terça-feira, 9 de fevereiro de 2021

Mãos que se desprendem

 Faz um tempo desde que eu não deito nos braços de alguém, mas ele me fez deitar e acariciou a superfície do meu ser. Quando eu olhei seu rosto vi o céu, nuvens passando cada vez mais longe e longe. Entre um copo de vodca, risadas e beijos eu me esqueci. Ainda quis um cigarro, mas meu maço eu apenas não havia trazido. Se nos apaixonarmos seria engraçado, engraçado porque o destino gosta de fazer piada e eu cansei de rir. Noite passada havia sonhado com o outro, tinha me virado a cara, não olhava no meu rosto, morávamos juntos e ele tinha ido embora e eu não sabia se iria voltar. Talvez não volte nunca mais. Se voltasse me reconheceria se nem eu mesma me reconheço?   Entre um copo de vodca e outro, entre um copo de gin e outro, entre um trago e outro, entre uma borboleta e outra.

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