terça-feira, 25 de dezembro de 2018

Corroo e corrói meus pensamentros intrincados fixos na primavera dos nossos dias coloridos em meio ao sol e a chuva.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

Quando pensei que te havia deixado.

Arrastando todos os sentimentos assombrados que dediquei a ti como se fossem sinfonia, canção de mentira, já que minha voz não saia e eu não dizia o quanto eu amo você. Se o seu peito está pesado e se sente cansado, um pouco desanimado, repousa sereno teu peso em meus ombros e brincamos de encontros que não podemos ter. Se sente tanta dor que parece que um clamor te escapa como ferida aberta, escancarada que nada apaga deixe-me tocar sem temor e encher mais os teus dias cinzas de cor. 
Os dias de sol não são os mesmos longe de B.H., sem a sua alegria e o seu sorrir, rezo todos os dias para que fique bem, sem mais porém.

domingo, 11 de novembro de 2018

Como se sua existência houvesse se apagado

Olho as copas das árvores derramando em tom gracioso seus pedaços em um quinhão se desfazendo em beleza exata nada subjugada, mas tuas pegadas já nao tocam o chão. Ainda que o vento abrace o meu rosto em celebre comoção ele já nao beija sua alma tao pouco toca sua mão. Costumavas ser dança em mim, vida e pura sensação, como se por acaso eu correce para longe estaria para sempre fadada a maldição da solidão. Acreditei que só pararia de te amar quando todos os pássaros mudos caíssem, seu canto calado pela iminencia do proprio destino traçado com linhas irregulares feitas com giz. So pararia de te amar quando todos os peixes do mar ao pó retornassem para nunca mais se balançar ao som das ondas a quebrar, quando toda imensidão de água a nos circundar se congelasse eliminando toda e qualquer existência que do carinho pela vida pudesse compartilhar. Quando todo calor que emana o Sol se dissipasse e nao tocasse mais nenhum grama de terra vermelha colorida pelo sangue da gente que todo dia derrama sem sermão. Sua existência foi como se houvesse apagado e meu peito que tanto te quis enfim pode descançar. No tempo paralizado ficou a imagem de quem um dia minha alma pertenceu e de que alguma forma sempre pertencerá.

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

As janelas quebradas refletiram tua cara borrada das memorias que eu deixei ficar, cavou em mim como solo fértil e fez brotar, mas cada vez que não olha para trás causa uma ranhura em mim como se eu pudesse desmanchar. Ainda que meus pés sigam mofados, não deixei teu gosto, teu cheiro e as certezas de um mundo inteiro que apenas eu fiquei a esperar.

domingo, 28 de outubro de 2018

O dia mais triste

Disparos! Serão foguetes ou tiros? Nos desmancham, te desmancham, me desmancham e marcha a nossa dor preocupada como soluço mudo no vácuo antes negro agora tingido de vermelho, do meu sangue, do teu sangue, do nosso sangue. Matamos o grande mal que atingiu esta nação e terminamos por nos aniquilar sob o peso da arma de fogo, do punhal, da nossa perda vergonhosa e vexatória, da nossa doença que como verme caminha na pele. Pai, pedem eles, perdoai as nossas ofensas assim como temos perdoado aqueles que nos tem ofendido e não nos deixes cair em tentação, mas livrai-nos do mal.

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Palavras em branco

Ainda que eu relute para deixar ir 
as memórias que insistem em se grudar a mim, 
é necessário abrir assas e partir. 
Neste mundo não haverá alguém para amá-lo mais do que eu amei, 
 neste mundo não haverá alguém que eu ame mais 
e estas deverão ser a últimas palavras que eu direi sobre você. 
Coração quente, lábios gritos. 
Primeiro beijo em setembro
ultimo em novembro. 
E em outubro eu deixo ir. 

terça-feira, 16 de outubro de 2018

Ainda!

