São tantas as pegadas no caminho que as flores se desvanecem e caem queimadas ao chão.
Um dia pensei ser igual a maioria, tinha olhos caramelo. Agora olho para trás e vejo a escuridão que se rompeu sobre minha alma, não tenho olhos, tenho sim mentiras, tenho mentiras que os outros contam, mentiras que roubo.
Tentam a todo custo descobrir como o mundo surgiu, mas ninguém procura a explicação do porque a solidão se abateu sobre nossas cabeças. Não dizem, olhando para trás: Ey, eu estou ali segurando aquele cadeado você não vê?
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
domingo, 17 de outubro de 2010
Passado, passado que não volta
Como se nossas fotos se apagassem na primeira tempestade. Ainda lembro do gramado verde passar depressa em baixo dos meus pés, da escada que eu pulava, do vestido amarrotado, e das fitas de cetim.
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
se eu disse-se, se eu pensa-se
E essa dor que há no peito?
Que estraçalha e devora a alma
Que me transforma na mais decadente das canções
que ninguém jamais cantou
E se algum dia eu me disse-se que há jeito?
embora não caiba nesta palma
Eu devoraria minhas sensações
Pois disse que nos rimaria, e não rimou
De olhos profundos
findos no mar
que me leve as reminiscências
perdidas e entorpecidas no ar
Há verdade é que há dores incuráveis
Que de vez em quando me fazem gritar
Mesmo que o mundo não pare de girar
e constantemente eu sinta náuseas, quero vomitar!
Que estraçalha e devora a alma
Que me transforma na mais decadente das canções
que ninguém jamais cantou
E se algum dia eu me disse-se que há jeito?
embora não caiba nesta palma
Eu devoraria minhas sensações
Pois disse que nos rimaria, e não rimou
De olhos profundos
findos no mar
que me leve as reminiscências
perdidas e entorpecidas no ar
Há verdade é que há dores incuráveis
Que de vez em quando me fazem gritar
Mesmo que o mundo não pare de girar
e constantemente eu sinta náuseas, quero vomitar!
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
Piadas
Seriamos todos uma piada?
Suplicando por verdade
Suplicando por velhas mentiras
Cantando canções velhas
Escolhendo cadarços
Com qual você irá me prender desta vez?
Pequenas piadas
Que se consomem na esperança de um novo dia
Minúcias, piadas de Deus
Suplicando por verdade
Suplicando por velhas mentiras
Cantando canções velhas
Escolhendo cadarços
Com qual você irá me prender desta vez?
Pequenas piadas
Que se consomem na esperança de um novo dia
Minúcias, piadas de Deus
domingo, 19 de setembro de 2010
Eu e o silêncio da noite
Capítulo 2
Puxar para baixo, rasgar, morder, derrubar. Apenas velhos conceitos. Quando se está em cima, não quer estar em baixo, mas quando está em baixo quer estar em cima. Hierarquias. Tudo se trata de Hierarquias.
Quando era criança adorava caixas de papelão, eu as pegava no supermercado ou em alguma vendinha próxima e as levava para o jardim de casa. Elas precisavam, ser realmente grandes. Eu fazia buracos dos lados para as janelas e cortava portas com o canivete que roubara do meu pai. Pegava vassouras e lençóis velhos para fazer a fachada. Eu ficava lá durante horas, ninguém nunca se deu conta de meus sumiços. Eu inventava jogos, fazia pequenas guerras com bonecos que eu pegava dos garotos da escola quando estes estavam distraídos, ou quando se cansavam deles, bem eles enjoavam dos brinquedos, não poderia dizer que era uma espécie de furto, não era.
Meus pai gastava todo o dinheiro que tínhamos. Minha mãe fora aposentada por invalides quando sofreu um acidente de serviço caindo de uma escada e fraturando seriamente uma das mãos, por isso ela não conseguia fazer serviços pesados. Tínhamos os dias com dinheiro, onde comíamos rasoavelmente bem, e os dias sem dinheiro, no qual não possuíamos nada ou quase nada para comer. Para matar a fome eu ia até a vizinha, uma idosa de 60 anos mais ou menos, ela vivia sozinha, o marido havia morrido a muito tempo e os filhos não a visitavam com freqüência. Ela fazia bolos, tortas e pães como ninguém e parecia realmente gostar de minha companhia.
Com dez anos, três fugas de casa, e duas expulsões de escolas no currículo, eu partia para aumentar os números.
— Vá para o inferno imbecil.— Gritei. O pequeno bando de Marcos se alvoroçou ao meu redor, eles eram seis anos mais velhos que eu. As cartas estavam na mesa:
a) Ter o rosto partido ao meio e ter de mudar o nome enquanto fujia de casa.
b)Não bancar o espertinho e pagar o que devia.
Não, eu não era mal nas cartas, eu era incrível, roubando ou não, mas era muito pouco prático, tinha um grande ego e pouca cautela isso me tornava um estúpido tapado.
— Você vai pagar o que nos deve.— Gritou Marcos fechando a mão em punho.— Você roubou nas cartas, pequeno ladrãozinho, verme maldito. — E daí que eu havia roubado naquelas malditas cartas? Eles também não roubavam? Leis iguais para todos. A verdade era que eu apenas queria impressionar os idiotas para pertencer ao seu maldito grupinho mas descobri tarde demais que eu era apenas um lobo solitário. Isso significava não bancar o palhaço retardado para os maníacos esquizofrênicos.
