segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
insensatez...
Tocamos juntos cada centímetro de esperança que pousava faiscante em nossas veias, mas de repente estamos tão atrás da fronteira e o cheiro da angústia avança sobre nós como um lobo faminto por mais. Insensatez queimando, pobre e pura insensatez de quem nada resta, e então nós vamos consumidos pelo gosto amargo do fim pouco propício, mas o que se espera quando se tem 17 anos nos punhos?
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
Pássaros, esbarrões e apertões.

Deixe te tascar uns agarrões bem apertados e mais adentro de guardar, pois nem nos meus cigarros, nem no gosto quente das minhas pequenas miudezas um mundo tão dentro eu conseguiria encontrar.
Pois é garoto, hoje eu quero quebrar algumas vidraças sem machucar punhos, ter o cheiro queimando na garganta das minhas imbecilidades fatais.
Agarre-se sem se prender, pois esta noite nada será para ser.
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
Deixe...
Deixe com urgência esse quê sem nada entrar, deixe te invadir pelos poros te tascando beijos e tentações delinquentes a te extenuar. Vamos querida, embrulhe-se pra abraço e venha para cá com sorrisos e amor de compasso, me deixe te olhar.
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
Lambi seu teto de vidro!
Lambi seu teto de vidro! Ganhei alguns arranhões, pois é certo que absolutamente nada é imune, e sabemos bem disso. O vento na varanda, arrastando os perdões que você nunca, jamais me diria. E sempre restara este gosto inerte de coisa podre a jorrar das entranhas do mundo, súplices.
Me abocanhe por dentro violentamente, se debata dentro de minhas paredes e cante alguma vitória falsa por isso sem hino certo, desprovido de qualquer identicade que ainda possa lhe restar. Acontece que estive pesando coisas sem sentido apenas, coisas sem sentido.
Me abocanhe por dentro violentamente, se debata dentro de minhas paredes e cante alguma vitória falsa por isso sem hino certo, desprovido de qualquer identicade que ainda possa lhe restar. Acontece que estive pesando coisas sem sentido apenas, coisas sem sentido.
sábado, 26 de novembro de 2011
Lamento...
Estou inflamada, é que, devo dizer que ocorreu sim, assim desta forma e perfurou um pouco acima do céu com um grito agoniado de espanto. É que não se esperava, mesmo tendo consciência de que mais tarde aconteceria, o que de fato sucedeu. Houvesse gemidos, e uivos e batidas e o vento a açoitar o teu silencio misericordioso mesmo quando já havia dito algo. Estremeci ao ver que sua mascara derretia entre meus dedos, como choro de chuva bélica, já não te restava e a mim tão pouco que convulsionava o nome que já não te pertencia. Porque é isso, eu e o teu não ser. Implorei que me deixasse ficar, e no final se fixou em minhas falhas que nada tinham a ver com a história, mas que gemeram quando foram chamadas a tona. E lamentamos, lamentamos tanto no chão sujo de poeira e cinzas vulcânicas. Lamentei, lamentei por não ter visto o final nas linhas antes do começo, ah sim, eu lamentei.
sábado, 19 de novembro de 2011
Pare de ser o sol da vida, me empurrando para baixo com teus sorrisos desencontrados, que não são sorrisos. Pare de ser aquilo, aquela razão, aquela coisa me tragando pra dentro de algum buraco escuro.
Pare de ser vício inconsequente nauseante, que me diz fique em mim.
E mais uma vez por favor pare de se arrastar como um vírus dentro das minhas veias inflamadas, tão cansadas, por não te ter mesmo tendo muito mais fundo.
Pare de ser vício inconsequente nauseante, que me diz fique em mim.
E mais uma vez por favor pare de se arrastar como um vírus dentro das minhas veias inflamadas, tão cansadas, por não te ter mesmo tendo muito mais fundo.