Eu não quero mais gostar do mundo, só de você. Te abraçar e ficar com as nossas lembranças do que não vingou. Trás teu sopro de vida de volta e caminha em m'alma como se tudo que precisássemos fosse do momento aqui. Sonhei sobre os modos como nos encaixaríamos e acordei me lembrando que já não encaixamos, que a distancia é um vilão que o teu amor levou. Culpo o universo, mas não há nada a culpar, os caminhos seguem e as estradas são velozes, ainda assim eu quero te amar mesmo escolhendo deixar para lá, te prender no tempo e não soltar o nosso novo confinamento dos momentos em que sorri e você me tocou. Os ponteiros congelaram no peito, mas lá fora o dia clareou. Eu escolhi ficar e alguém escolheu partir, não deveria haver nada a lamentar, mas neste sentido algo ficou partido, incompleto se quebrou em mim. Sem ninhos os sentimentos que senti por ti vagaram em busca do dono e causaram um dano. Mas... Ainda te amo!


domingo, 23 de setembro de 2018

Amor por tudo que é, e por tudo o que sou quando estamos juntos. Amor não só por uma parte, mas pela coisa toda. Amor que transborda que enche e preenche todas as fissuras, ranhuras.

sábado, 22 de setembro de 2018

Virá a primavera, o verão, o outono e o inverno de baixo desta luz azul crescente e iluminando ao redor. Topázio a nossa alma, rubi o nosso coração, que as esperanças sejam ouro e o teu sorriso esteja em mim como um lago carmesim. Deixe teus sonhos flutuarem em cima do mar sereno, recolha as preocupações e acione as velas e o vento irá soprar antes mesmo de notar. 

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Sou pequena e não entendi que seu amor resolveu me deixar, preferia que houvesse me matado a me deixar sozinha para sofrer as consequências do nosso pecado. Alguns caminhos se quebram antes de chegar ao fim da curva e se estraçalham além das linhas brancas de giz marcadas pelo chão. Seu cheiro, seu gosto e tudo que me lembra que preciso esquecer ficou em mim como uma marca indissolúvel presa a minha garganta a me sufocar. Que me sufoque, que me sufoque até as ondas do mar decidirem me carregar. O que ficou para trás, para trás ficou. Flores, desabores, desamores, desgostos. Eu esperei pela vida, mas ela não esperou por mim!

quinta-feira, 13 de setembro de 2018

Nascemos para morrer como as folhas despencando das árvores durante a primavera, nos tornar um borrão e pó soprado pelo vento.

quarta-feira, 22 de agosto de 2018

Depre...

Sinto meu mundo ruir e com ele minha vida e alma pequena e insignificante na dança magistral da existência que nos assola, engole e consome. O medo que antes era um senhor pequeno e velho fez morada e hoje é vizinho frequente que atravessa sem bater a porta. Mergulho em tudo que não era para ser mergulhado, me afogo e afogo sem enxergar além do azul escuro, do negro. Me encolho ainda mais na minha mesmice e já não escuto os chamados insistentes de fora.  Me deixe! 
Não me deixe!                                   A B C D E F G H 

terça-feira, 21 de agosto de 2018

Ama.

Segue sendo uma memória, como fumaça que surge de repente, mas aos poucos se evapora para não deixar muito além de uma sensação estranha de ausência. Me embrulha, te embrulho, nos embrulhamos! Se ama a lembrança, não se ama o ser? Se ama o que ele representou, não o que ele é? Se ama a ilusão, não a realidade tangente? Se ama...? Ama?

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

Sinto sua falta!

Vou sentir sua falta todas as vezes que olhar para trás e ver sua sombra se desfazer na dimensão do tempo. Sentirei sua falta quando olhar os meus recortes e ver o teu como que ausente ou disperso. Vou sentir a sua falta em todos os pequenos detalhes da vida vibrante que nenhum de nós leva. Vou sentir sua falta quando tentar encontrar teu rosto no rosto alheio e mais uma vez me enganar na ausência de devaneios. Sinto sua falta em todos estes dias que não está e até mesmo naqueles em que em dado momento esteve e segue sendo meu eterno desejo pungente, a parte de mim que sente, as mãos frias, o coração quente.  

