Pergunta-me por que escuto musicas tão alto, porque sapateio de noite no telhado e grito coisas impronunciáveis a meia noite, chuto pés e cadeiras e tropeço em meus próprios esbarrões. Se me pergunta-se a um més atrás diria que :— Apenas andei em curvas novas, alterei o caminho e maquiei o asfalto,— mas como agora é que me vem perguntar todo sisudo e seguro de si digo:
—Minha sede de abraços é insuportável!
A noite é o pesadelo da própria noite, vociferante, decadente, desmedida. Não sei porque raios ainda perco meu tempo apagando as luzes da sala, se na escuridão até os Deuses são homens.
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