sábado, 3 de dezembro de 2016

Maça podre.

A maça podre do cesto adoeceu a todos. Mesmo que ela não quisesse seu tempo se esgotou e agora ela era apenas a coisa que alguém deveria descartar antes da maldição passar. Começou pequeno, mas cresceu em seu interior e consumiu para não deixar nada além de uma pele enrugada e do mal cheiro de coisa errada.

Escombros e outras coisas quebradas que você não quer lembrar.

Não há nada de errado sobre nascer sobre os escombros, debaixo da areia e terra, não há nada de errado se eles não puderem te tocar. Os grandes apodrecerão a sua carne, a sua pele se algum dia eles puderem te alcançar. Escute o clamor embaixo dos pés que pede que não fuja da verdade iminente, que não se desvie para caminhos incertos, que não escute os zumbidos sem sentido da falácia que quer te enganar. Se há uma revolução crescendo em seu peito e comendo suas entranhas até restar pó grite até sua garganta sangrar. Há que ser forte, há que ser forte, todos dizem, mas já estamos fartos de continuar a lutar contra a onda que arrebenta no mar. 



Por que estrelas morrem?

Este ano eu estava zangada e me perguntando porque as estrelas estão morrendo antes de tocar o céu. Eu desejei um milhão de coisa boas, mas coisas ruins continuam acontecendo o tempo todo, e o meu desejo inicial tem se apagado dentro de mim. O mundo tem dito coisas feias e eu tapei meus ouvidos e fechei os olhos para não ver ou escutar, mas mesmo que eu faça as flores do campo continuam a murchar. Há algo bonito e especial lá fora que não vai nos alcançar? Há algo pela qual continuar a lutar em meio a escuridão pungente e lamacenta que cerca as nossas mentes? Sem piscar, não desviar, deixar entrar.