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
Adeus
Me diga um desses adeus imperdoáveis, se escondendo por trás da sua sombra, ameaçando desabar, rasgar os primeiros botões e gritar. Me diga, que essa falta não faz sentido, que foi amor fingido, curto demais. Lembre-se daquele trilho debaixo, muito mais abaixo a te empurrar acima das nuvens com um gemido incontrolável. Não toque mais nas lembranças, deixe-as finas escaparem por seus dedos em uma cortina de fumaça densa, pesada, vagar para longe dos seus olhos marejados, cansados. Perdoe a minha ausência, sem ausência alguma, por não ser pássaro a te esperar adiante sorrindo. Deixemos, mais uma vez deixemos. Por estar partindo sempre. E sei que acenamos juntos para o céu que chorava desesperado, quieto, soturno esperando a tua volta que nunca seria.
domingo, 13 de novembro de 2011
Produto do acaso
Escorava-se a parede com um cigarro entre os dedos e uma serpente nos olhos. A fumaça lhe beijava os lábios em tentação mórbida, te amaldiçoava, te engolia, para mais dentro, suave, suave, se escondia. O frio gélido das nuvens a sussurrar o teu perfume intragável com cófs cófs cansados. Quando iremos dizer que isto não está bem?
domingo, 6 de novembro de 2011
He say, he is
terça-feira, 25 de outubro de 2011
Meio certa, meio errada...
Deixe-me ali de lado, meio certa, meio errada.
Um pouco torpe levemente tonta, caio na besteira de abrir a janela do terraço, sem pretensão qualquer, soprando sombras que se expandem dentro de mim. A luz entra como ilusão e me tenta a ceder, mas eu que já me acostumara a ausência, digo não meio sonolenta. Ela insiste, não se vê satisfeita, atira-se dentro como a dona de nada e me devora a carne astutamente acariciando meu vazio. Atiro-me as sombras novamente mesmo que a outra ainda me segure pelo tornozelo. Fecho os olhos e finjo sono profundo para ver se ela vai embora. Para minha completa infelicidade ela persiste adentrando cada vez mais, me vejo encurralada, sem saída me desespere e grito para que vá embora. Ela não me escutaria, havia algo certo nesta lógica. Meu coração tão morto tenta combate-la a pancadas, quando percebo estou respirando poeira de sótão. Inexoravelmente, ela me havia pego! Com o dedo na ferida sangro, pois certas coisas não deveriam ser expostas a luz, e ali, meio morta, meio vida a odeio secretamente enquanto morro tendo certeza do mundo dentro de mim que se vingava contra minhas paredes manchadas.
Não é como se as coisas certas insistissem em cair cheias dentro de mim, despedaçando as barreiras da escolha. Depois diferentemente a paranoia nos corrói pela garganta, não há escolha, não há escolha. O passado sempre como um fantasma entre nosso presente e futuro conectando lama a lama. Os pingos de chuva caem na testa, lembre-me, lembre-me de esquece-lo amanhã.
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
Beijos de cigarro paraguaio
Se houver um outro jeito, qualquer jeito de não guardar hematomas nas costelas. Trancei pernas, eu sei, fui longe, fui fundo, beijando o que havia de errado em mim.Quando ficamos neste quadrante irregular, mergulhados até os ossos em nossas próprias mentiras, é certo que chegou o momento................................................................
Círculos
Meu bem, me abrace pelos círculos do tempo
Sem qualquer pretensão de optar por algo
apenas atravessando a rua do seu passado
tropece em mim e não peça perdão
arraste suas novas desilusões com um sorriso
Me quebre nas esquinas antes de atravessar
incline-se na minha devoção
Desculpe-me meu bem, mas estes momentos costumam me embaraçar
Mas, depois parta, pois ambos sabemos que não podemos ficar
beliscando o ontem com relógios nas mãos
Sem qualquer pretensão de optar por algo
apenas atravessando a rua do seu passado
tropece em mim e não peça perdão
arraste suas novas desilusões com um sorriso
Me quebre nas esquinas antes de atravessar
incline-se na minha devoção
Desculpe-me meu bem, mas estes momentos costumam me embaraçar
Mas, depois parta, pois ambos sabemos que não podemos ficar
beliscando o ontem com relógios nas mãos
Nos afastando da borda
A chuva vem caindo vazia sussurrando coisas sujas
Não há árvores para se abrigar
Caímos lentamente abraçando o desespero
mas, meu bem a água me atingiu os tornozelos
foi tão forte olhar o mar se afastar
se abrigar como um parasita dentro de mim
não é fácil ficar, então me deixe partir nas veredas do inatingível
Sei bem que minha vontade de desaparecer é bem mais forte que a tua de ficar.
