Queria voltar ao nosso primeiro beijo um milhão de vezes como em um vídeo de reprise quando os espelhos não estavam quebrados, quando eu não estava quebrada, antes do seu sorriso absurdamente branco, e suas costas tão firmes nas minhas mãos.
terça-feira, 29 de setembro de 2015
Festa estranha e com gente esquisita...
Eu não poderia imaginar o que aconteceria naquele dia quente, de algum mês que não lembro, naquela festa casualmente ruim, casualmente boa, cercada dos meus amigos e de pessoas conhecidas que não importam. Você se lembra? Realmente se lembra daquela banda que levou mil anos pra arrumar o som e quando tocava não prestava nem um pouco ou do modo que eu olhei pra você pela primeira vez, e eu disse para os meus amigos: Não estou a fim, quero apenas curtir? E eu queria, queria dançar aquela musica ruim, gritar alto no meio do som da guitarra desafinada, fazer piadas estúpidas para os meus amigos enquanto olhamos um par de gente bêbada fazendo coisas estúpidas.
A verdade é que eu nem queria ir aquele dia, eu apenas queria ficar em casa, com meus filmes e meu silencio. Eu e apenas mais eu. Seria mais certo não é? Mas por que eu levantei da minha cama e resolvi que ia? Por que raios os meu amigos tinham que me empurrar pra você, quando eu queria apenas me divertir e eu sentia que com você não seria divertido?
Você sorriu explodindo o mundo em inúmeros pedacinhos pequenos e toscos com aquela sua conversa fácil, sobre vida, sobre assuntos não importantes e quando minha guarda estava baixa seus lábios se grudaram aos meus e não importava a musica ruim, o lugar ruim, as pessoas, apenas o toque das suas mãos em mim. Talvez eu tenha esquecido que existiam as outras pessoas, você sabe, as vezes acontece, mas eu não consegui-a tirar as minhas mãos da sua espinha vertebral. Me explica porque eu gosto tanto daquele lugar? Mas então você tocou baixo demais, e foi errado, eu apenas me encolhi e você sussurrou um: "Desculpe!" No meu ouvido e estava tudo bem. Acho que estranhou que eu tivesse um corpo tão sensível a toques, e é claro que questionou. Mas você sabe, eu apenas era assim.
Como eu não soube que eu poderia verter rios de lágrimas por você, como se eu fosse uma cascata quando eu era só uma estúpida menina mexendo com fogo? Em algumas semana veio o silencio entre nós e tudo era apenas tão estranho que eu não quis mais falar com você. Depois vieram as estações do ano, um ano terminando, outro começando, depois no meio e então lá estava eu e você naquela festa estranha novamente, com musica ruim, que desta vez não estava tão ruim, eu nos braços de outro que era mais bonito que você (e que eu não dava a mínima) e você nos lábios de outra garota que eu rezava a Deus e todos os santos para que você não desse a minima também. Dei o braço a torcer e sei agora que vou me quebrar de vez, e desta vez será mais doloroso, verdadeiro e absurdo. Eu posso sentir, então por que não paro?
domingo, 27 de setembro de 2015
Pessoas falham...
Palavras falham quando a mente está intranquila. Pessoas falham quando seus corações estão perdidos. Dedos crepitam e falham quando não sabem o que dizer a ele. Palavras faltam, silencio sobra e na canção da redenção alguém pede perdão. Todos sabem que é difícil saber o que ele quer dizer quando não diz, todos sabem que é difícil saber o que eu sinto quando eu não digo. Talvez no final só aja fantasmas e poeira bruta, coisas pra se lamentar, coisas que ninguém quer saber e o maldito cigarro da meia noite.
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