Preso dentro de uma casca fechada longe da luz serena do luar, na penumbra dos dias que sequer nasceram para falecer em leito nada esplêndido de um hospital. Carne devorada, carne que fica e que estilhaça, mais fundo, mais fundo até desmembrar sua alma que apodrecida eternizou a poesia do condenado que se transformou. Sua voz como canto de pássaro em desespero urrou, urrou, mais no silencio ficou e ficou, ninguém o escutou. Rugi Rogério!