Flores murcham com os dias, a primavera se foi a muito tempo, o outono se despede e o inverno não trás alento.

Maktub...

O sopro do vento trás o seu cheiro, seu beijo, seu gosto e tudo o que ainda não provei. O laço do destino se prendeu em nossos tornozelos e um de nós teve que cair. Que vermelho seja o nosso destino, que vermelho sejam os nossos lábios mesmo quando não se beijam, que vermelha seja a lembrança impregnada na minha cama e no meu sofá e nos sorrisos um dia roubados que voltarão a brilhar.

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Jurei ter visto você, durou apenas um segundo e passou, mas eu jurei ter visto. As vezes o cérebro é traiçoeiro e quer trazer a tona tudo o que ele mais quer. Naquele campo hoje, eu jurei ter visto você. Quando olhei para o céu azul com nuvens de algodão macio sopradas pelo vento forte e ainda até em meio a poeira vermelha e grudenta, eu jurei ter visto você. Em cada pedaço e canto que exista naquele lugar, você permaneceu, em todas as lembranças, em cada momento, aquele lugar sempre será seu, independentemente do tempo e espaço. Sinto sua falta, mas quando estou lá me aproximo novamente de você, ou de quem você foi e embora isto ocorra, me torno mais pesada, densa, o peito se aperta, as cenas se repetem e eu não posso deixar de lembrar... você!
                                                                                                                  Londrina, 29 de julho de 2018

sexta-feira, 20 de julho de 2018

Constantemente eu lutei para deixar ir, mas continua aqui queimando as cortinas do sétimo andar, o azar que vem para assombrar você e eu.

Nuvens cinzentas...

Que me desculpem pelos dias amanhecerem todos nublados desde que ele se foi. As nuvens cinzentas continham a se agitar ao som do vento e dos galhos secos das árvores no jardim. Ele esteve aqui e é como se nunca tivesse existido, ele não está aqui, mas é como se ainda estivesse. Há tanta poeira no ar que eu respiro que costumo me transformar em um turbilhão fotografando suas pegadas insistentes no chão. Não sorrio mais com a frequência com que costumava, mas o faço para dissimular e me enganar que a vida segue estando lá totalmente para ser vivida. Quero abraçar todos os travesseiros que algum dia ele descansou sua cabeça e acreditar que por um lapso do tempo, ele continua ali com o mesmo olhar sereno em seu rosto, mas mais uma vez resta apenas o vazio que a ausência causou bem lá no fundo dos abraços que eu não mais darei ou receberei no meu ser. Não há mais nada que eu possa dizer a não ser: Me desculpe por ainda sentir sua falta, me desculpe por você, e me desculpe por mim mesma e pelo mundo por estar constantemente cinza neste inverno seco em B.H.

sábado, 14 de julho de 2018

Deus, você tem escutado minhas preces ou minhas palavras são apenas folhas ao vento?

segunda-feira, 25 de junho de 2018

Our Page

A vida não para, para eu sentir minha dor, embora tudo o que reste seja o imenso vazio dos dias que não vieram. O sopro de vida não se cumpriu, uma profecia se perdeu. As luzes seguem iluminando o caminho poeirento, mas algo ficou atrás na dimensão sufocante do espaço-tempo. Deixo o vento tocar o silencio com suas mãos gentis e tragar as palavras não ditas para dentro de si. 




segunda-feira, 11 de junho de 2018

Pare de determinar o que sinto, as pessoas que eu beijo, os mundos que eu vejo, o vento que me toca, a luz que me nota. Pare de determinar minha existência quase inexistente presa a tua própria, como se tu fosses secretamente... 

Mando

Mando o mando  que caminha intragável. Mando o comando que alucina meus horários. Mando e canto: Se for para ser assim que se desfaça no ar como fumaça branca, pois de todos, sou eu o tolo!

O grande cenário.

