Tenho a mim mesma, engasgo em mim mesma, quero a mim mesma como jamais quis antes. Quebro meus passos discontinuos na estrada, mas tenho mais fé do que posso engolir, quero o gosto de casa embora meus dedos já estejam na porta. Quero o mundo dentro de minha garganta.
Desde que foi embora, a música foi embora de mim, toda a alegria e poesia, as batidas de tambor aos seus pés, porque você ainda é minha primeira musica quando abro meus olhos pela manhã o céu azul se estendendo sobre mim com suas asas enormes, teu cheiro, teu cabelo insinuando no ar. Deixe-me ver o amanhecer ao seu lado uma última vez, sentir que ainda está vivo mesmo que não o esteja a muito tempo.
Toca o violão no quarto ao lado e eu danço na ponta dos pés até você, com o maior prazer. Bato palmas e aceno ao bom humor que irradiamos juntos por cada partícula de nosso corpo, me abaixo um pouco e te vejo de mais perto como se fosse raro e imprevisível e rezo para que não parta tão cedo.