Tenho medo! Sim, tenho medo. Medo de que a existência assuma o controla da minha vida, da sua vida e que não passemos de personagens em um cenário fictício e ilusório. Amargo o destino, amargo o caminho e o gosto dos meus lábios, o gosto do café que tomamos para insistir em estar parcialmente despertos para o show que nos aguarda. Abro as cortinas vermelhas e a longa plateia me olha, sinto que estou prestes a ter uma crise de nervos, tropeço uma ou outra vez, esqueço minhas falas, sou um boneco que alguém deve assumir o controle. Ao final, as cortinas se fecham e não há aplausos, nem vaias, há apenas o silencio intragável que asfixia até mesmo as minhas ultimas palavras quando enfim desisto e se vai meu ultimo suspiro.
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