
Não era a muito tempo quando o rock se rebelava gritando as completas verdades do que viam e viviam. Não era apenas uma expressão tingida e monótona, era a alma descoberta e sangrenta.
Rock era o homem e o homem era o rock em suas mil facetas, sem mascaras ou grandes pretenções, sem ambição. Era apenas o coração cortado em uma folha de papel. Ninguém tinha medo de soltar suas linguas ferinas de extravazar suas feridas purulentas.
O que poderia-se dizer das histórias desses veteranos musicistasque se derramavam em choros melancólicos e gritavam com tanta força com suas baquetas, cordas ou apenas um microfone de qualidade duvidosa como o resto de sua aparelhagem? Eles deixavam sua familia para trás para voar em um vendavam incerto por aí. E se lhe perguntassem sobre suas histórias, pode acreditar que tinham inúmeros traumas ou revoltas internas longe do que diziam.
Como tudo o que é selvagem, louco e cheio de paixão tem um fim... O último grito de vitória foi proclamado nos anos 90 com suas incriveis bandas. O comercialismo desesperado e cheio de querer lucros quase apagou totalmente a essência, mas ainda assim há quem diga poder escutar os murmúrios distantes na primeira brisa de um novo ano.
Antonio Bloodmary
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