domingo, 8 de novembro de 2015

Preto e branco.

Na cidade grande é fácil o tempo nublar e a distancia separar.
O preto do asfalto, o preto e branco do dia a dia perdidos nas suas mãos indecisas.
Quando as luzes apagarem na torre mais alta do lugar que chamamos de lar
nossos pensamentos estarão planando no alto do céu do lugar dos desapegados.
Faz algum tempo só que a distancia continua sendo meu maior medo. 
Não apague as luzes, não me deixe sozinha no seu desapego,
não queime as memórias em um ato de ensejo. 
Olho as pequenas figuras de cima cada vez menores
Fazendo suas pequenas preces, pois Deus diz para que elas orem.
Quem sabe nossa lama seja lavada com a próxima chuva
Quem sabe jamais seja e estejamos todos perdidos na maldição do tempo.
Quando estou almejando apenas um abraço, apenas abrace-me
E aquele ladrilho do tempo bordado com nossos pensamentos 
Que esteja quebrando no meio do tormento
e que se arraste comigo para a nossa verdadeira tumba que é o mar
e amar você. a, d, c    refrão em c


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