domingo, 30 de novembro de 2014

Conto que não conto.

Em um passado-futuro, um campo estreito entre ilusões vividas, quebras e falhas tão presentes que seguem as leis da angústia como correntes bilaterais encarceradoras existia em algum canto em um mundo deturbado de realismo e fantasia, uma pessoa, uma única pessoa cercada por espectros pintados por algum Van Gogh, com toda sua alma que a encaravam dentro dos olhos e levavam pedaços de si, deixando-a mais vazia e fria do que antes. 
Ela estava presa é certo pelos ponteiros no relógio em seu tick-tack insistente a sala de estar. Tudo era preto e branco e por vezes pensou que seu ser também o era, e por algum momento viveu como se nada sentisse, como um fantasma propriamente dito que seu reflexo pálido não poderia desbancar, até mirar-se a beira do lago e perceber não estar só, e tudo de repente mudou. Passou a notar a vida que a circundava, e quando mais o fazia mais perdida se encontrava, até deparar-se com seu maior pesar, o objeto, apenas um espectro perdido que de todos era o único que jamais a  olhara e enxergara, e pela força de seus desejos se tornou a figura mais amada e desejada de todo o seu ser. Seguia-o como a uma estrela a onde quer que fosse, não sabia a hora exata que acontecera, mas sabia que estava para sempre perdida e amou-o mais ainda pelas forças de seu âmago, pois não poderia enxergar mais nada além dele. Mas o tempo, ah o tempo passou sereno apesar de nenhuma candura ter, e como a de ser a ela também não perdoou, e ela sabia que se toda dor de sua histeria fosse combatida ela marcharia rumo ao penhasco pois certamente não poderia lidar com mais uma falta. De fato a falta na realidade lhe era carcereira e aquele maldito, estúpido zumbido que escapava por seu coração um companheiro pois os olhos deles jamais se encontrariam junto aos seus, os olhos dele jamais seriam complementares aos seus, ah céus, os olhos dele espectrais intocáveis, nebulosos, perfeitos em sua imperfeição lhe roubaram todos os dias subsequentes até o fim, que era o seu, e ele nunca olhou os seus (olhos).

Bala nos lábios.

Você tem a bala nos lábios, 
role devagar ou vai se engasgar. 
A arma não está carregada, 
tão pouco a sua alma,
caminhando mais fundo, 
caminhando para dentro como um estalão. 
Todos dizem que marcas são inevitáveis, 
E meu corpo é uma centelha 
escapando em um clarão
Todos os seus sentidos dizem:
apenas dispare, hoje é dia de ressurreição!

Chespirito!

Quando o vi meu coração se encheu de risadas e logo toda eu estava contamina, foi súbito, fácil e instável que a alegria se dissipasse para todos os meus órgãos como santa calamidade em um pequeno dia, em uma série de pequenos dias, inúmeros dias. Rosas brancas bela pomba da paz, rosas brancas e o melhor dos sentimentos que me ensinou a compartilhar.

domingo, 23 de novembro de 2014

Quando seu sorriso delicado faz meus pequenos pedacinhos se dissolverem lentamente. Pois um dia me disseram que os mais educados ão de ser os piores.

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Golpes no estomago e cusparadas de sangue ao chão!

Golpes no estomago e cusparadas de sangue ao chão jamais chegarão ao alcance das palavras ditas, palavras malditas que me sussurra sem explicação. Agora não me venha falar besterias quando eu sei ser a portadora da razão, não digo que estou sempre correta, mas eu sei dizer a verdade e você não. Cansei de me meter em confusões e desdobramentos psíquicos involuntários e ser arremessada no meio de um vendaval de poeira e achar quem queira aguentar este fardo comigo ou não. Foi desmedido teu ato falido, e eu desta vez não tenho que ter compreensão.
Odeio quando se deprimi pois não consigo alcança-lo dentro do abismo ao qual se entregou.