Tenho medo! Sim, tenho medo. Medo de que a existência assuma o controla da minha vida, da sua vida e que não passemos de personagens em um cenário fictício e ilusório. Amargo o destino, amargo o caminho e o gosto dos meus lábios, o gosto do café que tomamos para insistir em estar parcialmente despertos para o show que nos aguarda. Abro as cortinas vermelhas e a longa plateia me olha, sinto que estou prestes a ter uma crise de nervos, tropeço uma ou outra vez, esqueço minhas falas, sou um boneco que alguém deve assumir o controle. Ao final, as cortinas se fecham e não há aplausos, nem vaias, há apenas o silencio intragável que asfixia até mesmo as minhas ultimas palavras quando enfim desisto e se vai meu ultimo suspiro. 

O nada e o que é maldito, malfalado e assombrado.

Não sinto nada, talvez porque eu seja um nada. Do nada vim e ao nada retornarei, pois nada é para sempre e nada é a palavra que define, o lugar que adquire, a pedra que rola da ladeira esmagando tudo que estiver em seu pequeno caminho. Convertida nesta existência assombrosa as sombras vem mais uma vez observar pela janela e escutar os gritos. Tudo se desfaz, tudo busca o seu fim, maldita seja a pulsão de morte, maldita seja as vicissitudes da vida, maldita a boca que beija e que escarra, maldita, mil vezes maldita a nossa existência. 

sábado, 9 de junho de 2018

Ossos...

Cante e me faça jurar que o nosso amor pode corroer os meus ossos. A integridade passou como um desconhecido perdido entre  nós, mas eu juro que se torna difícil me afastar. Cada suspiro pesado e a densidade do ar me arrasta para trás, eu apenas quero ficar. Pensamentos são confusos, as vezes eles só vêm mesmo para dificultar estes processos esquisitos que a vida diz serem naturais. Fantasmas se perdem mesmo sem se tocar, no nevoeiro encantado em um país de alucinações, me perco, não vejo. Sou cego, não importa para onde eu queira olhar, não posso ver seus passos tingindo o chão. Foi só a chuva, ou tudo está alagado com as lagrimas que deixamos escorrer logo atrás? Fragmentos e cacos de vidro cortam a pele sem hesitamento, mas espero que ainda possa sorrir mesmo quando o sol não iluminar o seu céu. Quando ficar difícil demais, se agarre forte e eu prometo que não poderei te soltar. 

I love you, Sayonara

Vou me partir em pedacinhos, recolha um e me leve a qualquer lugar. 
O vento bate e eu quero abraça-lo até ele me acalmar.
Sopre sobre mim, me deixe sentir que há uma razão para estar assim.
Torno a me quebrar, não acho que cola de bastão irá me curar.
Arvores de cerejeiras balançam como se fossem se despregar
Sakura diz que a sua casa irá tornar.
Como boa filha, junto a terra quer se misturar.
e eu me pergunto se é assim também,
que eu devo me tornar.

quarta-feira, 30 de maio de 2018

Ainda há tanto para dizer, mas eu prefiro não dizer agora, mas saiba que você é a parte que jamais irá embora de mim. Eu vou lutar para tentar te deixar, mas sabemos que eu sigo desperdiçando tempo e energia, pois o rio sempre corre para o mar, e eu sempre vou conseguir achar um jeito de chegar até você.  Com um balanço pendurado nas nuvens, posso ver as montanhas daqui e não, isto jamais será fácil, como resistir a vontade catastrófica de botar tudo a perder? Me deixe gritar que sim, sim... Eu sempre vou deixa-lo vir até mim. Se o amor é assim, tome-o ou jamais saberá que já não há mais caminhos a seguir. 

sábado, 26 de maio de 2018

Sinto...