sábado, 1 de outubro de 2011
domingo, 4 de setembro de 2011
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
Embriaguei-me por esta vez com sua rebeldia de pequenos trejeitos ao alvorecer. Sorrias, e ria desesperadamente sob a luz tímida do sol. Era bela e jovem e nada mais importava.Te queria por inteiro, não pela metade, te queria pelo meio, não pelas beiradas, te abraçaria de madrugada, não na virada e seria refém das suas predileções para não morrer na falta de atenção. Serias sempre meu pássaro belo e ingenuo e eu que de ingenuidade ficaria a dever contribuiria com meus afetos no meu já concreto ser para ser seu.
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Jogaram-me o véu torpe da juventude, eu nada sabia, me assombrava, me assustava, me mordia, apenas pelo gosto da carne entre meus dentes, quando o conforto enfim se apossava dos meus desejos viscerais.
terça-feira, 23 de agosto de 2011
Por que estrelas são mentirosas?
Estrelas não tem teto sobre suas cabeças, elas são o teto sobre suas cabeças. Morrem pela boca da manhã e ressuscitam sorrindo pelos olhos da noite. Mas, céus, por que estrelas mentem?
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Pela janela, as coisas se desvaneciam virando uma massa torpe assimétrica. O assoalho tremia sobre meus pés, dolorido. Tudo morria antes mesmo de ter nascido. E que tivesse que ser assim na pretensão de jamais ter pretensões de algum dia ter sido, de algum dia vir a ser. O que era nunca foi, e o que foi já não era, tornando fragmentos por esse miserável assoalho de vidro.
As notas de beijos de toques do que fiz e jamais fizera desmanchando-se sob o poro da massa, esfera, rangeu, gritou, sacudiu-se dentro do meu amago simplório, ela que era que jamais havia sido, que corou na primavera e tornou-se pó na terra, nunca havia existido, nem dentro da minha escuridão, nem da de ninguém, e assim seria sopro dormente espatifando-se em sua tragédia sem ponto
terça-feira, 16 de agosto de 2011
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Bad
I don't believe you
You is so bad, you are so bad
Yours smiles, babe toward a street
sense for Runaway
chá-chá-chá in the way
A drink for this table
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Estrada Fria
Em contradição vim em contra mão
atropelando a estrada
Por cima do asfalto a maior confusão
rotina e medo me entreguei a corrupção
sábado, 6 de agosto de 2011
Lá de cima os vi caircomo cometas tripudiados ir
lentamente se arrastando pelo chão
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Os anjos cairam
e como cinzas iram jorrar
dos poros de outro semi-deus
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Somos tão jovens!
somos um maço de cigarros
lastimando até se apagar
sábado, 23 de julho de 2011
quarta-feira, 6 de julho de 2011
Batom carmim
O que vivo dizendo sobre beijos, espasmos e sussurros?
Pois bem sabe que o vilão da história não é quem deu o primeiro trago
e se afogou em uma xícara de café.
Enquanto se move inconsequente
Foi seu segundo sopro o mais delinquente
E não é como se quiséssemos bancar os grandes reis do rock
Apenas estamos fadados a essa pequena falta de incompreensão
Mas que motivo mais vulgar então...
Não debruce seu espartilho sobre mais um parapeito de vidro
Querido, sabíamos que era o nosso pequeno fim...
Rabiscar milhões de tetos de batom carmim.
quinta-feira, 23 de junho de 2011
Beijos de charuto cubano
Bati novamente o nariz na porta. Seria sim meu bem... Terceira vez. O gosto de madeira entre os dentes e meus dedos completamente dormentes. É que estive me endireitando, questão de um dia, nada por mero acaso, é que de repente me havia sentido culpada pelas faltas, coisas erradas de menina, admito, até o batom vermelho borrar... É sobre essas coisas pequenas e miseráveis que falo.
Mas, o que eu estava fazendo ali parada outra vez, mastigando minha própria insensatez, acuada feito um gato? Respiro profundamente e devo dizer: Não sei!