Puxar para baixo, rasgar, morder, derrubar. Apenas velhos conceitos. Quando se está em cima, não quer estar em baixo, mas quando está em baixo quer estar em cima. Hierarquias. Tudo se trata de Hierarquias.
Quando era criança adorava caixas de papelão, eu as pegava no supermercado ou em alguma vendinha próxima e as levava para o jardim de casa. Elas precisavam, ser realmente grandes. Eu fazia buracos dos lados para as janelas e cortava portas com o canivete que roubara do meu pai. Pegava vassouras e lençóis velhos para fazer a fachada. Eu ficava lá durante horas, ninguém nunca se deu conta de meus sumiços. Eu inventava jogos, fazia pequenas guerras com bonecos que eu pegava dos garotos da escola quando estes estavam distraídos, ou quando se cansavam deles, bem eles enjoavam dos brinquedos, não poderia dizer que era uma espécie de furto, não era.
Meus pai gastava todo o dinheiro que tínhamos. Minha mãe fora aposentada por invalides quando sofreu um acidente de serviço caindo de uma escada e fraturando seriamente uma das mãos, por isso ela não conseguia fazer serviços pesados. Tínhamos os dias com dinheiro, onde comíamos rasoavelmente bem, e os dias sem dinheiro, no qual não possuíamos nada ou quase nada para comer. Para matar a fome eu ia até a vizinha, uma idosa de 60 anos mais ou menos, ela vivia sozinha, o marido havia morrido a muito tempo e os filhos não a visitavam com freqüência. Ela fazia bolos, tortas e pães como ninguém e parecia realmente gostar de minha companhia.
Com dez anos, três fugas de casa, e duas expulsões de escolas no currículo, eu partia para aumentar os números.
— Vá para o inferno imbecil.— Gritei. O pequeno bando de Marcos se alvoroçou ao meu redor, eles eram seis anos mais velhos que eu. As cartas estavam na mesa:
a) Ter o rosto partido ao meio e ter de mudar o nome enquanto fujia de casa.
b)Não bancar o espertinho e pagar o que devia.
Não, eu não era mal nas cartas, eu era incrível, roubando ou não, mas era muito pouco prático, tinha um grande ego e pouca cautela isso me tornava um estúpido tapado.
— Você vai pagar o que nos deve.— Gritou Marcos fechando a mão em punho.— Você roubou nas cartas, pequeno ladrãozinho, verme maldito. — E daí que eu havia roubado naquelas malditas cartas? Eles também não roubavam? Leis iguais para todos. A verdade era que eu apenas queria impressionar os idiotas para pertencer ao seu maldito grupinho mas descobri tarde demais que eu era apenas um lobo solitário. Isso significava não bancar o palhaço retardado para os maníacos esquizofrênicos.
— Eu não tenho dinheiro.— Reclamei encolhendo os ombros. Marcos coçou o queixo que mal tinha barba.
— Eí, está vendo aquela vendinha ali.— Ele apontou para um armazém de esquina.— Você vai entrar e pegar um maço de cigarros e algumas cervejas pra gente.— Os animais uivaram em sincronia.
Eu tremia da cabeça aos pés quando empurrei a porta de vidro e me concentrei no que tinha que pegar. O vendedor parecia me observar com desconfiança e me seguir com os pequenos olhos. Talvez fosse coisa da minha cabeça. Fingi estar distraido com alguma coisa, olhei para tudo, calculando. Vi as cervejas de longe, minhas mãos ainda tremiam e eu tive medo de fazer alguma burrada. Ajeitei a mochila nas costas que já estava parcialmente aberta com todo meu material escolar dentro e todo cauteloso joguei uma garrafa dentro da minha bolsa. Faltavam os cigarros, mas só vendiam no balcão. Ali estavam.
— Eu preciso de tesoura e cola pra um trabalho... E cartolina também.— Me apressei em dizer.
— Nós não vendemos isso aqui garoto.— Eu apanhei o maço e joguei-o dentro do bolso da minha calça jeans e caminhei em direção a saída.
— Ei garoto, devolva o que pegou.— Meu sangue congelou, e senti medo de minhas pernas travarem de medo, então corri, corri o mais rápido que pude, mais rápido do que pensei que pudesse correr. Esse foi o primeiro roubo.
Que fique claro que eu não roubava por prazer, as situações sempre me levavam a faze-lo. De uma forma ou de outra eu estava ali, e não estava. Não tinha nenhuma noção de tudo o que viria a acontecer nos anos seguintes e tinha medo de pensar sobre isso. Estava apenas perdido na selva de pedra que se formava ao meu redor.
— Ei garoto, devolva o que pegou.— Meu sangue congelou, e senti medo de minhas pernas travarem de medo, então corri, corri o mais rápido que pude, mais rápido do que pensei que pudesse correr. Esse foi o primeiro roubo.
