terça-feira, 20 de março de 2012
Estou tentando me ver em seus caminhos tortos. Quando seu nome aparece em uma esquina qualquer, Deus sabe que nunca será fácil. Eu tenho rezado para permanecer e permanecer e algo me diz que há algo subitamente tão errado. Quando eu parto eu nunca vou, quando eu parto eu nunca vou a canto algum e há pequenos demônios em meus ouvidos para retornar e retornar a você. Vamos lá que sua súbita alegria em meus prantos está me assombrando como fantasmas velhos do passado.
sexta-feira, 16 de março de 2012
segunda-feira, 12 de março de 2012
Velhos...
Seus lábios selvagens e desmedidos, você parou de medir forças com o tempo, ser o perdedor era uma mania absurda, sua vingança eterna. E todo aquele gosto amargo jorrando pelos rios do ocidente se estranharam com seus medos inquietos por não seguir adiante. Cruzamos a fronteira num cálice de papel, toda você soturna e quieta, pensava não ter nada a dizer. Estávamos esboçando sorrisos e lágrimas incontidas, esboçávamos... E a velhice vinha galopante em nossos corações jovens, nos embriagava e quando demos conta o cansaço nos beijou. Pequenos imortais discípulos do grande Ades. A tatuagem velha nos calcanhares, a moeda de falsa troca. Céus, caímos!
sábado, 10 de março de 2012
Pouco sóbria...
Estou levemente, pouco sóbria, caminhando por pequenas estradas confusas que insistem em dar voltas e não me levar a lugar algum, eu estou esperando um masso de cigarros aberto e alguém para emprestar seu esqueiro, e quando me der vontade deitarei todo meu peso nos braços gelados de algum meio fiu. Estou tão confusa que trocaria meus sapatos por esmolas de atenção, céus, estou tão confusa, que te chamaria pelooutro nome, aquele que mais odeia, é eu estou confusa, e não há mãos que me segurem.
quarta-feira, 7 de março de 2012
sábado, 3 de março de 2012
Você sabe que pode...
Você sabe que pode, me arrasta para o chão e me observa afogar com seus grandes olhos de mar morto, ri da minha cara meio perdido, completamente dono de si mesmo e dos próprios desejos absurdos. Eu me contorço implorando piedade, mas pra você é um jogo divertido demais, eu tremo e mordo lábios e rolo na minha já tão devastada dignidade. E é tudo um constante motivo para sorrisos delinquentes, beliscões e escapadas constantes ao teto. Você sabe como me fazer sambar de madrugada nos seus pés.
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