Mas, o que eu estava fazendo ali parada outra vez, mastigando minha própria insensatez, acuada feito um gato? Respiro profundamente e devo dizer: Não sei!
sábado, 18 de junho de 2011
Prosseguirei nas tentações de cair no mesmo jogo, falho, certamento, mania de ser obtusa- indissolúvel. Mas bem... Faz bem?
Ele que não tinha porta, que por isso não havia como fechar, tão pouco abrir, um dia me gritou de sua sacada, eu não quis ouvir, sabia que a pressa me tinha sugado pelos poros. Era uma dessas coisas indubitáveis que me acometiam como febre sobre o suar das mãos pálidas, que posso dizer? Ele dizia sempre: O mesmo me pergunto, ó por favor.— Casual, como essas pequenas casualidades da vida, talvez um pouco causal, por que deveras ele o era assim. No final ambos, entregava-monos, entregava-monos a solidão que cada um sentia, de mentira, talvez as vezes nos tenhamos sorrido na rua, mas como de muito tempo se sabe vem a corrente do norte jogada pelas lindas sereias de atlanta e leva tudo o que parecia feito. Descobri mais tarde ao deixar correr uma gota de sangue pelos dedos que eu não tinha janelas.
Ele que não tinha porta, que por isso não havia como fechar, tão pouco abrir, um dia me gritou de sua sacada, eu não quis ouvir, sabia que a pressa me tinha sugado pelos poros. Era uma dessas coisas indubitáveis que me acometiam como febre sobre o suar das mãos pálidas, que posso dizer? Ele dizia sempre: O mesmo me pergunto, ó por favor.— Casual, como essas pequenas casualidades da vida, talvez um pouco causal, por que deveras ele o era assim. No final ambos, entregava-monos, entregava-monos a solidão que cada um sentia, de mentira, talvez as vezes nos tenhamos sorrido na rua, mas como de muito tempo se sabe vem a corrente do norte jogada pelas lindas sereias de atlanta e leva tudo o que parecia feito. Descobri mais tarde ao deixar correr uma gota de sangue pelos dedos que eu não tinha janelas.
sexta-feira, 17 de junho de 2011
Pergunta-me por que escuto musicas tão alto, porque sapateio de noite no telhado e grito coisas impronunciáveis a meia noite, chuto pés e cadeiras e tropeço em meus próprios esbarrões. Se me pergunta-se a um més atrás diria que :— Apenas andei em curvas novas, alterei o caminho e maquiei o asfalto,— mas como agora é que me vem perguntar todo sisudo e seguro de si digo:
—Minha sede de abraços é insuportável!
A noite é o pesadelo da própria noite, vociferante, decadente, desmedida. Não sei porque raios ainda perco meu tempo apagando as luzes da sala, se na escuridão até os Deuses são homens.

Bonita é a tua covardia, sem grandes vontades para acender um novo cigarro.
Bonita é a tua covardia, quando foge do primeiro trago.
Tão intensamente bonita é a tua covardia quando renega tua própria vontade.
Afinal, é uma pena que eu também não me entregue aos braços da tua imensurável, desastrosa, tão maravilhosa covardia.
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sábado, 11 de junho de 2011
quinta-feira, 9 de junho de 2011
Sei que ando meio perdida, meio distante, meio torpe, nada singela. Sei também que você conseguiu se encontrar em outros caminhos e que eu só me encontro em outras garrafas . Não que eu tenha perdido o rumo, não que eu tenha perdido o jeito, mas meu bem, tente me entender, que beijos e exageros são sinônimos. Só estou transbordando o copo, que não como você não sei viver como fumaça, que não tal qual você, não sei rir-chorando, isso é apenas um pedaço da alcova carcerária a qual nos entregamos, isso são apenas pedaços da tua risada insana, isso são apenas pedaços dos meus olhares vermelhos.
domingo, 29 de maio de 2011
Despertei com uma vontade incontrolável de joga-lo para fora do meu guarda-roupa. Toda a ameaça grosseira de seus toques a primeira gaveta, abrindo o céu de meia noite para o seu único e exclusivo, tão perpétuo desejo. Meio desajeitada o arrastei para fora, sem gritos, mordidas ou pequenas confusões. Sonolenta que estava tropecei em seus tornozelos e rezei para te-lo longe dos meus apertões. Mas esqueça logo, apenas quero-o longe do meu guarda-roupa pelos próximos mil sóis de gelo. Está decretado!