Que fique claro que eu não roubava por prazer, as situações sempre me levavam a faze-lo. De uma forma ou de outra eu estava ali, e não estava. Não tinha nenhuma noção de tudo o que viria a acontecer nos anos seguintes e tinha medo de pensar sobre isso. Estava apenas perdido na selva de pedra que se formava ao meu redor.
domingo, 12 de setembro de 2010
Eu e o silêncio da noite
Capítulo 1
Se eu não estivesse fugindo tanto por tanto tempo... Mas, chega uma hora em que não há mais chances de se voltar atrás, não há redenção para "os perturbados". Não há migalhas de pão que me façam voltar ao caminho.
Não era uma história de romance, não creio que tenha a ver com amor, tão pouco me atrevo em chamar de pequena histórinha de ódios internos, não, não tinha haver com fugas continuas, mas talvez tivesse a ver com liberdade, a minha liberdade, a liberdade que eu não permitirei que me roubem ou usufruam dela sem mim.
Mamãe... Ora, mamãe e seu olhos perdidos. Quando ela encarava o céu, suas feições adquiriam cores mais pálidas que o normal. Eu não sei para o que ela olhava, ou o que via ao certo lá em cima ou lá em baixo, apenas sei que ela tinha aquele maldito jeito ausente que tanto me incomodou ao longo dos anos. Eu queria gritar, e xingar, fazer com que por uma unica vez ela me visse, não como o menininho calado, não como uma sombra, mas como seu filho, Kurt. Eu estava ali e não era invisível. Mas pensando agora, não haveria nada que eu pudesse fazer para mudar isso, as pessoas simplesmente enterram vivas umas as outras, sem caixão, sem cova, sem a poeira das pedras a tilintar na cabeça.
O "grande progenitor", meu "pai", era só o homem que não estava muito em casa, e quando estava eu preferia não estar. Ele era apenas o maldito infeliz que voltava bêbado para o "lar" e se debatia no chão como um peixe fora d'água, que descontava sua aflições na minha mãe e as vezes em mim. Eu queria arrancar sua vida com minhas próprias mãos, mas quando pensava nisso meu corpo inteiro se sacudia em uma convulsão incontrolável, não conseguia pensar direito, meu estômago remexia e eu queria vomitar no carpete fedido da sala de estar, ou melhor no carpete nojento do pequeno cubículo do trailer onde éramos obrigados os três a nos suportar. No final eu tinha medo do velho, um medo que me consumia os ossos, que eu não podia sequer pensar a respeito, eu pensei que não fosse aguentar... O teto sempre desabava de forma cruel sobe minha cabeça.
A escola nunca foi fácil, era a sobrevivência dos que melhor mandavam, dos leões enfurecidos, da matilha de lobos raivosos. O primeiro lugar em que se aprende como o mundo pode ser cruel, o lugar onde os rios se dividem e as fronteiras se alargam. Passar ou não passar? Eis a questão. Garotos estúpidos, brincando de ser pequenos Deuses.
Eu tinha 7 anos quando me apaixonei pela primeira vez. O nome dela era Nancy, e tinha cabelos castanhos, na verdade não consigo e me lembrar muito bem que como ela era, me recordo bem que ela dividia o cabelo no meio e usava maria chiquinha. Eu Puxava suas transas até que ela começa-se a gritar implorando que eu para-se. Eu não parava! Quero dizer, até a professora aparecer do nada e sair me arrastando para fora da sala dizendo que ligaria para minha mãe. Também foi com a mesma idade, 7 anos que eu sofri minha primeira desilusão amorosa. Em mais uma tentativa de chamar a atenção de Nancy, algo deu errado. Masquei e masquei vários chicletes cor de rosa formando uma imensa goma até que eles perdessem todo o doce. Cuspi-os na palma da minha mão e corri em busca de Nancy, quando a encontrei me esguerei por entre os brinquedos do parquinho e esfreguei a mão com a goma em seu cabelo, de alguma forma o chicletes espalhou para metade de seu cabelo e ela começou a chorar e berrar. Quando me dei conta um garoto, quase anormal de tão alto, que nem sequer deveria estar no primeiro ano apareceu, fazendo sombra no chão.
Meus sentidos gritaram: Perigo, perigo! Ele me agarrou e me colocou de cara de encontro a areia do parquinho, eu sentia o cheiro nojento de xi xi impregnado, entrando pelas minhas narinas, e a força que eu fazia para não engolir aquela coisa nojenta de pedrinhas. Eu estava lutando para me libertar, mas o brutamontes apoiava seu joelho gordo nas minhas costas, eu já estava com dificuldades de respirar, e sentia que seria o final, quando escutei a voz da professora estridente atrás dele.
— Solte ele Gregory.— Ela gritou e senti todo o peso sair de cima de mim. Estava me sentindo uma pasta de amendoim depois que um elefante senta em cima. Nem me mexia. A professora com toda sua "delicadeza" habitual me puxou para cima como se eu fosse uma mola. Não preciso dizer que fui expulso da escola, a primeira de várias expulsões, foi onde se iniciou o ciclo, ou talvez ele já houvesse se iniciado a muito tempo. Quanto a Nancy, disseram que tiveram que cortar seus longos cabelos que desciam até a cintura, bem em todo caso eu nunca mais a vi e se a vi não reconheci.
Mundo de lobos e demônios. Era só o começo. Quem eu era? Ora lobo, ora demônio, era a fama que me construía.
Se eu não estivesse fugindo tanto por tanto tempo... Mas, chega uma hora em que não há mais chances de se voltar atrás, não há redenção para "os perturbados". Não há migalhas de pão que me façam voltar ao caminho.
