segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Quando se é o amor de uma garotinha!

Quando você é o amor de uma garotinha, faça o possível para não quebrá-la como um tronco seco no deserto. Quando você é o amor de uma garotinha segure os ventos mais fortes serpenteando em seu ser como se fosse o certo. Quando se é o amor de uma garotinha a chuva deve ser garoa e toda a sua atenção e paciência deve ser dela. 

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Todos sabem.

Todos sabem que sou um fracasso,
 que ando como uma bagunça confusa e desalinhada por aí,
 que sou cínica, irônica e absolutamente orgulhosa.
 Mesmo sabendo você conseguiria me amar apesar do ponto aí?
 Se o nosso barco naufragar na borda dourada do horizonte, 
pois ambos sabemos, ele vai, 
você me seguiria sem rumo como os pássaros 
e me faria dançar como as bailarinas de Degas?
Você é certo, você é absolutamente errado 
você é quase uma obra imatura e mimada de pecado.
Se Deus com seu pincel me desarmou
que o céu tempestuoso desabe com todo o sabor.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Tu y yo

Me dijeram que te voy amar, g, em.
las estrellas, el cielo, el mar em
Me dijeram que aún te voy estranar  g
en el suelo me voy a temblar

Tu tienes la fuerza
que por envidia lo quise copiar
Eres como una de estas apariciones raras
que hace el mundo dudar.

Tu, afasta-me del dolor em, c
con el recuerdo de tu voz c, bm
cambie mi interior c

Yo, el espejo que se quebro
La lluvia que no termino
Una herida que no curo

hagamos que el sol vuelva a nascer
pues lo puedo veer en la sonrisa que tienes
en tus manos cerca mi cuerpo
y en el mar que me hace creer.

sábado, 21 de novembro de 2015

Um mundo lá fora.

Quando parar de sofrer, 
deveria saber que há um mundo lá fora que sabe bem de você. 
De todos estes teus dramas mais que dramáticos 
talvez ele esteja pensando em te ter. 
Das coisas pequenas, grandes, 
das coisas bobas da vida,
eu sei, é impossível esquecer,
mas um lamentará tê-la feito sofrer
e outro apenas estará lá quando anoitecer.
Passos pequenos em ruas apertadas e desertas
deixarão marcas indeléveis e precipitadas,
mas quando terminar de atravessar teu caminho solitário
o sol retornará a você.

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Sangue nas calçadas de Paris!

13 de novembro, sexta-feira, o mundo anuncia:
Há sangue nas calçadas de Paris!
As badaladas dos sinos da catedral de Notre-dame
contam as lágrimas de mais de uma centena de vidas,
vidas que se tornaram estáticas, na força do tempo imortalizadas
Pedacinhos e fios de histórias que jamais serão contadas
se perdem trêmulas em um céu bruxuleante.
Há silencio, mas com o silencio ninguém quer lidar .
Há medo, porém o medo é capaz de afogar
Há desespero e este é difícil acalmar.
Quem há de calar os desfechos trágicos da vida
se para retirar uma alma de seu caminho,
apenas se necessitam mãos, canos de aço e um tick-tack insistente?
Quem são eles que ão de justificar seus atos em nome de Alá?
Terão eles, pais, irmãos e filhos a quem amar?
Por que não tinham nada a perder quando se perderam?
Ainda assim na cidade de Paris, quem há de dormir?


Poema a los corazones rotos cerca del mar.

Que debo de hacer para que sucumbas a mi?
Déjame romper tús ventanas azules com todo mi ser.
Rasguñes a todo mi interior pero vuelves a mi
no me dejes de creer

Hoy estamos a la orilla de las tormentas
con su sonrisa mascarada
con vi vuelo de Ícaro rumbo a las mias creencias
y la tormenta cerca tu mirada

Crees que soy de plástico?
pues me tienes moldable cerca tus manos.
Y te digo, jamas se tergiverse a los céticos
que no tienes a tus crueles sueños.


domingo, 8 de novembro de 2015

Preto e branco.

