A espada continua apontada para mim. Quando diabos nos tornamos uma mesma maldição? Ando cuspindo em seus sapatos, ando rastejando por sobre essa poeira de demolição tragando qualquer cigarro barato, movendo-me fundo para de baixo do assoalho, do carpete velho, para dentro da minha precária ingestão de pulsos que não pulsam, de falsa tensão. Talvez eu tenha sido tola e deixado cair algo pelo chão, mas enquanto entro em combustão já não posso me lembrar quem eu fui algum dia, quem eu sou agora, ou quem eu quero ser. Apenas gostaria de apagar a vela, silenciar os malditos fantasmas em minha cabeça, em meu corpo, entregar alguma carta vazia de rendição. Eu tenho medo!
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