Não era uma história de romance, não creio que tenha a ver com amor, tão pouco me atrevo em chamar de pequena histórinha de ódios internos, não, não tinha haver com fugas continuas, mas talvez tivesse a ver com liberdade, a minha liberdade, a liberdade que eu não permitirei que me roubem ou usufruam dela sem mim.
Mamãe... Ora, mamãe e seu olhos perdidos. Quando ela encarava o céu, suas feições adquiriam cores mais pálidas que o normal. Eu não sei para o que ela olhava, ou o que via ao certo lá em cima ou lá em baixo, apenas sei que ela tinha aquele maldito jeito ausente que tanto me incomodou ao longo dos anos. Eu queria gritar, e xingar, fazer com que por uma unica vez ela me visse, não como o menininho calado, não como uma sombra, mas como seu filho, Kurt. Eu estava ali e não era invisível. Mas pensando agora, não haveria nada que eu pudesse fazer para mudar isso, as pessoas simplesmente enterram vivas umas as outras, sem caixão, sem cova, sem a poeira das pedras a tilintar na cabeça.
O "grande progenitor", meu "pai", era só o homem que não estava muito em casa, e quando estava eu preferia não estar. Ele era apenas o maldito infeliz que voltava bêbado para o "lar" e se debatia no chão como um peixe fora d'água, que descontava sua aflições na minha mãe e as vezes em mim. Eu queria arrancar sua vida com minhas próprias mãos, mas quando pensava nisso meu corpo inteiro se sacudia em uma convulsão incontrolável, não conseguia pensar direito, meu estômago remexia e eu queria vomitar no carpete fedido da sala de estar, ou melhor no carpete nojento do pequeno cubículo do trailer onde éramos obrigados os três a nos suportar. No final eu tinha medo do velho, um medo que me consumia os ossos, que eu não podia sequer pensar a respeito, eu pensei que não fosse aguentar... O teto sempre desabava de forma cruel sobe minha cabeça.
A escola nunca foi fácil, era a sobrevivência dos que melhor mandavam, dos leões enfurecidos, da matilha de lobos raivosos. O primeiro lugar em que se aprende como o mundo pode ser cruel, o lugar onde os rios se dividem e as fronteiras se alargam. Passar ou não passar? Eis a questão. Garotos estúpidos, brincando de ser pequenos Deuses.
Eu tinha 7 anos quando me apaixonei pela primeira vez. O nome dela era Nancy, e tinha cabelos castanhos, na verdade não consigo e me lembrar muito bem que como ela era, me recordo bem que ela dividia o cabelo no meio e usava maria chiquinha. Eu Puxava suas transas até que ela começa-se a gritar implorando que eu para-se. Eu não parava! Quero dizer, até a professora aparecer do nada e sair me arrastando para fora da sala dizendo que ligaria para minha mãe. Também foi com a mesma idade, 7 anos que eu sofri minha primeira desilusão amorosa. Em mais uma tentativa de chamar a atenção de Nancy, algo deu errado. Masquei e masquei vários chicletes cor de rosa formando uma imensa goma até que eles perdessem todo o doce. Cuspi-os na palma da minha mão e corri em busca de Nancy, quando a encontrei me esguerei por entre os brinquedos do parquinho e esfreguei a mão com a goma em seu cabelo, de alguma forma o chicletes espalhou para metade de seu cabelo e ela começou a chorar e berrar. Quando me dei conta um garoto, quase anormal de tão alto, que nem sequer deveria estar no primeiro ano apareceu, fazendo sombra no chão.
Meus sentidos gritaram: Perigo, perigo! Ele me agarrou e me colocou de cara de encontro a areia do parquinho, eu sentia o cheiro nojento de xi xi impregnado, entrando pelas minhas narinas, e a força que eu fazia para não engolir aquela coisa nojenta de pedrinhas. Eu estava lutando para me libertar, mas o brutamontes apoiava seu joelho gordo nas minhas costas, eu já estava com dificuldades de respirar, e sentia que seria o final, quando escutei a voz da professora estridente atrás dele.
— Solte ele Gregory.— Ela gritou e senti todo o peso sair de cima de mim. Estava me sentindo uma pasta de amendoim depois que um elefante senta em cima. Nem me mexia. A professora com toda sua "delicadeza" habitual me puxou para cima como se eu fosse uma mola. Não preciso dizer que fui expulso da escola, a primeira de várias expulsões, foi onde se iniciou o ciclo, ou talvez ele já houvesse se iniciado a muito tempo. Quanto a Nancy, disseram que tiveram que cortar seus longos cabelos que desciam até a cintura, bem em todo caso eu nunca mais a vi e se a vi não reconheci.
Mundo de lobos e demônios. Era só o começo. Quem eu era? Ora lobo, ora demônio, era a fama que me construía.
Carta
Londrina, 12 de setembro de 3010
Dear,
Apenas queria dizer que se tivesse dito adeus, talvez houvesse me libertado da mágoa que me cerca. Não são mentiras sobre a menina que eu queria ser, tão pouco dá que fui e daquela que nunca existiu, que eu inventei como venho fazendo ao longo dos anos, inventar o personagem da vez que se esconde atrás de uma capa preta e usa uma máscara branca e que nunca foi nem nunca será o super-herói, tão pouco o mocinho.