sábado, 21 de maio de 2011
E... e acontece que te vejo naquela mesma confusão de saltos, sapatos, marionetes equivocadas tropeçando por falhas escadas, perdendo rumo em tortos degraus de vidro, lastimando o rasgado vestido.Quando o sol parte e da noite você ridiculamente se torna a verdadeira dona, tencionando dar beijos até no espelho, consumindo a calçada de cal velho que as tuas pegadas já sugou. Juraria estar vendo estrelas febris lhe beliscando os olhos de masoquista que se tornou e a mim também me fez tornar. Talvez nós dois estejamos a nos cobrir do tecido de infelicidade e mentira que nos juraram um dia.
Mas, verdade seja dita, conheces-te o cabaret, o cabaret e as cinzas de dias que morriam nos teus frágeis beijos embriagados e não despertavam para um novo dia. Que se esperaria de sorrisos dormentes que se lhe agarravam as faces tão rosadas, tão pálidas, pouco amadas e abandonavam em quem te via toda a desilusão que um dia se poria fim?
E... E partiste sem os homens que uma noite pálida lhe juraram amor sublime, amor eterno, sepulcro mais tarde descobririas, quando os fantasmas se lhe tomassem o corpo enrugado que se contorcia em espartilhos apertados, e o coração teu riscassem com rosas fúnebres a mão.
Toda não serenidade que me trazias, teu batom carmim enferrujado das velhas ondas de maio, tua risada ardida e comovente que volta e meia me suplicavam uma última dança. Querida nossa falta de perfeição juntos tão febril que nos enredava em tropeços de pés descalços e terminava em soluços amargos de adeus.
Todo eu, toda você que partiria mais cedo ou mais tarde sem nada dizer verbalmente e as marcas nos cravaria na alma aturdida, devemos convir que não deixaríamos nada, nada a dizer, a contar, a burlar. Não, não deixaríamos, nem o cigarro que se partiu em teus lábios. Não de verdade que eu esteja equivocado, pois quando se parte se parte sozinho. E um certamente sozinho fica, embora nunca junto estivesse. Viste em que confusão me metes? Pois estava eu falando dos teus saltos e agora já nem sei do que falo.
terça-feira, 17 de maio de 2011
sexta-feira, 6 de maio de 2011
É mais fácil estar equivocada na minha própria lucidez, mas não, eu nunca vou estar sóbria. Se me debruço em parapeitos e me atiro de janelas sem vidro, se quebro costelas e unhas com beliscões, é porque da vida já estou enjoada. E se faço todas as coisas que faço é por simplesmente não achar sentido algum.
quarta-feira, 4 de maio de 2011
domingo, 1 de maio de 2011
sábado, 23 de abril de 2011
Encosto a cabeça no travesseiro. As paredes estão manchadas do teu velho perfume sem flor, desmancham-se sombras de um adeus monótono, pois você sabe, amanhã irá voltar com sua canção melancólica e suas baladas sortidas. Apenas apague as luzes quando entrar no quarto e deixa que o sol amanhã desperte dentro de um isqueiro.
sábado, 16 de abril de 2011
segunda-feira, 4 de abril de 2011
domingo, 3 de abril de 2011
A noite...
No tapete do nosso quarto, a noite tudo se via. Meus cabelos pelo chão, teus olhos a correr, minhas mãos, seu talher.
No tapete do nosso quarto a noite, eu mais do que você tão pouco via.
(19/12/2010-Londrina)
No tapete do nosso quarto a noite, eu mais do que você tão pouco via.