Na cidade grande é fácil o tempo nublar e a distancia separar.
O preto do asfalto, o preto e branco do dia a dia perdidos nas suas mãos indecisas.
Quando as luzes apagarem na torre mais alta do lugar que chamamos de lar
nossos pensamentos estarão planando no alto do céu do lugar dos desapegados.
Faz algum tempo só que a distancia continua sendo meu maior medo. 
Não apague as luzes, não me deixe sozinha no seu desapego,
não queime as memórias em um ato de ensejo. 
Olho as pequenas figuras de cima cada vez menores
Fazendo suas pequenas preces, pois Deus diz para que elas orem.
Quem sabe nossa lama seja lavada com a próxima chuva
Quem sabe jamais seja e estejamos todos perdidos na maldição do tempo.
Quando estou almejando apenas um abraço, apenas abrace-me
E aquele ladrilho do tempo bordado com nossos pensamentos 
Que esteja quebrando no meio do tormento
e que se arraste comigo para a nossa verdadeira tumba que é o mar
e amar você. a, d, c    refrão em c


sábado, 7 de novembro de 2015

Você nunca me fez promessas, mas mesmo assim eu acreditei em mentiras, um pequeno castelo de areia desmoronando aos pés com a primeira onda rasa do mar. Quando a inocência morre, é o universo urrando um grito profundo de dor. Eu queria que minhas partes se encaixassem de volta e que você não houvesse existido em mim para que eu apenas desconhecesse as maldades de um pequeno mundo perdido pelos astronautas antigos. 

Uni...versos...

Eu sei que universos estão colidindo em seus lábios e que o mundo lá fora tem inveja da frieza que você tem para me ter. Você não é nada, e nem um pouco especial! Eu tento me dizer, mas quando vejo estou apenas correndo outra vez para você.

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Canção de mal estar.

Quem diria que você se tornaria minha canção de mal estar          
o vento forte soprando contra a corrente do mar                      
Se eu dissesse isso a um ano atrás, nem eu iria acreditar                  
que estou soltando punhos querendo me quebrar                        
porque querido você é minha canção de mal estar        
porque querido você é minha canção
E aquelas babacas que você dizia amar
eu quero que todas vão se ferrar
que o mundo esteja errado e todas as minhas desculpas sejam imaturas     
mas eu acreditei por um momento que o céu e o inferno poderiam se encaixar      
mas quando você me olha daquele jeito estou implorando para me matar       
por que eu e você sabemos que eu cometeria um crime outra vez     
e que talvez eu não sai-a impune dessa vez.      
Você andou me dizendo aquelas mentiras que eu era musa            
que eu apenas planejo esquecer                                    
Como a gente se ilude e como a ilusão é mais pesada que o céu           
Mais pesada que os sonhos delicados de verão quebrando na borda       
Você sabe, estamos presos a apenas um fio de corda
Por que sentimentos vem e vão, você pode pensar 
mas quando se virar de costas e transpor o tempo como uma parede fria
a minha vida e a tua continuaram a ser mais presentes que o seu dia.


De todos você foi mais...

De todos que me magoaram, você me magoou mais.
De todos que me quebraram você me quebrou mais.
De todos que me fizeram chorar você me fez chorar mais.
De todos que eu gostaria de esquecer, você é quem eu queria mais.

domingo, 1 de novembro de 2015

Não seja tolo!

Não seja tolo, não agora quando estamos aqui neste momento. Não deixe que fiquemos velhos e só restem arrependimentos e amarguras quando devemos ficar aqui em silencio onde os agouros, raivas e ódios não podem nos alcançar, escondidos além da borda, além do céu e do mar.  

sábado, 31 de outubro de 2015

Ambos sabemos

Ambos sabemos que você prefere que seja feito sem consideração. Ambos sabemos que você prefere a garota da vez, aquela que você é incapaz de lembrar o nome quando acorda ou quando se despede.  Ambos sabemos que temos nos evitado por motivos longe da compreensão, mas tudo que posso me lembrar é de como você pronuncia meu nome no diminutivo e como me sinto nos seus braços em alguma noite estranha no tempo chuvoso da nossa pequena Londres.

