Está tudo escuro e claro, límpido, sereno, jogo de luzes alternadas, me vejo blasfemando no escuro e flutuando no claro. Rodeia-me a simples questão de ser um humano normal perdido em suas incongruências, praticando suas incoerências nunca se suicidando em sua abstinência. Quisera me embebedar da água do poço mais fundo e que ele me olhe e diga que serei a eterna beleza e juventude sempre, a rainha América, e que nossa querida Nossa senhora Aparecida nunca há de me abandonar. Queria que os demônios rodeassem menos minha alma para que eu também me assemelha-se a imagem perfeita de Deus, a humanidade debilitante destes que me circundam. Mas não é tão simples, não é tão simples sentir quando o buraco se expande de dentro para fora e consome alem das beiradas, quando é uma mancha vermelha dentro do oceano de minhas ilusões intocadas, cristalinas, demasiadas. Rompo contra o céu como faca afiada e os destroços se consomem ao primeiro voo celeste da pomba da paz, rompo em armadilhas nada serenas, rompo a mim mesma, em um caminho sem volta, sem recuperação.

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