domingo, 11 de novembro de 2018

Como se sua existência houvesse se apagado

Olho as copas das árvores derramando em tom gracioso seus pedaços em um quinhão se desfazendo em beleza exata nada subjugada, mas tuas pegadas já nao tocam o chão. Ainda que o vento abrace o meu rosto em celebre comoção ele já nao beija sua alma tao pouco toca sua mão. Costumavas ser dança em mim, vida e pura sensação, como se por acaso eu correce para longe estaria para sempre fadada a maldição da solidão. Acreditei que só pararia de te amar quando todos os pássaros mudos caíssem, seu canto calado pela iminencia do proprio destino traçado com linhas irregulares feitas com giz. So pararia de te amar quando todos os peixes do mar ao pó retornassem para nunca mais se balançar ao som das ondas a quebrar, quando toda imensidão de água a nos circundar se congelasse eliminando toda e qualquer existência que do carinho pela vida pudesse compartilhar. Quando todo calor que emana o Sol se dissipasse e nao tocasse mais nenhum grama de terra vermelha colorida pelo sangue da gente que todo dia derrama sem sermão. Sua existência foi como se houvesse apagado e meu peito que tanto te quis enfim pode descançar. No tempo paralizado ficou a imagem de quem um dia minha alma pertenceu e de que alguma forma sempre pertencerá.

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