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Ah o amor... e suas vicissitudes.

Nunca estaremos tão próximos de um fim do que quando amamos. O desfecho final clama suas preces de despedida inexata, desconexa. É fácil odiar ao mesmo tempo quando se ama, é fácil sentir as pulsões se entrelaçando em desespero e em preocupação, quando no fundo o que se quer é a doce separação. Sim, separação, porque o quer longe. O quer longe, pois sabe que um dia o sentimento o destruirá e com ele emergirá todas as tuas partes podres encobertas, teus medos, teus desesperos secretos, teu mal lado. 

Eu sou aquela que estava apaixonada quando ele não queria saber, aquela que esmolas baratas fazem diferença, que impulsos vindouros prevalentes sob-puxaram a sanidade, aquela que está atolada até os tornozelos em inexatidão. 

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Existiu...








Existiu em mim como o som do oceano existiu.
Existiu em mim como o efeito kamikaze existiu.
Existiu em mim como o certo e o errado existiu.
Existiu e ninguém mais existiu.

domingo, 25 de outubro de 2015

Opostos...

...e ela chorou todas as lágrimas de um rio, e o verão se tornou inverno, e a luz se tornou trevas, e o amor se tornou dor. Debruçados em nuvens cinzentas, todos os anjos do céu esperavam um desfecho trágico e uma saída fácil para as mazelas da vida e o silencio gélido reinava sobre a Terra, pois nenhum ser vivo ousava emitir qualquer tipico som. De seu coração antes puro, alegre e gentil, a sombra negra corroeu  e converteu tudo o que era bom em seu exato oposto, e ela soube naquele momento que  talvez o mal vença o bem.
Faça-me acreditar de novo que é possível amor sem destruição, que é possível continuar vivendo sem o vácuo no coração, que tudo aquilo não foi só uma tola ilusão. Me devolva a mim para que eu possa existir.

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

talvez.

Uma vez ouvi uma prece antiga: O amor tem que doer, por isto talvez eu o queira mais perto do meu abraço por momento quando insiste em se afastar. Talvez restasse eu e você, talvez restasse... na imensidão da distancia de dois oceanos opostos espelhados. Isto é sobre as coisas que temos que fazer agora como podar o jardim quando ninguém quer saber. Eu e você, nos atirando pelo céu como pássaros sem rumo, sem prumo. Mais uma vez eu sei, vai doer!

sábado, 10 de outubro de 2015

Estou correndo em círculos como um cachorro que não espera mais que migalhas de pão seco pela manhã.

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Me debrucei nas janelas dos seus olhos, para te ver de perto sem restrição, para ver o que você enxerga quando apenas não quer enxergar, para tentar consertar o quebra cabeça do porque seu sono é conturbado e seus gritos ecoam em noites insalubres de um ano sem fim. Eu sei que foste jovem também um dia em sua mente, embora por fora você seja apenas um garotinho sisudo que eu quero morder. Não há nada de errado com você, você é perfeito e triste como um outono premeditando o inverno. 

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Primeiro beijo.

Queria voltar ao nosso primeiro beijo um milhão de vezes como em um vídeo de reprise quando os espelhos não estavam quebrados, quando eu não estava quebrada, antes do seu sorriso absurdamente branco, e suas costas tão firmes nas minhas mãos.

Festa estranha e com gente esquisita...

