As lembranças ficam presas aos meus sapatos e eu esqueço de dizer adeus. O fantasma permanece em mim assombrando os dias sem sol que restaram mesmo que eu tente colorir até o telhado. Antes que se termine mais uma tarde me sento olhando para longe vendo os pássaros distanciarem e me questiono se os peixes tem asas. Se eles não tem, como você pode se afastar? Parece que continuo esperando você retornar, por isso chuto pedras no caminho e pareço não me importar, mas eu sou quem mais se importou. O sol torna a brilhar aquecendo o céu e eu posso ver o azul outra vez e sei que logo irá voltar e desta vez para ficar. Eu consegui ver o fio vermelho e tudo isto está em mim até o fim.
Às vezes o passado é como algemas nos tornozelos.
ResponderExcluirGK