Droga, eu sinto sua falta. Cada vez que digo isto é como levar um soco no estomago, ou um tropeção no piso, pois sentir sua falta já não é uma escolha, é sobre o remordimento e sobre o que eu não posso ter no momento, e sabe, isso sim é uma fodida droga. Não há nada que eu possa fazer sobre isto, não há como aniquilar isto, não há como diminuir isto, apenas parece maior e maior como uma erva daninha crescendo e criando raízes em território fértil. Parece doença, mas é só você. Parece que estou sufocando, mas é só você. Parece que estou entrando em combustão, mas é só você. Parece que quero chorar, mas no final é sobre se acostumar. Eu poderia te dizer isto todos os dias, todas as horas e todos os minutos, mas sabe, nós dois sabemos que eu jamais irei fazer. Sou a única que parece que irá tropeçar nos próprios pés, mas droga, eu fudidamente não vou fazer. Talvez eu não mereça isto, talvez você não mereça isto, mas quem disse que o amor e a falta é sobre merecimento ou não? Não estamos em uma disputa por um troféu no final, eu e você sobre quem é mais correto ou mais errado, sobre quem receberá as glórias no final,pois não há glórias no final, só há o que conseguimos fazer. Sabe, foda-e isto, eu só preciso dizer o quanto eu sinto... 

segunda-feira, 21 de maio de 2018

Mais...

Devíamos ter sido mais doces, mais amáveis, mais abertos, mais pacientes, mais queridos, mais alegres, mais maduros, mais amigáveis, mais cheios, mais confiáveis, mais profundos, mais verdadeiros, mais entregues, mais espontâneos, mais... eu e você. 


Hoje eu que escutei que a vida é apenas um sopro, passa tão rápido que talvez seus olhos não possam ter focado nela. Funciona como as batidas de asas de um beija-flor, como um cometa riscando o céu ou ainda como uma onda no mar revolto. Será que perdemos aquele momento?



domingo, 6 de maio de 2018

Sigo te vendo toda vez que cruzo a rua pavimentada tão movimentada. Ainda posso vê-lo parado ao longe com expressão serena olhando em minha direção. Ainda posso vê-lo em cada pequeno cometa que se perde ao entrar na orbita da Terra deslizando na superfície escura me fazendo novamente renovar um velho e torpe pedido aos Deuses de algum lugar desconhecido. E por fim... Eu te vejo... te vejo em cada ferida aberta que deixaste como se jamais pudesse novamente se cicatrizar.  

Pedido público de desculpas a aquele que se interessar.

Novamente a dor... A velha e familiar dor que se transformou em incomoda companheira de quarto. Espero em algum momento poder despeja-la, mas pelo momento ela parece ter pago o aluguel de forma antecipada. 
Peço-te desculpas por não ter sido o bastante. Peço-te desculpas por não ter chego antes. Peço desculpas por não tocar-te verdadeiramente. Pelo desculpas por todas as palavras não ditas e inclusive as ditas, eu estava apenas caminhando na nova sensação como um bebê de berçário descobrindo o novo. Peço desculpas pois desta vez hei de me ausentar, não porque não o ame mais, não porque não o queira mais, não porque de fato eu queira verdadeiramente, mas porque não posso aceitar que eu  e você só possamos nos machucar uma e outra vez buscando vingança onde ela não deveria existir.  Pago o aluguel e escolho ficar embora tenha companheira de quarto, sei que é temporário e com o tempo ela irá se ausentar até por fim se afastar para não aparecer na soleira, ou toda vez que olho pela janela.

O vaso

O pequeno vaso se espatifou no chão. Os pedaços grandes tentaram colar, mas os pedaços que se tornaram fatalmente pó perdidos na imensidão da vida desajustada, estes jamais retornarão a pertencer ao seu objeto. 

