e intransigente, um neurótico e arrogante, um banal e egoísta. Oh céus, eu só preciso de um conselho enquanto me penduro pelos dedos ao meu cadarço de algum jeito.

sábado, 3 de março de 2012

Você sabe que pode...

Você sabe que pode, me arrasta para o chão e me observa afogar com seus grandes olhos de mar morto, ri da minha cara meio perdido, completamente dono de si mesmo e dos próprios desejos absurdos. Eu me contorço   implorando piedade, mas pra você é um jogo divertido demais, eu tremo e mordo lábios e rolo na minha já tão devastada dignidade. E é tudo um constante motivo para sorrisos delinquentes, beliscões e escapadas constantes ao teto. Você sabe como me fazer sambar de madrugada nos seus pés.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Estou agarrando os teus pés! Céus, estou te agarrando pelos calcanhares, bêbada e gritando coisas incompreensivas em cima de estrelas imundas.

Toques na calçada...

Ora que te olho na calçada passando por mim com um sorriso bobo nos lábios e os olhos faiscantes, me perto para depois ser abraçada pelo mundo novamente. Não confio no teu entre erguer o canto dos lábios assim tão facilmente e casual, eu não acredito em toda essa vida intocável preso em seus olhares difíceis. Deus sabe que minhas paredes me evitam toca vez que te toco propositadamente, assim sem jeito, sem querer, porque minha pele clama pela superfície da sua, uma ideia boba de te fazer real quando você é um reflexo bem feito de todos os meus desejos reprimidos.
Rindo tão alto, eu quero ser a garota feliz para que jamais note a fraqueza dentro de mim e a vontade de girar em seus pés.
Sabe o quanto esta sobriedade está se afastando de mim?

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Espera...

Esperar um pouco até a maré baixar. O céu dorme. Esperar. Convulsionamos o nosso silêncio. Seguir.Esperar. Manchamos a nossa mente, mas há que esperar. Água suja até os tornozelos, quanto mais? o que esperar? Os anjos estão cantando uma derrota antiga. Paciência. O negro sol  a invadir sem protestos. Uma longa espera a nos aguardar logo em seguida. Esperar, esperar, e meu Deus, o que mais esperar?
Salvador Dali, Hércules levantando a pele do mar pede a vénus para esperar um instante antes de acordar o amor