quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Cachos!

O oceano se embaraçou em seu cachos, culpa dele que não te disse nada, que ficou em silencio ao vê-la correr pro mar.

Confissão que você não lerá... Porque é muito tarde.

Você pensa que não tenho sentimento quando me vê embaraçar os nós ao redor de todos nós, está tão frouxo, tão torto, mas não há que esperar. Estou pedindo desculpa pela noite passada, embora não diga nada, que tal deixar como está? Machuquei-o, foi pesado, ardiloso, mas acredite nem um pouco calculado. Mamãe disse que daria um jeito, eles costumam mentir assim, mas agora eu digo que darei um jeito. Se está tudo errado, a culpa não é dela, nem sua, talvez um pouco minha, mas nunca foi fácil, nem quando ele estava, nem quando ele se foi. Amigos estão me sugando, há algo de louco tão singular nas suas mãos, nas deles. Sem lágrimas, sem abraços... Apenas... Apenas deixe-me pensar sobre isto esta noite.
Because this is true!

domingo, 11 de novembro de 2012

Pequeno coração! Talvez haja lugar pra você aqui.

sábado, 10 de novembro de 2012

Desapego... Meu apego!

E você está ai, olhando pra fora e seus olhos parecem cada dia mais secos e frios, e talvez alguém deva saber que a culpa não é sua. Estou aqui, mas você entende que não somos os mesmos de ontem. Há neblina la fora e encobre nossa percepção de mundo vacilante. Tem alguma parte distante demais sua que insiste em   nos abandonar. Desculpe estar do lado da porta esperando algum rastro de vida entrar, mas não posso aguardar até a próxima nevasca e te ver apodrecer. Já faz tanto tempo, e já foi bastante os fantasmas a segurar. Solte, solte, aquele pedaço de passado doente, solte e caminhe por mais alguns dias. A linha vacila e te traça um caminho pré determinado, não se deixa guiar por mentiras, a final todos sabemos que você pode ser mais do que parece. Está tão frio aqui que poderia chacoalhar os ossos e ver pedaços de vidro caírem, mas além dos meus olhos eu sinto o sol em alguma lembrança perdida do meu ser. Deve haver, deve haver. E as palhavas circularam pelo céu, para muito além dos dias  frios. Espere, espere para dizer a ela que há solução!

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Arma...

Estou com medo de ser você. Cheiro de pólvora na ponta dos dedos macios, mas não eu não tenho uma arma. O teto está desabando sob minha cabeça, o fino cal nos poros, mas eu juro, eu não tenho uma arma. Pequenas alucinações na parede esquerda, marcas de sua mão pequena nas entradas da minha vida.
Cavei um buraco no chão da cela com meu sorriso bestial, mas não, eu não tenho. Cantamos alguma musica insana dos anos 60 antes de desabarmos pesarosos no chão frio. Sim, eu usei aquilo, você não? E sim, eu tenho uma arma.