sábado, 26 de novembro de 2011

Lamento...

Estou inflamada, é que, devo dizer que ocorreu sim, assim desta forma e perfurou um pouco acima do céu com um grito agoniado de espanto. É que não se esperava, mesmo tendo consciência de que mais tarde aconteceria, o que de fato sucedeu. Houvesse gemidos, e uivos e batidas e o vento a açoitar o teu silencio misericordioso mesmo quando já havia dito algo. Estremeci ao ver que sua mascara derretia entre meus dedos, como choro de chuva bélica, já não te restava e a mim tão pouco que convulsionava o nome que já não te pertencia. Porque é isso, eu e o teu não ser. Implorei que me deixasse ficar, e no final se fixou em minhas falhas    que nada tinham a ver com a história, mas que gemeram quando foram chamadas a tona. E lamentamos, lamentamos tanto no chão sujo de poeira e cinzas vulcânicas. Lamentei, lamentei por não ter visto o final nas linhas antes do começo, ah sim, eu lamentei.

sábado, 19 de novembro de 2011

Pare de ser o sol da vida, me empurrando para baixo com teus sorrisos desencontrados, que não são sorrisos. Pare de ser aquilo, aquela razão, aquela coisa me tragando pra dentro de algum buraco escuro.
Pare de ser vício inconsequente nauseante, que me diz fique em mim.
E mais uma vez por favor pare de se arrastar como um vírus dentro das minhas veias inflamadas, tão cansadas, por não te ter mesmo tendo muito mais fundo.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Adeus

Me diga um desses adeus imperdoáveis, se escondendo por trás da sua sombra, ameaçando desabar, rasgar os primeiros botões e gritar.  Me diga, que essa falta não faz sentido, que foi amor fingido, curto demais. Lembre-se daquele trilho debaixo, muito mais abaixo a te empurrar acima das nuvens com um gemido incontrolável. Não toque mais nas lembranças, deixe-as finas escaparem por seus dedos em uma cortina de fumaça densa, pesada, vagar para longe dos seus olhos marejados, cansados. Perdoe a minha ausência, sem ausência alguma, por não ser pássaro a te esperar adiante sorrindo. Deixemos, mais uma vez deixemos. Por estar partindo sempre. E sei que acenamos juntos para o céu que chorava desesperado, quieto, soturno esperando a tua volta que nunca seria.

domingo, 13 de novembro de 2011

Produto do acaso

Escorava-se a parede com um cigarro entre os dedos e uma serpente nos olhos. A fumaça lhe beijava os lábios em tentação mórbida, te amaldiçoava, te engolia, para mais dentro, suave, suave, se escondia. O frio gélido das nuvens a sussurrar o teu perfume intragável com cófs cófs cansados. Quando iremos dizer que isto não está bem?

domingo, 6 de novembro de 2011

He say, he is





Now he say:
This is a moment for the war, but my mind rest in peace
He is a children but your hands are stained with blood
In your eyes burning the wounded bird
he say:
Yes and now don't cry my sky lit.

Apague as luzes e me deixe beijar o escuro.