Não sinto nada, talvez porque eu seja um nada. Do nada vim e ao nada retornarei, pois nada é para sempre e nada é a palavra que define, o lugar que adquire, a pedra que rola da ladeira esmagando tudo que estiver em seu pequeno caminho. Convertida nesta existência assombrosa as sombras vem mais uma vez observar pela janela e escutar os gritos. Tudo se desfaz, tudo busca o seu fim, maldita seja a pulsão de morte, maldita seja as vicissitudes da vida, maldita a boca que beija e que escarra, maldita, mil vezes maldita a nossa existência.
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