Odeio todas essas pintas no seu rosto e corpo
que fazem de você todo um universo.
Odeio que seja tão difícil te imaginar um inverso e
é até perverso da minha parte tentar.
Odeio teu cheiro, teu gosto de menta
do chiclete que leva no bolso
e até quando ouço o teu nome chamar,
pois teu nome é comum, mas eu só lembro de um
e meu pensamento fixa no teu olhar
aquele mesmo escrutinador de que está a me observar
cada passo sem titubear.
Odeio que esse mesmo olhar seja ausente e que me faça recordar
da tua falta torpe que há um oceano a separar
E é bom que esteja lá, mas ainda assim me faz te odiar
quando trás a mim meus sentimentos mais perturbadores
e sinto que nunca houveram outros causadores
além do senhor que é meu eterno mal estar.
Odeio quando me leva ao topo e me tira de lá
sem cambalear, pois sei que também,
amaria me odiar.
Sobre todas as coisa como o ódio, odeio ainda mais
nunca te odiar, nem por um momento, nem pelos
milésimos de segundos da batida das asas
de um beija-flor no ar.
B.H. sorria mais, ria mais, seja eternamente feliz
⧪
Nenhum comentário:
Postar um comentário