segunda-feira, 2 de julho de 2012

Apenas diferente.

Sei que desta vez dei uma grande tropeção, e por dentro estou a escarnecer de mim mesma. Quando eu sou ridícula não precisa me apontar o dedo nem me tomar pela mão como se eu fosse uma criança pequena, acredite que estou tomando aulas de limites e estou convencionando o último cigarro mesmo que a fumaça seja densa e eu queira me prender a ela até amanhecer. A brisa de outono passou, e quebrei no inverno, mas a primavera se aproxima contente a deflagar algum bom pressentimento. Estou no meu inverso, e deixei de usar aquele tênis velho, do qual falávamos a respeito, acho que coisas velhas sempre levam um pedaço maciço, mas não me prendo mais, sou desprendida, e este é meu novo eu, não digo o verdadeiro, pois sou inconstante como vento que serpenteia. Convenhamos que aqueles amores de estralar coração feito chicote por um curto instante me prendendo no céu sem ar a planar,  já não servem, e bem... Beijei o último lábio e andou sangrando um pouquinho pela pancada, eles sempre sangram, mas desta vez será diferente. Não a nada tão bonito quando uma manhã de chuva quando amo-a verdadeiramente e ela me toca e eu a sinto, e sou parte dela.

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