terça-feira, 25 de outubro de 2011
Meio certa, meio errada...
Deixe-me ali de lado, meio certa, meio errada.
Um pouco torpe levemente tonta, caio na besteira de abrir a janela do terraço, sem pretensão qualquer, soprando sombras que se expandem dentro de mim. A luz entra como ilusão e me tenta a ceder, mas eu que já me acostumara a ausência, digo não meio sonolenta. Ela insiste, não se vê satisfeita, atira-se dentro como a dona de nada e me devora a carne astutamente acariciando meu vazio. Atiro-me as sombras novamente mesmo que a outra ainda me segure pelo tornozelo. Fecho os olhos e finjo sono profundo para ver se ela vai embora. Para minha completa infelicidade ela persiste adentrando cada vez mais, me vejo encurralada, sem saída me desespere e grito para que vá embora. Ela não me escutaria, havia algo certo nesta lógica. Meu coração tão morto tenta combate-la a pancadas, quando percebo estou respirando poeira de sótão. Inexoravelmente, ela me havia pego! Com o dedo na ferida sangro, pois certas coisas não deveriam ser expostas a luz, e ali, meio morta, meio vida a odeio secretamente enquanto morro tendo certeza do mundo dentro de mim que se vingava contra minhas paredes manchadas.
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