domingo, 22 de abril de 2018

Todos as razões para esquecer

Ainda olho com mais frequência as fotos que você sorri, pois é como se estivesse sorrindo mais uma vez para mim. Há ausência, mas a necessidade é traiçoeira e persistente, nos faz duvidar até da nossa capacidade de duvidar, nos coloca em um jogo infinito sobre o que é real e o que não é, o que foi e o que não foi, como foi. Realmente, como foi? Pergunto porque as lembranças se embaralham na cabeça causando uma tremenda enxaqueca e ai vem as palavras tentando dar sentido há aquilo tudo que outrora sentimos. Dá pesar, mas quem nunca passou por isto, quando o seu amor por aquela outra pessoa simplesmente não é suficiente? Não existe amor em solitário, o amor precisa da figura a qual se direciona o afeto e precisa que esta pessoa o faça crescer dentro de ti como erva daninha que vai subindo e se grudando as nossas paredes até parecer que estamos completamente tomados. Amor é sobre correspondência, pois amor não correspondido deveria ser doença. Agora me encontro enferma? Quem saberá? As vezes sinto um sintoma estranho aqui e ali e principalmente esta coisa persistente sobre querer enquadrar e colocar dentro de uma caixinha tudo o que nós fomos um para o outro e até aquilo que não fomos. Será mesmo doença? Sei que é besteira, afinal como se faz isto? Talvez precise de uma ultima conversa, aquela que coloque um ponto final em tudo de modo que se sinta que não há volta atrás, mas... Eu quero... As vezes apenas que haja volta atrás. Estamos apenas fugindo um do outro para não dizer que terminou, pois terminou, não foi? Seria mais fácil que estivesse aqui em frente a mim e que eu pudesse te olhar nos olhos e sentir que se foi aquela coisa absurda que me impelia em direção a você e que você também pudesse sentir, pois se me disser que não pode sentir então eu aceito e digo que desta doença também estou me livrando, mas a vida... Ah a vida... Ela é complicada, além da distancia emocional, também estamos distantes fisicamente, mesmo que eu queira por hora apenas não nos alcançamos. E assim dentro de todas as razões para esquecer fico um passo atrás e ainda não esqueço o quão bonito foi eu e você!


No hay palabras...

No hay palabras, 
nunca han habido palabras 
mientras miro lo que éramos 
pero ya no lo somos
Me pregunto,
fue raro quererte tanto? 
Me pregunto,
te dolió tanto?
te dolió tanto cuanto me duele? 
Recuerdas un rato que sea nuestras sonrisas? 
También piensas as veces que todo fue una mentira?
En momentos de desesperación te convences de que te amo
como me convenzo de que me amas?
Mira a la ventana de noche
creyendo poder ver una señal que sea que diga: 
que me perteneces y que yo,
yo siempre te he pertenecido
Lo que es tuyo tarde o temprano volverá.


sábado, 31 de março de 2018

O mundo é tão colorido quando está, mas porque se torna cinzento quando se afasta?

domingo, 25 de março de 2018

Páginas em branco!


— Oiee. — Ele diz, do mesmo modo casual de meses atrás, do mesmo modo casual de quando éramos. Sinto meu coração palpitar um pouco mais rápido. Faz algum tempo!
— E ai? — Tento soar do mesmo modo, como se as coisas ainda fossem daquele jeito, mas muita coisa mudou em mim e lá fora também. As folhas de outono cobrem as ruas e me dão um trabalho danado no quintal despencando como chuva torrencial. Olho pela janela o céu mais acinzentado que o normal que prevê um dia razoavelmente frio.
— Saudades! — Apenas isto, apenas isto e tudo retorna ao seu antigo lugar e eu sei que não poderia me afastar.

quinta-feira, 22 de março de 2018

Quería decirte...


Quería decirte que me gustas
Quería entrelazar mis dedos en tus dedos
Quiero entrelazar mi vida a tu vida
Que seamos como intensas estrellas perdidas
Buscando una fiel destinación en nosotros dos 
Mira el cuanto tremo al mirarte
Pareces que ya no estas, como que ausente
Dile a mí que se siente
No me dejes sola en la oscuridad
Pues tu sonrisa es la cosa que quiero tocar
Mira, mira que ay viene una pieza de polvo estelar 
Cerrare los ojos e pediré a Dios 
Que me dejes y que te dejes quedar
Todos los días y algunos más 
Cerca tu pecho, cerca tu corazón, cerca tus manos,
Cerca la dimensión de nuestros sentimientos 
Cerca del amor que es como llama y arde lento dentro del pecho.



domingo, 4 de março de 2018

É tão bonito, é tão triste, parece que vai se desmanchar quando o primeiro vento soprar.
É tão verdadeiro, é tão singular, parece que não foi feito para em rios turvos navegar.
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Queria no oceano que formei aos meus pés com lentidão me afogar.
Queime as lembranças em uma grande pira, ninguém irá se lembrar.

