Pela janela, as coisas se desvaneciam virando uma massa torpe assimétrica. O assoalho tremia sobre meus pés, dolorido. Tudo morria antes mesmo de ter nascido. E que tivesse que ser assim na pretensão de jamais ter pretensões de algum dia ter sido, de algum dia vir a ser. O que era nunca foi, e o que foi já não era, tornando fragmentos por esse miserável assoalho de vidro.
As notas de beijos de toques do que fiz e jamais fizera desmanchando-se sob o poro da massa, esfera, rangeu, gritou, sacudiu-se dentro do meu amago simplório, ela que era que jamais havia sido, que corou na primavera e tornou-se pó na terra, nunca havia existido, nem dentro da minha escuridão, nem da de ninguém, e assim seria sopro dormente espatifando-se em sua tragédia sem ponto
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