Explodindo de dentro para fora na velocidade da luz, vejo o mundo girando alucinado pela janela da sala, e quero entregar-me ao delírio gentil de ser expectadora, mas subitamente sou lançada constantemente como um peão ao centro e escuto a voz que sussurra em meu ouvido: Lute! Lute!
Seria isto minha punição? Questiono, mas a resposta nunca vem e novamente é como o filme que roda mil vezes, me tragando para dentro e dentro até minha aniquilação. Onde estarão os deuses se é aqui que devo estar eu? Violência brilhante caminhando em minha direção, vozes, rostos, gestos, cheiros, gostos. Me fragmento para esquecer que eu permaneço sendo eu, no palco esquisito da existência.
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