Estive crescendo em um mundo cercado de sombras espessas e destruidoras, todas com seu capuz negro de fundo vermelho. Um dia ele me disse que seria verdade a mentira que eu tanto inventava. Um dia ele me disse que seria doce. Ele disse... Eu estou apenas aqui garota e você sabe que temos algo em comum que jamais rastreara em outro, você sabe garota... Então eu segui sua voz e me afastei de mim mesma, porque você sabe, eu sou sempre o lado perdido. Mas, eu estive cega por muito tempo pra me concentrar no jogo novamente. Criaturas dissimuladas nunca foram meu forte, eu acreditei, eu me sujeitei, e sabe eu vi... Hoje eu já não escuto mais.
Não há verdade sobre a verdade inerente ao homem. Acredite não há um dia em que isso não me roube a alma aos sopros. Talvez eu tivesse crescido demais e uma parte minha já não se regenera como nas lagartixas que se prendem ao teto vendo seu pequeno grande mundinho de ponta cabeça.
Eu não estive todo esse tempo perseguindo algo estive? Porque as vezes não tenho certeza se realmente aprendi a sonhar, as vezes eu simplesmente não tenho certeza. Sabe aquele outro cara, com olhos azuis grandes? Ele custa deixar de apontar para o céu do topo daquele penhasco. Ele apenas estende a mão, e de sua boca as palavras nunca saem. Quem sabe ele está esperando demais, pois eu nunca consegui encara-lo nos olhos. Dissimulados, velhos infratores e os grandes perdedores jamais poderão olhar para cima e se enxergar do alto.
Você sabe não? Que o que eu acreditei apenas se desfez, e como toda grande tormenta não há portões de escape.
Dear,
Apenas queria dizer que se tivesse dito adeus, talvez houvesse me libertado da mágoa que me cerca. Não são mentiras sobre a menina que eu queria ser, tão pouco dá que fui e daquela que nunca existiu, que eu inventei como venho fazendo ao longo dos anos, inventar o personagem da vez que se esconde atrás de uma capa preta e usa uma máscara branca e que nunca foi nem nunca será o super-herói, tão pouco o mocinho.
Estive crescendo em um mundo cercado de sombras espessas e destruidoras, todas com seu capuz negro de fundo vermelho. Um dia ele me disse que seria verdade a mentira que eu tanto inventava. Um dia ele me disse que seria doce. Ele disse... Eu estou apenas aqui garota e você sabe que temos algo em comum que jamais rastreara em outro, você sabe garota... Então eu segui sua voz e me afastei de mim mesma, porque você sabe, eu sou sempre o lado perdido. Mas, eu estive cega por muito tempo pra me concentrar no jogo novamente. Criaturas dissimuladas nunca foram meu forte, eu acreditei, eu me sujeitei, e sabe eu vi... Hoje eu já não escuto mais.
Não há verdade sobre a verdade inerente ao homem. Acredite não há um dia em que isso não me roube a alma aos sopros. Talvez eu tivesse crescido demais e uma parte minha já não se regenera como nas lagartixas que se prendem ao teto vendo seu pequeno grande mundinho de ponta cabeça.
Eu não estive todo esse tempo perseguindo algo estive? Porque as vezes não tenho certeza se realmente aprendi a sonhar, as vezes eu simplesmente não tenho certeza. Sabe aquele outro cara, com olhos azuis grandes? Ele custa deixar de apontar para o céu do topo daquele penhasco. Ele apenas estende a mão, e de sua boca as palavras nunca saem. Quem sabe ele está esperando demais, pois eu nunca consegui encara-lo nos olhos. Dissimulados, velhos infratores e os grandes perdedores jamais poderão olhar para cima e se enxergar do alto.
Você sabe não? Que o que eu acreditei apenas se desfez, e como toda grande tormenta não há portões de escape.
sábado, 11 de setembro de 2010
Escudos de papelão
I
Filhos da guerra
levantem seus escudos de papelão
talvez nessa guerra não haja um vilão
como prega a televisão
O silêncio sempre inspirou-nos a dizer sim
Mas o grito se prende na garganta
E isso não é verdadeiramente sobre mim
Enquanto nos congela a manta
É tudo no final sobre uma falsa segurança
Sobre ser criança
Quando a dor cerca sua pequeninas camas
Lágrimas de cacos de vidro
Talvez nunca tenhamos realmente ido
Quem sabe foi só fingido
II
Talvez eu tivesse tido um sonho
E não sei se realmente o sonhei
quando o homem se diz o dono
não sei se realmente me inspirei
Sou eu, são eles, é você
Que por perder a esperança
Nos fez crescer
No final não passamos de velhas páginas do passado
Se não tivéssemos sido tão mutilados
pela espada de ouro que nos atravessou o peito
E que dissipou o que já não tinha jeito
Então sonhei
que talvez se tivesse sonhado
O amor nos teria acalentado
Filhos da guerra
levantem seus escudos de papelão
talvez nessa guerra não haja um vilão
como prega a televisão
O silêncio sempre inspirou-nos a dizer sim
Mas o grito se prende na garganta
E isso não é verdadeiramente sobre mim
Enquanto nos congela a manta
É tudo no final sobre uma falsa segurança
Sobre ser criança
Quando a dor cerca sua pequeninas camas
Lágrimas de cacos de vidro
Talvez nunca tenhamos realmente ido
Quem sabe foi só fingido
II
Talvez eu tivesse tido um sonho
E não sei se realmente o sonhei
quando o homem se diz o dono
não sei se realmente me inspirei
Sou eu, são eles, é você
Que por perder a esperança
Nos fez crescer
No final não passamos de velhas páginas do passado
Se não tivéssemos sido tão mutilados
pela espada de ouro que nos atravessou o peito
E que dissipou o que já não tinha jeito
Então sonhei
que talvez se tivesse sonhado
O amor nos teria acalentado
domingo, 5 de setembro de 2010
Elas rezam...
