sábado, 3 de julho de 2010

como meio que ausente

  


   Seguindo os seus olhares e vasculhando os lugares onde eles se perdem sem sentido. Ainda que detesta-se esses teus olhos de ausência contemplavel não paro de examila-los um a um para ver se encontro algo que antes ainda não havia notado.
    Não mais que de repente duas pedras castanhas se detém olhando para algo dentro de mim, meus músculos se contraem e minha respiração é suspendida até sair fora de sua mira com as bochechas em brasas.
    Destesto quando estas assim, meio que perdido procurando algo que eu mesma não pude encontrar por trás das rachaduras da calçada velha. Suas mãos suspensas no ar traçando algum caminho sem rumo totalmente rudmentar.
     O quanto prefiro evitar a escuridão e as luzes que se encontram tracejadas em seu peito, detestando estes teus olhares que me querem vasculhar a alma a procura de algo que nem eu mesma consigo encontrar.

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