sábado, 11 de setembro de 2010

Escudos de papelão

I

Filhos da guerra
levantem seus escudos de papelão
talvez nessa guerra não haja um vilão
como prega a televisão
 
O silêncio sempre inspirou-nos a dizer sim
Mas o grito se prende na garganta
E isso não é verdadeiramente sobre mim
Enquanto nos congela a manta

É tudo no final sobre uma falsa segurança
Sobre ser criança
Quando a dor cerca sua pequeninas camas

Lágrimas de cacos de vidro
Talvez nunca tenhamos realmente ido
Quem sabe foi só fingido

II

Talvez eu tivesse tido um sonho
E não sei se realmente o sonhei
quando o homem se diz o dono
não sei se realmente me inspirei

Sou eu, são eles, é você
Que por perder a esperança
Nos fez crescer
No final não passamos de velhas páginas do passado

Se não tivéssemos sido tão mutilados
pela espada de ouro que nos atravessou o peito
E que dissipou o que já não tinha jeito

Então sonhei
que talvez se tivesse sonhado
O amor nos teria acalentado

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