As pessoas rezam
Algo vai acontecer
As pessoas rezam
Será que algo vai acontecer?
As pessoas rezam
Isso nunca acontecerá
As pessoas rezam
E suas vozes
São caladas pela falta de fé
Elas rezam...
Elas sabem que sua falta de fé as consumirá dos dedos a cabeça.
Algo vai acontecer
As pessoas rezam
Será que algo vai acontecer?
As pessoas rezam
Isso nunca acontecerá
As pessoas rezam
E suas vozes
São caladas pela falta de fé
Elas rezam...
Elas sabem que sua falta de fé as consumirá dos dedos a cabeça.
domingo, 8 de agosto de 2010
Aquilo
Queria buscar de volta aquilo que se foi
mas parece ainda estar se espelhando no horizonte
Eu desejaria dizer oi
para aquilo que ficou pra ontem
Mas a neblina retorna
e o que trás com ela
a alma congela
pela borda
Aquilo se tornou um resquício
que cai sobre a noite nua
Enquanto eu sussurro a lua
aquelas velhas mentiras de ontem
mas parece ainda estar se espelhando no horizonte
Eu desejaria dizer oi
para aquilo que ficou pra ontem
Mas a neblina retorna
e o que trás com ela
a alma congela
pela borda
Aquilo se tornou um resquício
que cai sobre a noite nua
Enquanto eu sussurro a lua
aquelas velhas mentiras de ontem
Miss Spárti
Dessas verdades longínquas que ela não gostava de ouvir e lhe pressionavam o crânio com tanta força que as vezes ela tinha que se segurar em algo, provavelmente nunca em alguém. Não havia nem um resquício de inocência em seus olhos, nem no tom indiferente em que proclamava seu ódio a todos. Era a garota perdida, sem lei de um dia qualquer que jamais se desfaria. Existiram um dia pedaços dela que foram carregados para o fundo do oceano amarrados em uma pedra, e ela foi tragada.
Havia uma voz que lhe compelia a fazer o errado. O que haveria de errado com sua entranhas, e com a parte frontal de seu cérebro? Ela seria o erro duvidoso de uma noite qualquer, a preciosa miss spárti.
Ey garota, e todas essas costelas quebradas em uma brincadeira de jardim? Oh sim, a tornava mais temida, pois em seu caminho sombra nenhuma se atrevia. Os resquícios da tinta vermelha na ponta de seus cabelos, talvez não fosse tão verdade, uma parte constituinte de sua terrível personalidade. Era aquele tipo estúpido que amava provar o contrário quando todos os dedos apontavam em sua direção. Garota adorável que todos odiavam. Eles a odiavam porque ela dizia a verdade e se entretia rindo quando seus passos desgovernados se atrapalhavam no chão. Oh Deus, por isso ela ria, que daquele jeito não era perfeita mas sua risada sem riso contaminava os poros e inundava tudo com seu rugi delicado e a sombra da sua incerteza.
Ela não tinha controle e se perdeu com uma de suas brutais ofensas. Talvez ela ainda more, em Fuckingland 666 em algum lugar perdido a direita do nada eterno. Eh Deus, eu ainda me lembro de seus olhos.
Dessas verdades longínquas que ela não gostava de ouvir e lhe pressionavam o crânio com tanta força que as vezes ela tinha que se segurar em algo, provavelmente nunca em alguém. Não havia nem um resquício de inocência em seus olhos, nem no tom indiferente em que proclamava seu ódio a todos. Era a garota perdida, sem lei de um dia qualquer que jamais se desfaria. Existiram um dia pedaços dela que foram carregados para o fundo do oceano amarrados em uma pedra, e ela foi tragada.
Havia uma voz que lhe compelia a fazer o errado. O que haveria de errado com sua entranhas, e com a parte frontal de seu cérebro? Ela seria o erro duvidoso de uma noite qualquer, a preciosa miss spárti.
Ey garota, e todas essas costelas quebradas em uma brincadeira de jardim? Oh sim, a tornava mais temida, pois em seu caminho sombra nenhuma se atrevia. Os resquícios da tinta vermelha na ponta de seus cabelos, talvez não fosse tão verdade, uma parte constituinte de sua terrível personalidade. Era aquele tipo estúpido que amava provar o contrário quando todos os dedos apontavam em sua direção. Garota adorável que todos odiavam. Eles a odiavam porque ela dizia a verdade e se entretia rindo quando seus passos desgovernados se atrapalhavam no chão. Oh Deus, por isso ela ria, que daquele jeito não era perfeita mas sua risada sem riso contaminava os poros e inundava tudo com seu rugi delicado e a sombra da sua incerteza.