      Eu não poderia imaginar o que aconteceria naquele dia quente, de algum mês que não lembro, naquela festa casualmente ruim, casualmente boa, cercada dos meus amigos e de pessoas conhecidas que não importam. Você se lembra? Realmente se lembra daquela banda que levou mil anos pra arrumar o som e quando tocava não prestava nem um pouco ou do modo que eu olhei pra você pela primeira vez, e eu disse para os meus amigos: Não estou a fim, quero apenas curtir? E eu queria, queria dançar aquela musica ruim, gritar alto no meio do som da guitarra desafinada, fazer piadas estúpidas para os meus amigos enquanto olhamos um par de gente bêbada fazendo coisas estúpidas. 
       A verdade é que eu nem queria ir aquele dia, eu apenas queria ficar em casa, com meus filmes e meu silencio. Eu e apenas mais eu. Seria mais certo não é? Mas por que eu levantei da minha  cama e resolvi que ia?  Por que raios os meu amigos tinham que me empurrar pra você, quando eu queria apenas me divertir e eu sentia que com você não seria divertido? 
     Você sorriu explodindo o mundo em inúmeros pedacinhos pequenos e toscos com aquela sua conversa fácil, sobre vida, sobre assuntos não importantes e quando minha guarda estava baixa seus lábios se grudaram aos meus e não importava a musica ruim, o lugar ruim, as pessoas, apenas o toque das suas mãos em mim. Talvez eu tenha esquecido que existiam as outras pessoas, você sabe, as vezes acontece, mas eu não consegui-a tirar as minhas mãos da sua espinha vertebral. Me explica porque eu gosto tanto daquele lugar? Mas então você tocou baixo demais, e foi errado, eu apenas me encolhi e você sussurrou um: "Desculpe!" No meu ouvido e estava tudo bem. Acho que estranhou que eu tivesse um corpo tão sensível a toques, e é claro que questionou. Mas você sabe, eu apenas era assim. 
     Como eu não soube que eu poderia verter rios de lágrimas por você, como se eu fosse uma cascata quando eu era só uma estúpida menina mexendo com fogo? Em algumas semana veio o silencio entre nós e tudo era apenas tão estranho que eu não quis mais falar com você. Depois vieram as estações do ano, um ano terminando, outro começando, depois no meio e então lá estava eu e você naquela festa estranha novamente, com musica ruim, que desta vez não estava tão ruim, eu nos braços de outro que era mais bonito que você (e que eu não dava a mínima) e você nos lábios de outra garota que eu rezava a Deus e todos os santos para que você não desse a minima também. Dei o braço a torcer e sei agora que vou me quebrar de vez, e desta vez será mais doloroso, verdadeiro e absurdo. Eu posso sentir, então por que não paro?


domingo, 27 de setembro de 2015

Pessoas falham...

Palavras falham quando a mente está intranquila. Pessoas falham quando seus corações estão perdidos. Dedos crepitam e falham quando não sabem o que dizer a ele.  Palavras faltam, silencio sobra e na canção da redenção alguém pede perdão. Todos sabem que é difícil saber o que ele quer dizer quando não diz, todos sabem que é difícil saber o que eu sinto quando eu não digo. Talvez no final só aja fantasmas e poeira bruta, coisas pra se lamentar, coisas que ninguém quer saber e o maldito cigarro da meia noite.

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Você deveria estar aqui.

Me abraça apertado, me diz que o tempo não ficou no passado, se foi pretérito perfeito ou apenas um predicado. Me diga que eu não estou atrasado, e que eu poderia colar teus pequenos pedacinhos com um superbonder barato. Diga que sua janela se espatifaria na minha janela e eu estaria acordado para te receber e para te pertencer. Se tempestades desabam de repente no verão, inunda a minha alma e se arrasta para o meu colchão, pois estou cansado de esperar que o universo reverta e te entregue para mim então.

sábado, 8 de agosto de 2015

Podemos...

Podemos desistir da tristeza que se abateu sobre nossas almas, lembrar de quando eramos crianças correndo pelo prado sem pensar no dia seguinte e que teria que se levantar para ir ao trabalho? O nosso cachorro ainda estará lá pulando em volta dos nossos tornozelos até nos derrubar, e a cor do céu será azul novamente e pela última vez vamos rir sem ser forçado, sem ser por desespero, simplesmente por rir. De tempos que não voltam...

sábado, 25 de julho de 2015

Não, eu não acho a tristeza poética, se ela o é, então eu triste, sou poesia.