(19/12/2010-Londrina)
sábado, 2 de abril de 2011
domingo, 27 de março de 2011
sexta-feira, 18 de março de 2011
Amor Meu
Amor meu, tão apopléticamente bobo
Que se entrelaça em minhas pernas
e sai com um outro
Ignora todo o mar de palavras jugosas
Se atira em paredes das mais pegajosas
Que cego o mar seria se não te beija-se pelas borbas
Que louca seria a lua se sua amante não se torna-se
Embriagado em seu perfume de areia selvagem
Que tolo eu seria amor
Por te amar nem que seja um pouco
Amor meu
Amor meu, tão apopléticamente bobo
Que se entrelaça em minhas pernas
e sai com um outro
Ignora todo o mar de palavras jugosas
Se atira em paredes das mais pegajosas
Que cego o mar seria se não te beija-se pelas borbas
Que louca seria a lua se sua amante não se torna-se
Embriagado em seu perfume de areia selvagem
Que tolo eu seria amor
Por te amar nem que seja um pouco
Amor meu
domingo, 20 de fevereiro de 2011
Maré fria
E novamente aquela maré fria que gelava até os ossos, o cheiro de água, que se tivesse cheiro seria aquele de medo, de cuidado e loucura. Quando as nuvens tornaram-se tão obtusas, acusadoras, escuras? A noite ainda assim os enredava em uma aura de cumplicidade amiga, e assim talvez pensavam ser invisíveis, como se o mundo não os pudesse ver, como se uma redoma os isolasse de qualquer coisa.
— Estou com água até os tornozelos. — Ele murmurou ainda deitado na areia abraçado a ela. Ela suspirou, pensou, olhou para cima tentando encontrar as estrelas e se remecheu até ficar por cima dele, com os cotovelos em seu peito.
— Talvez... — E fez-se silêncio, até o mar calou-se com um asovio profundo e doloroso.
— Não. — E a voz dele saiu com tanta firmeza que depois ele se arrependeu puxando-a para seu peito e acarriciando seu cabelo.
— Que os anjos não escutem os teus bramidos.
— Me desculpe. — Ele suspirou pesadamente. — Você sabe que jamais será minha, e eu tão pouco teu. Muito tempo passou e continuamos na mesma encruzilhada, rodiados das mesmas pessoas, com os mesmos vícios e manias, as mesmas blasfemias, mas... Ainda que quizessemos não temos nenhum direito sobre nós mesmos, nos giamos pelos mesmos padres, pelas mesmas estrelas e ainda assim temos os signos trocados... E sabe o que mais? Ainda insistimos em ‘nós’.
— Quanta farça não é? — Ela acariciou a mão dele
— Quanta farça meu amor. — E eles riram para não se entregarem ao sentimento de nostalgia que os vinha sondando.
domingo, 6 de fevereiro de 2011
Mais de mil anos
E foi assim como os dias de outono a derrubarem suas folhas mortas pelo chão, pedaços sem vida como unhas ou cabelos, mas não havia sido isso que ele deixou para trás. A transparência de suas expressões, e a morbidez em sua voz, seus risos mortos, gargalhadas ocas sem fundo. Raízes a se prolongarem por todo o seu ser como uma doença contagiosa de mais de mil anos, os olhos vazados que nunca olharem para ninguém pois estavam ocupados cortorcendo-se de dentro para fora, uma erupção anunciada.
E foi assim como te digo. Ele levantou-se e marchou para o mar como o veterano senhor de suas próprias hipocrisias, em sua marcha fúnebre dos mais de mil anos e desapareceu na espuma viscerante do mar com o eco que só os que se despedem dão.
E foi assim como te digo. Ele levantou-se e marchou para o mar como o veterano senhor de suas próprias hipocrisias, em sua marcha fúnebre dos mais de mil anos e desapareceu na espuma viscerante do mar com o eco que só os que se despedem dão.
Amém...
Quem salvará as memórias infelizes? Quem nos curará desta prostração que anda a nos esgueirar como vermes sedentos por mais? Dear Daddy, agora as nuvens ardem em escarlate e trovões se contorcem em meu subconsciente, me asfixia tua complacência e ainda sim insiste em dizer amém. Amém salve os prejudicados, degolem os insensatos!
domingo, 30 de janeiro de 2011
profecias inacabadas de ontem
Há uma mancha no vestido que vai nos tragando para dentro
Há uma mancha no carpete que vai nos tragando para dentro
Há aquele maldito cheiro de cigarro em suas coisas
É toda uma função ser o mestre das pequenas coisas.
Há uma mancha no carpete que vai nos tragando para dentro
Há aquele maldito cheiro de cigarro em suas coisas
É toda uma função ser o mestre das pequenas coisas.
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