Miss Spárti
Dessas verdades longínquas que ela não gostava de ouvir e lhe pressionavam o crânio com tanta força que as vezes ela tinha que se segurar em algo, provavelmente nunca em alguém. Não havia nem um resquício de inocência em seus olhos, nem no tom indiferente em que proclamava seu ódio a todos. Era a garota perdida, sem lei de um dia qualquer que jamais se desfaria. Existiram um dia pedaços dela que foram carregados para o fundo do oceano amarrados em uma pedra, e ela foi tragada.
Havia uma voz que lhe compelia a fazer o errado. O que haveria de errado com sua entranhas, e com a parte frontal de seu cérebro? Ela seria o erro duvidoso de uma noite qualquer, a preciosa miss spárti.
Ey garota, e todas essas costelas quebradas em uma brincadeira de jardim? Oh sim, a tornava mais temida, pois em seu caminho sombra nenhuma se atrevia. Os resquícios da tinta vermelha na ponta de seus cabelos, talvez não fosse tão verdade, uma parte constituinte de sua terrível personalidade. Era aquele tipo estúpido que amava provar o contrário quando todos os dedos apontavam em sua direção. Garota adorável que todos odiavam. Eles a odiavam porque ela dizia a verdade e se entretia rindo quando seus passos desgovernados se atrapalhavam no chão. Oh Deus, por isso ela ria, que daquele jeito não era perfeita mas sua risada sem riso contaminava os poros e inundava tudo com seu rugi delicado e a sombra da sua incerteza.
Ela não tinha controle e se perdeu com uma de suas brutais ofensas. Talvez ela ainda more, em Fuckingland 666 em algum lugar perdido a direita do nada eterno. Eh Deus, eu ainda me lembro de seus olhos.

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