Ela não tinha controle e se perdeu com uma de suas brutais ofensas. Talvez ela ainda more, em Fuckingland 666 em algum lugar perdido a direita do nada eterno. Eh Deus, eu ainda me lembro de seus olhos.
domingo, 18 de julho de 2010
Incoerências
Nesses dias que nenhuma de nossas poesias faz sentido,
e o mundo parece repleto de incoerências,
eu me deparo com esses teus olhos de fingida malícia,
e por Deus eu me esqueço de tudo anteriormente dito.
Então salve-me das minhas próprias aflições
para que eu não peça abrigo a mais ninguém.
Ah, esse mundo de incoerências
onde seus braços parecem o porto
onde eu desejo profundamente chegar
e o mundo parece repleto de incoerências,
eu me deparo com esses teus olhos de fingida malícia,
e por Deus eu me esqueço de tudo anteriormente dito.
Então salve-me das minhas próprias aflições
para que eu não peça abrigo a mais ninguém.
Ah, esse mundo de incoerências
onde seus braços parecem o porto
onde eu desejo profundamente chegar
Fanfic- Bones
Gravidade
Tentei caminhar pela rua hoje e encontrei o seu olhar em alguém, com a luz vociferante me cercando, eu sempre encontro, mesmo não querendo, pedaços de você pelo caminho. O cheiro de bolo era minha fragrância favorita até encostar minha cabeça em seu peito e perceber que no meu mundo nada fazia sentido, que nada me pertencia verdadeiramente quando você colocava o dedo no meu coração e minha alma se desgrudava do meu corpo.
Eu tento e tento e algo me faz voltar pra você. Não demora muito. Eu queria que soubesse que estou resistindo ao desejo de voltar.
Eu sou você nos dias de tempestade, sempre, mas não sou mais frágil. É apenas mais um dia frio...
Era apenas mais uma das cartas quase diárias não enviadas, cheias de correções, borrões e linhas grifadas, e sempre ela jurava a si mesma parar de escrevê-las, mas já não conseguia. ““A maioria delas começava com acusações do tipo, “você me faz precisar de você”, e logo partiam para o lado mais agressivo e obscuro com trechos de letras grandes escrito” eu te odeio” varias vezes como se ela tenta-se convencer a si mesma mas que logo eram rabiscados até sobrar um buraco na folha. Apesar de tudo todas elas tinham algo em comum, ela sempre necessitava repetir mais para si mesma do que para qualquer outro, “mais um dia” como se estivesse tentando se desintoxicar de uma droga perigosa. Era a droga do amor tentando romper suas veias e dissipar sua existência.
O cheiro doce, simples e nada confortável da vida. Então ela sabia que precisava dar um passo adiante, mas talvez simplesmente não soubesse como fazê-lo, e nesses momentos era acometida por uma náusea, dessas que não vem do estômago ou da garganta, que é inconstante e mais poderosa, que não faz vomitar pela boca e sim pelos pensamentos desordenados e acumulativos. Dor de cabeça, ela necessitava lembrar-se de não mais pensar. Impossibilidades... Que ela pensava enquanto atravessava uma rua movimentada. As flores desabando do topo das árvores que balançavam em uma dança imprecisa anunciavam a primavera, onde casais felizes deslizavam pelas ruas comprimidos pelas paixões, pequenos ciclos de vida que se iniciavam. Breves momentos de alegria.
O céu azul ao alto, o sol parecendo despencar de sua imensidão vociferante, após uma breve chuva, um arco-íris tímido escapando por entre nuvens e rasgando o céu cuidadosamente. Tudo isso parecia proposital, alguma espécie de plano diabólico da natureza. Brennan olhou para traz com os cantos da boca virados para baixo em desgosto, tinha a impressão de que algo aconteceria para lhe tomar a paz, e então tropeçou. O sapato deslizou pela poça de água e seu corpo se curvou para trás fazendo-a cair de costas. Seus olhos azuis se misturaram ao azul inebriante do céu e ela suspirou ao ver uma cabeça frente a sua romper sua visão.
— Mademoiselle. — Booth disse com um sorriso de lado capaz de acabar com qualquer linha de raciocíneo e realmente por um momento nada coerente surgiu na cabeça dela. Ele puxou-a para cima trazendo-a a realidade.
— Aulas de francês? — Ela perguntou fazendo-o soltar um daqueles longos sorrisos que pareciam ter a capacidade de iluminar uma cidade inteira.
— Continua soltando fogo pelas narinas Bonnes? — Ele perguntou despreocupadamente.
— Como nunca, por isso se quizer se salvar fique longe, o mais longe possível. — Ela não queria sorrir porém de seus lábios escapou um lindo sorrido.
— Quanto tempo faz desde a última vez? — Brennan perguntou. Como se ela não soubesse, havia contado os dias um por um, e eles pareciam anos. 31 dias e 31 noites.
— Um ou dois meses. — Realmente fazia tempo que seus olhos não se tocavam, tanto tempo que não deveria haver recaidas. Ela estava fugindo talvez, não sabia ao certo quando teve a infeliz idéia de tirar férias, sobre protestos sem duvida
— Por que? Eu estava quase conseguindo. — Ela se lamentou segurando a mão dele longe de seus ombros ou qualquer outra parte de si que chama-se por ele. Então aquela sensação de familiaridade parecia querer lhe invadir os poros.
