E haverá ausência, e haverá tudo aquilo que alguém já previu, o meu antigo eu. O silencio que não será mais silencio quebra rompendo a barreira do som, com exatidão sobresaímos sobre uma multidão calejada de velhas histórias em repetição. Há mais harmonia em nós ou há algum tipo de pouca compaixão? Em algum momento alguém estará se recolhendo do chão onde ficaram os pequenos pedaços da nossa breve ilusão. Você e eu, ou eu e você? Uma queda de braço, ou apenas tem que ver? Me despeço antes que a dor inflame meus pulmões, antes que os acenos de mãos já não sejam mais, antes que eu possa detestá-lo apenas para não admitir que há uma incapacidade em mim de esquecer aquilo que foi mais importante do que deveria ter sido, coisas que sempre serão assim. Ainda que não haja uma lua no céu e estrelas pegajosas há uma incapacidade gritante de esquecer o que nunca foi pra ser, sintonia sem som, som sem multidão, multidão sem coração, coração sem... Engulo as palavras, engulo em seco sem um copo de cólera, talvez com um pouco de humilhação o nosso pequeno amor que se apagou antes da ascensão.

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