Leis do gostar...

Ainda que eu nada soubesse sobre as leis do gostar,
gosto com angustia, gosto com desespero derradeiro de que não vai voltar.
Eu sei que tudo é passageiro por isto eu tenho medo de nesta vida não mais te encontrar,
e há tempos que tenho pensando que o que é verdadeiro  não deveria acabar.
Minha tranquilidade não existe mais, sumiu.
Será que é verdade, nos calaremos no fundo de um rio?
Se tivesse assas douradas mergulharia em seu ser,
mas me quedo amuada observando o céu anil. 
Quem sabe além da morte te encontre com um sorriso no rosto 
e a promessa de que os campos serão mais verdes ao menos em abril.

domingo, 25 de fevereiro de 2018

Palavras de chumbo afundarão na imensidão do meu ser.

Palavras são pesadas, seja ameno quando as usar
Palavras são pesadas, seja sereno quando as utilizar
Palavras são pesadas, diga com cuidado para não assustar
Palavras são pesadas, é o seu caráter que está a provar
Palavras são pesadas, nunca diga menos que a verdade, 
pois a mentira ninguém deve ter de suportar
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAABAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHAAA

Todas as razões para ficar e partir

Poderia continuar olhando o seu rosto até que os primeiros sinais de rugas surgissem no canto dos seus olhos escuros como linhas de batalhas difíceis. Aquela pequena parte do cristal que se quebrou e espatifou dentro de mim volta vez ou outra para arrancar suas faíscas vermelho escarlate, mas eu sigo olhando de perto com medo que algum dia desapareça a minha frente e não haja nada a se fazer. Ainda que do lado de fora os primeiros flocos de neve caiam sobre cerejeiras rosadas fora de época eu aperto meus braços com força ao meu redor para me certificar de que eu também sigo aqui e que todo o de antes segue em mim. Todos os motivos que tenho para partir são os mesmos para ficar. Tento mover meus pés para frente, mas eu apenas quero retornar ao mesmo ponto de onde nós ficamos congelados naquele dia de lua flutuante, desta vez segurar sua mão forte e ignorar as vozes na minha cabeça que me diziam para me afastar, pois este é o único lugar onde eu realmente quero estar.  Me dê razões para continuar, me dê razões para não me desmanchar, me dê razões... e eu sei que vou ficar. 

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Apenas talvez...

Talvez eu goste da tristeza, talvez é por isto eu tenha aceitado ficar para trás. Alimentar o ego fragilizado é apenas diversão como a criança doente da família. Queria ser boa em me satisfazer apenas com a concepção da sua existência, mas apesar de todas as palavras gastas nenhuma preenchera a grande esfera das nossas memórias falidas. O nosso foi como queimar de dentro para fora, como combustão espontânea fruto da insensatez juvenil. Quem sabe um comprimido tenha o poder de curar toda a desilusão lacerando as paredes do sujeito e do objeto, basta ter um pouco de fé. 

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Ventos de mudança...

Não há palavras, nunca houveram palavras, há apenas o silêncio, eu e você. Meus dedos não alcançam a superfície da sua pele queimada, e tudo, realmente tudo o que sinto... Isto jamais poderá te alcançar. É um caminho perturbador, com curvas e não se pode olhar para trás, mas tudo bem se o fizer por um momento, eu ainda estarei para vigiar seus passos presa a incerteza de algo destinado a se extinguir e se transformar em cinzas, Então que seja, ainda que a esperança seja a pior das irmãs a se confiar, de cinzas talvez algum dia retorne como fênix assim que os ventos de mudança soprarem do leste. 

