É apenas o começo. Todos sabem que não são apenas 11 homens, são milhões de corações estalando alto e se prendendo ao fundo da garganta, do momento em que se toca o hino e vozes emotivas soam aos recantos mais longínquos do mundo até quando as últimas luzes se apagam e tudo é apenas o silencio. Homens e gigantes se mesclam na confusão do tempo (45+45) inevitável, inegável, longo ou curto demais, apenas no modo como se sente, câimbras, dores musculares e lesões em alguma entrada dura, é difícil distinguir. Dirão que almas se perdem, que vozes se calam, e que todos deveriam fazer o mesmo enquanto o seu espirito bem lá no fundo estremece. Alegarão que são por causas maiores os sacrifícios que aqui se faz, e que isso não é o que importa, o importante é a bandeira. Mas Deus sabe que bandeiras tremulam no mastro de um céu sagrado e que tremores se espalham por terra abençoada e que isto não é novidade quando soa o apito do arbitro. Quando tudo chega ao final é claro que anjos despencam do céu e choram, de tristeza ou alegria sabe-se lá o que vão dizer, mas isto é mais que um jogo, isto é mais que futebol, isto é sangue, carne e ossos. 32 países e um mesmo sonho pairando em seus corações.

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