— Conseguindo o que pequena? —Ele perguntou com uma voz baixa e melodiosa que mais parecia um longo suspiro abaixando a cabeça. Por aqueles lábios armoniosos ela se perdeu, por aqueles lábios venenosos e embriagantes ela pensou deixar tudo para trás, por aqueles lábios imperiosos ela quis esquecer quem era.
— Esqueça. Não precisa ser sempre assim. — Em um estampido ela se lembrou do beijo, o do sabor que tinha. As mãos firmes dele deslizando por seu corpo e a sanidade lhe escapando. Lembrou de como era bom pensar que ele por alguns instantes parecia estar uma eternidade ao seu lado e que o sentimento de abandono nunca mais lhe invadiria. Não, eles não precisavam acabar se agarrando no corredor como quando naquela vez que empurrando seus corpos em direção um ao outro com os olhos fechados entraram por uma porta e invadiram um cenário que estava sendo usado para um programa infântil e os olhares perplexos de todos os acusaram, principalmente aquelas miudesas de crianças que nada compreenderam e ainda deviam estar se perguntando o que havia acontecido naquele dia estranho. Talvez o primeiro beijo de verdade, e Deus... Seria o último.
— Bones, o que está pensando? — E ela tinha algo divertido na face. Talvez fosse por conta daquele olhar meio que ausente de Brennan que sempre lhe causava uma ligeira estranheza.
— Booth, por todas as suas crenças não chegue mais tão perto de mim, tão pouco me chame de Bones. — E ela sentiu a respiração dele lhe roçar a pele.
— Lembra de quando lhe segurei nos braços para que não despenca-se da sacada de um prédio? Eu lhe disse que te seguraria até o nosso último dia. Há algo sobre nós Bones que... — Ela pensou nas mãos dele segurando suas mãos qunado pensou que já não havia nada. Era teimosa e não escutou as orientações de Booth sobre fazer seu trabalho e deixar que a justiça fizesse a sua parte, ela quis ir até o final e conseguir a prova que condenaria um criminoso.
— Por favor... — Ela soltou sua mão e o abraçou respirando o mais fundo que podia para sentir o cheiro da roupa dele uma vez mais, e sempre, sempre era aquele cheiro doce e ao mesmo tempo amadeirado com uma pitada de perigo. — Por favor... Lave as suas roupas pois elas cheiram suor. — Booth riu mergulhando o rosto no cabelo macio dela.
— Então... Sempre voltamos a isso não é? — E ele mergulhou nas costelações que se escondiam dentro do azul dos olhos de Brennan.
— Por mais que tente não há como fugir de mim Bones. — E sua boca se grudou a dela. Podia ser o último beijo ou talvez ainda fosse o terceiro. Tudo era incerto quando se tratava dos dois e assim provavelmente sempre seria até algum dos dois dar o braço a torcer e se cançar o que eles duvidavam muito enquanto permaneciam inebriados pela aura de mistérios que os cercava.
sábado, 3 de julho de 2010
como meio que ausente
Seguindo os seus olhares e vasculhando os lugares onde eles se perdem sem sentido. Ainda que detesta-se esses teus olhos de ausência contemplavel não paro de examila-los um a um para ver se encontro algo que antes ainda não havia notado.
Não mais que de repente duas pedras castanhas se detém olhando para algo dentro de mim, meus músculos se contraem e minha respiração é suspendida até sair fora de sua mira com as bochechas em brasas.
Destesto quando estas assim, meio que perdido procurando algo que eu mesma não pude encontrar por trás das rachaduras da calçada velha. Suas mãos suspensas no ar traçando algum caminho sem rumo totalmente rudmentar.
O quanto prefiro evitar a escuridão e as luzes que se encontram tracejadas em seu peito, detestando estes teus olhares que me querem vasculhar a alma a procura de algo que nem eu mesma consigo encontrar.
domingo, 7 de fevereiro de 2010
O último grito de vitória

Não era a muito tempo quando o rock se rebelava gritando as completas verdades do que viam e viviam. Não era apenas uma expressão tingida e monótona, era a alma descoberta e sangrenta.
Rock era o homem e o homem era o rock em suas mil facetas, sem mascaras ou grandes pretenções, sem ambição. Era apenas o coração cortado em uma folha de papel. Ninguém tinha medo de soltar suas linguas ferinas de extravazar suas feridas purulentas.
O que poderia-se dizer das histórias desses veteranos musicistasque se derramavam em choros melancólicos e gritavam com tanta força com suas baquetas, cordas ou apenas um microfone de qualidade duvidosa como o resto de sua aparelhagem? Eles deixavam sua familia para trás para voar em um vendavam incerto por aí. E se lhe perguntassem sobre suas histórias, pode acreditar que tinham inúmeros traumas ou revoltas internas longe do que diziam.
Como tudo o que é selvagem, louco e cheio de paixão tem um fim... O último grito de vitória foi proclamado nos anos 90 com suas incriveis bandas. O comercialismo desesperado e cheio de querer lucros quase apagou totalmente a essência, mas ainda assim há quem diga poder escutar os murmúrios distantes na primeira brisa de um novo ano.
Antonio Bloodmary
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