Deus, se tu es uma estrela longinquá dos confins do universo, e se nós somos apenas poeira flutuando em um mar de imensidão puramente insignificante caindo e caindo dentro de buracos negros, confinados a jamais atingirmos o conhecimento que nos foi destinado, deixe-nos saber para que a esperança deixe se ser vazia e se exploda consumindo o seu próprio interior para dentro do qual também seremos tragados. Se certas coisas são inevitáveis como o nosso fim o é, nos conceda um sopro de sua eternidade, não para que vivamos para sempre, mas para que simplesmente saibamos a verdade.
quinta-feira, 4 de junho de 2015
segunda-feira, 1 de junho de 2015
Nunca dirá...
Como é estar se separando de si mesma? Como e estar se desintegrando em uma nuvem cinzenta? Ninguém nunca dirá quando parar, não ninguém nunca dirá. A medicina vai curar as imperfeições e não vai sangrar, a medicina dirá o que é certo e errado e você vai ter que aceitar. Quando abrimos mão de um sonho é apenas para nos salvar, caindo de volta e de volta em paredes de construção intermináveis, atingindo o chão com impacto, voltando novamente e novamente e fazendo tudo de novo. Gritando para que a criança lá em cima pare de arremessar seus brinquedos. Gemendo no sótão frio para que alguém escute, arrastando pela viga de madeira até o altar santo, quebrando os dedos contra o vidro opaco, inalando na cortina de fumaça. Aperte o play outra vez.
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