Silencio, quando alguém sussurra mentira! Mentira de repente eu sussurrava e a plateia silenciosa prosseguiu, e vi que todos gritavam em uni-sono mentira. Atirei-me ao pequeno pedaço de sanidade no chão e me arrastei por entre poltronas, afastei para longe da minha consciência a verdade porque agora engolia a mentira, e guela a baixo eu prosseguia, eu falava a mentira e a idolatrava, e sabia bem que ela e eu não nos diferenciávamos, eramos mistura homogênea, beijava seus lábios antes de dormir, e a abraçada preponderante durante o amanhecer. Não quis questionar, preferi me esconder, pois em mim alimentava um verme, meu hospedeiro e dava marge a que ele prossegui-se, era eu a razão de sua existência e sem mim ele não estaria ali. Se eu matasse a mentira, mataria a mim também. Pois de covardia agarrei-me a vida como quem agarra o último baluarte e permaneci impassiva esperando com os olhos fitos na plateia que me parassem de gritar. Mentira!

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