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Amores certos e amores errados...

Nunca me disseram que há amores certos e amores errados, mas quando  estou tremulando em uma linha invisível no seu terraço, eu sei que é errado, quando você toca minha pele quase instintivamente no meio da noite eu sei que é certo, quando fecho meus olhos para os erros cometidos tão trágicos e agitados eu sei que é errado. Quando seu beijo se encaixa perturbadoramente no meu beijo eu sei que é certo, quando eu o obrigo a esperar mais um minuto para que eu possa te observar uma última vez eu sei que é errado. Se isto é tão errado e tão certo, quando mergulho para dentro de você no seu mar de coisas confusas irrequietas, quando não posso estar longe por nem mais um segundo, qual seria o destino irrefreável, de nossas pulsões tão avessas a calmaria?

quinta-feira, 2 de julho de 2015

O fim do mundo...

           Quando tudo estava próximo do fim eles vieram. Havia gemidos, murmúrios e lamentações, pois a catástrofe havia a muito se implantado como um verme até o osso corroendo insaciável. Muitos já haviam partido e os que restavam não durariam por mais de um dia.
            O mundo queimava, ardia e nós sabíamos. Isto não era o apocalipse, isto tratava-se apenas de nós, o que havíamos feito, escolhas, decisões e nossa luta interminada contra a nossa pobre natureza hostil, a mesma que nos havia mantido e nos assegurado a ir tão longe em nosso tempo de existência enquanto raça humana era a  mesma que com sua mão pesada nos apunhalava com o nosso egoísmo e hostilidade inerentes.
            Eu penso sobre os dias passados, na campina, no prado, em um botão de flor a desabrochar, na água límpida correndo para dentro de minha garganta de modo agradável, o cheiro de terra e poeira quando despencava a chuva depois de dias de estiagem, o azul do céu durante os dias de verão, as risadas, mas que tudo as risadas e sorrisos, pois não víamos um há muito tempo agora. O que havia ocorrido conosco? Questiono-me, quando ergo minha cabeça não sou eu quem está fazendo a pergunta, eu sei de algum modo que esta voz aqui dentro não me pertence e sim a grande figura a minha frente. 
           Ninguém havia se dado conta, mas lá estavam eles. Perturbadoramente diferente, que nossa primeira impressão é tentar nos proteger. Quem podia se escondia, quem não podia apenas fazia como eu agachava-se no chão quase que pedindo clemencia. Sempre fomos estes que jamais suportariam diferenças, que crucificávamos o que fosse muito diferente de nós. Por quê? Eu penso que sempre tivemos medo, um medo irracional. Do que? Não sei, aniquilação? Não era tudo para isto? Algo sobre passar genes adiante, ter crianças que terão crianças, que terão crianças, que terão... Não tínhamos nada. Não protegíamos estas mesmas crianças. Estávamos perdendo tempo? Perdendo a nós mesmos. Se Eles viessem em outro momento nós os atacaríamos com todo armamento possível sem questionar-lhes qualquer coisa, era o que nós fazíamos, sempre foi, pois matávamos irmãos, matávamos a nós mesmos, extinguíamos tudo ao redor, como a droga de uma erva daninha. Não por nada, mas porque de algum modo mesmo com olhos éramos cegos, mesmo com cérebros pensantes, éramos incapazes de pensar, mesmo com mãos atuantes, éramos incapazes de parar. Se merecíamos uma nova chance? Apenas faça-o, faça-o antes que eu me arrependa de ter dito. Faça logo, antes que aja uma oportunidade verdadeira de salvação. Faça-o antes que Deus se ele existir em algum lugar nos veja e nos odeie por quem nós somos tanto como nós mesmos nos odiamos entre si.  

