sábado, 26 de novembro de 2011

Lamento...

Estou inflamada, é que, devo dizer que ocorreu sim, assim desta forma e perfurou um pouco acima do céu com um grito agoniado de espanto. É que não se esperava, mesmo tendo consciência de que mais tarde aconteceria, o que de fato sucedeu. Houvesse gemidos, e uivos e batidas e o vento a açoitar o teu silencio misericordioso mesmo quando já havia dito algo. Estremeci ao ver que sua mascara derretia entre meus dedos, como choro de chuva bélica, já não te restava e a mim tão pouco que convulsionava o nome que já não te pertencia. Porque é isso, eu e o teu não ser. Implorei que me deixasse ficar, e no final se fixou em minhas falhas    que nada tinham a ver com a história, mas que gemeram quando foram chamadas a tona. E lamentamos, lamentamos tanto no chão sujo de poeira e cinzas vulcânicas. Lamentei, lamentei por não ter visto o final nas linhas antes do começo, ah sim, eu lamentei.

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