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Girassóis...

Ouvi falar que os girassóis se movem quando você passa
e no fundo eu acho graça,
quase canto uma serenata 
que é pra te mal dizer

Sorrir.

Há muito dias para se sorrir sem dar voltas, nos outros estou pensando... pensando... estou pensando sobre você e o mundo lá fora que por um momento poderia ter sido brilhante. No meio da noite é acordar pensando sobre abraços... abraços que não chegaram ao seu destino, que morreram antes de atingir a borda da realidade irreal quebrada no horizonte.  Tomando um comprimido ou dois com um gole de água e... esqueci você, sinto o embrulho no estomago para perceber que apenas não... Não agora. Não é como se eu não pudesse viver sem você, é como se eu apenas não quisesse, mas desta vez eu vou estar do lado de fora quando o pôr do sol chegar e banhar a minha pele em seus raios laranjas sentindo aquecida antes da despedida. 

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Oração a Deus...

Todas as nossas lembranças serão colocadas em um lugar a salvo de todos os animais que o quiserem devorar mesmo que a carne definhe, pois todos sabemos que a mortalidade é a maior provação. Que os sábios não se tornem meus inimigos de sangue, ainda que os seus fantasmas volta e meia surjam para me atormentar. Não quero também andar na escuridão, ainda que ela preencha cada fresta e lacuna dessa imensidão. Que seja a bondade de Deus a me proteger nos caminhos mais ingratos que eu quiser percorrer. Que o amor seja o nosso único guia e a verdade a luz que ilumina e resguarda o nosso coração. Ainda que sejamos apenas um grão de areia na praia que possamos viver com dignidade redobrada e deixar o nosso quinhão de colaboração para que o sol saia de trás das nuvens e retorno ao seu posto sem nuvens, sem confusão. Que ao final de nossas vidas retornemos as águas do oceano de onde surgimos e voltemos a fazer parte de tudo o que é, tudo que foi e tudo o que será, atingindo a consciência maior que estamos destinados a atingir.


terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Xian

Havia um lago congelado na província de Shaanxi em Xian que congelou a ponto da vida se tornar completamente inexistente nele, tudo o que um dia foi no outro já não era. Havia muito o que os moradores quisessem fazer por ele, mas nada poderia ser feito, eles apenas aguardaram pacientemente as 6h dia após dia, na esperança que o sol voltaria. 

Desative...

Me desative da sua vida, me desative de você, me faça querer esquecer, me faça desgostar de você, me faça odiar você, me faça... Já não há muito a perder.

Vontade de fumar.

Olhar para você me dá vontade de fumar um cigarro, não que eu gosto de cigarros, pois eu apenas gosto de você, só não há muita diferença entre você e fumaça, ambas querem desaparecer, ambas parecerem erradas e me fazem querem entorpecer. 

Queria.

Queria amar você menos.
Queria querer você menos.
Queria tanta coisa que acabo me esquecendo.

A cidade vazia.

A cidade vazia adormece antes do tempo, a cidade vazia chora  lá fora sobre o solo humidecendo a vida que há de brotar. Pequenas joias de pesar brotam entre a calçada, verdejantes alçam voo rumo ao céu, amor impossível que desejam alcançar. 


Puxe, corrompa, cuspa, cante, encha, preencha, abandone.

Puxe meus braços até se desprenderem do meu corpo.
Puxe todo o resto de sanidade escorregando pelo esgoto.
Corrompa a minha boa vontade com palavras amargas profetizadas.
Corrompa minha dignidade com palavras amaldiçoadas. 
Cuspa sobre a minha tristeza exagerada.
Cuspa sobre toda a massa esfera fulminada.
Cante vitória antes do tempo.
Cante sobre o teu rebento. 
Me encha com o teu sentimento inexistente.
Me preencha com algo que seja latente.
Me abandone sem dizer qualquer palavra
Me abandone como se apenas não significasse nada,
aquilo que um dia tanto significou.