             E então quando os seres de fora, não convidados, definitivamente não convidados, pois aquela Terra não era hospitaleira, prepararam-se para fazê-lo ouve um grito agudo, o meu grito. A natureza em mim, minha pulsão de vida estaria falando alto agora, e eu apenas imploro não o façam. Não o façam. Salvem-nos, por piedade, não nos deixe apodrecer e definhar em nossa própria sujeita. Quando percebo em minha reza silenciosa, já não há nada diante de nossos olhos. Acaso tudo havia sido um sonho poeirento? Um delírio de salvação? Pois eu sigo aqui martelando os meus espinhos até o fim, iminente, alastrante, degradante, esperando uma coisa, qualquer coisa. Significado!

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Um pedido...

Deus, se tu es uma estrela longinquá dos confins do universo, e se nós somos apenas poeira flutuando em um mar de imensidão puramente insignificante caindo e caindo dentro de buracos negros, confinados a jamais atingirmos o conhecimento que nos foi destinado, deixe-nos saber para que a esperança deixe se ser vazia e se exploda consumindo o seu próprio interior para dentro do qual também seremos tragados. Se certas coisas são inevitáveis como o nosso fim o é, nos conceda um sopro de sua eternidade, não para que vivamos para sempre, mas para que simplesmente saibamos a verdade.

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Nunca dirá...

Como é estar se separando de si mesma? Como e estar se desintegrando em uma nuvem cinzenta? Ninguém nunca dirá quando parar, não ninguém nunca dirá. A medicina vai curar as imperfeições e não vai sangrar, a medicina dirá o que é certo e errado e você vai ter que aceitar. Quando abrimos mão de um sonho é apenas para nos salvar, caindo de volta e de volta em paredes de construção intermináveis, atingindo o chão com impacto, voltando novamente e novamente e fazendo tudo de novo. Gritando para que a criança lá em cima pare de arremessar seus brinquedos. Gemendo no sótão frio para que alguém escute, arrastando pela viga de madeira até o altar santo, quebrando os dedos contra o vidro opaco, inalando na cortina de fumaça. Aperte o play outra vez.

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Histeria!

Sei que sou uma boneca fodidamente estragada, com crises de bipolaridade e sem um comprimido na gaveta.  Sei que minha fala é tão confusa quanto a de um bêbado, meus sapatos não combinam com minha roupa e que estrago o que nunca esteve estragado. Eu continuarei a estar errada pois estou estagnada no mesmo ponto no mundo desde minha maldita chegada e eu juro que o olharei de uma forma diferente e parecerei atraente aos seus olhos, mas sou apenas uma droga de uma armadilha para amaldiçoar, como uma aranha em sua teia, queimando em centelhas até o carpete da sala de estar.
BUT LOVE CAN SAVE YOU, HE SAY.

sábado, 2 de maio de 2015

Espada.

A espada continua apontada para mim. Quando diabos nos tornamos uma mesma maldição? Ando cuspindo em seus sapatos, ando rastejando por sobre essa poeira de demolição tragando qualquer cigarro barato, movendo-me fundo para de baixo do assoalho, do carpete velho, para dentro da minha precária ingestão de pulsos que não pulsam, de falsa tensão. Talvez eu tenha sido tola e deixado cair algo pelo chão, mas enquanto entro em combustão já não posso me lembrar quem eu fui algum dia, quem eu sou agora, ou quem eu quero ser. Apenas gostaria de apagar a vela, silenciar os malditos fantasmas em minha cabeça, em meu corpo, entregar alguma carta vazia de rendição.   Eu tenho medo!

quinta-feira, 30 de abril de 2015

O melhor está por vir...

Ele diz que o melhor está por vir, mas quando olhamos para  o céu há apenas uma bomba de fumaça cinzenta se dissipando, se alastrando para dentro dos nossos pulmões. O luto era simbólico inicialmente, mas está tão palpável e pegajoso que contaminou também o solo. A decepção que antes estava ao lado hoje corre nas veias, dos três poderes apenas agonia lastimosa por tudo o que um dia valeu a pena ser amado, não abandonado, não corrompido, sagrado.

