domingo, 21 de março de 2021

Se eu morresse amanhã...

 

Caímos uma centena de vezes em abismos obscuros e obtusos cujos meus olhos se recusaram a ver uma imensidão de vezes em sequelas de tempo. O tempo... Este mesmo que corrói até mesmo o ferro, corrói nossa carne até o cerne e com isto repetimos em unisono no baile de nossas vidas: tudo passa. Pois tudo passa mesmo, é gritante e escancarado, ou não passa e usamos isto como muleta para nos apoiar ou mesmo para nos afogar pensando adiante . Se eu morresse amanhã? Há conforto nestas palavras, o mundo se acabará mais uma vez, só que desta vez pessoalmente para mim. Não mais a dor, não mais o pesar, não mais sofrimento. Espero que não hajam lágrimas a escorrer nem tão pouco nariz a enxugar, minha vida é cintilante e cintilante acabará.

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