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Coisas inofensivas...

Andei dando importância a coisas tão pequenas e sem significados, mas quanto as pedras pontiagudas lá em baixo finjo que nada sei. O torpor vem macio pelo horizonte existindo em sua bagunça silenciosa atrás de mim, rompendo com as barreiras de modo sutil e falsamente inofensivo.  Estou no declive e algum dia insisto que olharei para baixo, para a escuridão que também sou eu, que deveria ser eu, que será quem eu sou. 

domingo, 15 de março de 2015

Nossos vazios são tão profundos que precisamos achar explicações pouco plausíveis em qualquer lugar.

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Apenas não faça de novo...

Estou tão cansada 
e não quero ver seu sorriso irônico cintilando em seus lábios esta noite.
Talvez eu apenas não esteja bem,
talvez quem sabe eu nunca esteja bem, 
mas por favor apenas não faça de novo. 
Mesmo quando falo  e você não olha para mim, 
eu ainda estou aqui do seu lado. 

Mesmo quando se queixa aos seus amigos 
querido eu estou aqui ao seu lado,
então por favor, apenas não faça de novo. 

Não sou como as garotas bobinhas e sorridentes que costuma levar a sua cama, 
não tão feminina, não tão cheia de rosas e nem tanto esplendor, 
mas eu estou aqui e não vou partir. 

Se precisar que te segure, 
quando a queda for muito dura, 
eu posso lhe emprestar uma mão ou um braço inteiro se quiser,
mas apenas não faça aquilo de novo

Sei que não acredita mais em sentimento,
que não se deixou invadir,
Que alguém um dia te despedaçou,
mas querido eu juro que há muito mais a sentir

Talvez eu esteja rezando demais a Deus
Sei que até Ele desconfia da minha religiosidade
mas, eu traria um coro de anjos para cantar a você
se isso te aproxima-se de mim

Lembra quando disse:
Eu já falei com aquela garota?
Aquela garota sou eu,
mas sou mais forte desde então,
e não vou me arruinar com  um único arranhão.

Eu poderia estar lá 
quando os dias estiverem negros
e a luz não mais entrar
para dizer que tem que esperar
apenas segure firme, e o mundo vai lhe sorrir então

Talvez não sejamos felizes para sempre, eu sei,
mas quem é tão feliz então?
Por isso querido apenas não faça de novo então.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Costumava...

Costumava ser assim quando você partia, vidros quebrados, e tudo caindo em pedacinhos pelo chão. No porta-retrato permanecia o que foi a lembrança dos seus sorrisos, mas Deus sabe que eram apenas fantasmas. Costumava ser inteiro, costumava ser mais do que deveria ser.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Hino ao amor.

Não me importa se não me ama, pois não me importam teus sentimentos agora. Que me importaria eles se nada jamais mudou? Querido não me olhe como se já não soubesse que é Sol, lua e estrelas dentro de um pequeno globo de vidro esperando para ser quebrado no inverno das almas. Se não conversamos sobre isso, se não conversamos nunca deve perdoar a infelicidade de eu ter nascido pequenina demais diante dos arroubos alheios. De todas as tuas frases imaginárias dentro da minha mente, je t'aime, é como um hino tolo. Sei que sempre tive grandes olhos para segui-lo e sentimentos fracassados, sei também que algum dia saberá entender por eu nunca poder esquecer.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Em algum momento da minha vida sei que vou voltar a encontra-lo.

Tem demorado uma eternidade e o céu tem se tingido de cores aleatórias, e as vezes parece que há um abismo profundo entre nós. O vento continua sussurrando seu nome distante entre as pedras no alto daquela montanha, e embora pareça que nunca existiu eu sei que continua lá. Costumo me perguntar se tinha medo do esquecimento, mas isso não importa agora. Por trás da educação e das palavras que eu poderia insistir em lhe falar, sei que está muito para lá da correnteza e espero que não veja quando eu me calar.